• Em agosto, o setor de serviços cresceu 2,9% na comparação com julho (m/m) (média das expectativas de 2,5% m/m, Broadcast). A variação foi de -10% na comparação interanual (a/a).
  • Foi a terceira taxa positiva consecutiva na comparação com o mês anterior, acumulando crescimento de 11,2% entre junho e agosto. Contudo, a recuperação nos últimos três meses ainda é insuficiente para compensar a queda de 19,8% ocorrida entre fevereiro e maio. Portanto, o setor de serviços ainda está 9,8% abaixo do patamar de fevereiro.
  • Na passagem de julho para agosto, o crescimento no volume de serviços prestados ocorreu em quatro das cinco atividades investigadas. O destaque positivo foi a de serviços prestados às famílias, que cresceu 33% m/m (inclui restaurantes, hotéis, academias de ginástica e salões de beleza). Mesmo com essa forte alta, ainda está distante de recuperar as perdas ocorridas entre março e abril. Para que os serviços prestados às famílias volte ao patamar de fevereiro, ainda precisa crescer 72%.
  • Outro destaque positivo foi a atividade de Transportes e armazenamento (3,9% m/m), que foi diretamente beneficiada pela boa performance do comércio varejista dos últimos três meses.
  • Indicadores antecedentes relativos ao mês de setembro apontam continuidade na recuperação, porém em ritmo um pouco inferior ao observado em agosto. Para setembro, projetamos crescimento de 2,4% m/m e variação interanual de -7% a/a.
PMS - Volume m/m
Variação Mensal por Atividade Econômica
Volume a/a
Volume de Serviços

Evolução Recente

O Indicador de Confiança no setor de Serviços (FGV) subiu de 85 para 87.9, na passagem de agosto para setembro. Contudo, essa melhora se deu quase que exclusivamente pela expectativa para os próximos meses. O índice que mede as condições atuais de negócio permaneceu praticamente estável. Da mesma forma, houve manutenção no nível de capacidade instalada do setor.

O PMI (IHS Markit) do setor de serviços (índice de atividade dos gerentes de compras) subiu de 49,5 em agosto para 50,4 em setembro, levemente acima do nível neutro de 50. A pesquisa apontou melhora marginal na retomada dos negócios, contudo os prestadores de serviços continuam reduzindo efetivos visando cortar custos. No geral, a retomada do setor está lenta devido ao avanço da inflação de custos dos insumos.

Para setembro, projetamos crescimento de 2,4% m/m e variação interanual de -7% a/a.

Equipe Macro
José Márcio Camargo
Tiago Tristão
Eduardo Ferman

Abra sua conta na Genial Investimentos - Banner Post

Publicado por Tiago Tristão

Doutor em economia pela PUC-RJ é analista de atividade econômica na Genial Investimentos.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *