Você já ouviu falar em carteira recomendada de investimentos? Contar com essa facilidade pode tornar sua alocação em ações mais prática e aumentar suas possibilidades de rentabilidade. Contudo, é preciso entender como ela funciona para escolher a ideal para você.

Com a carteira recomendada o investidor pode contar com análises de profissionais e facilitar a administração dos investimentos. Porém, não se esqueça de considerar seus objetivos — e os riscos — antes de optar por elas. 

Para facilitar, neste conteúdo você aprenderá de uma vez por todas o que é uma carteira recomendada e como ela funciona. Ainda conhecerá seus principais tipos e as vantagens de contar com uma.  

Acompanhe a seguir e entenda! 

O que é uma carteira recomendada? 

Uma carteira recomendada é uma forma de facilitar o acesso de investidores a ativos considerados com bons potenciais. Elas são criadas por corretoras e analistas, que disponibilizam suas análises para os clientes de forma prática. 

O objetivo da carteira recomendada é informar ao público quais os grupos de ações têm maiores chances de ter um desempenho acima da média do mercado — a partir da avaliação de profissionais. Geralmente, são compostas após ampla pesquisa e análise, explicando os motivos da expectativa.

Assim, é possível dizer que uma carteira recomendada é uma ferramenta que auxilia o investidor a escolher grupos de ações com bons fundamentos.

Como ela funciona? 

Uma carteira recomendada funciona como um guia para o investidor. Como você viu, o profissional que a divulga informa quais as ações que foram escolhidos para a formação de um portfólio diversificado.  

Desse modo, o investidor observa quais ativos fazem parte da recomendação e pode escolher qual faz mais sentido de acordo com seu perfil e disponibilidade de correr riscos. Como ela é divulgada por corretoras e profissionais do ramo, é possível escolher seguir a recomendação para usufruir do potencial. 

Contudo, como todo investimento, é preciso ter atenção aos riscos. Afinal, a recomendação de analistas não é garantia de resultados. O mercado pode ou não entregar os ganhos esperados pelos profissionais.  

Além disso, para entender os riscos é preciso considerar que as carteiras recomendadas podem ser de diversos tipos. Há as de renda fixa ou de renda variável, algumas focam apenas em ações para buy and hold, outras em especulação, etc. 

É fundamental que o investidor tenha bem delimitado quais são os seus objetivos ao buscar essas carteiras. Somente assim ele poderá fazer os investimentos que visem alcançar suas metas financeiras. 

Outro ponto que merece atenção é o perfil de investidor. Você sabe como ele funciona e como utilizá-lo a seu favor na hora de usar uma carteira recomendada?  

Confira a seguir: 

Perfil de investidor 

Existem três perfis de investidor que embasam as suas decisões nos investimentos. O conservador, o moderado e o arrojado (também conhecido como agressivo). Sua principal diferença está na relação que o investidor tem com os riscos dos investimentos. 

As pessoas conservadoras têm menos resistência aos riscos. Ou seja, elas preferem investimentos seguros, mesmo que isso limite a rentabilidade. Podem estar nesse perfil os menos experientes ou as pessoas que já estão usufruindo da renda passiva da renda fixa, por exemplo. 

Já os arrojados são o oposto. Eles suportam com mais facilidade os riscos e priorizam a rentabilidade. Por isso, se determinados ativos oferecem maior potencial, ainda que haja alta probabilidade de perda, eles aproveitam essa oportunidade.  

No meio termo, podemos dizer que os moderados possuem características de ambos os perfis. Eles são mais versáteis, pois buscam investimentos seguros, mas conseguem suportar alguns riscos a mais do que os conservadores. 

Quais são os principais tipos de carteira recomendada? 

Como você viu, a carteira recomendada é uma forma de realizar investimentos a partir de análises profissionais. Existem diversos tipos de carteiras e cada uma tem estratégias diferentes.  

Confira as principais! 

De renda variável 

As carteiras de renda variável são as mais usuais. Com ativos dessa modalidade, elas são indicadas para quem tem perfil arrojado ou moderado, pois há riscos maiores. Dentro desse tipo, as mais comuns são aquelas focadas em ações.  

Assim, os profissionais responsáveis costumam emitir recomendações de compra ou venda de determinados papéis de empresas. Há uma reavaliação dessa estratégia de forma periódica, geralmente mensal.  

Dessa maneira, o profissional analisa se há mudanças em fundamentos das empresas ou no cenário do mercado. Então, os responsáveis recomendam a compra, venda ou manutenção dos ativos. Essa estratégia busca aumentar a rentabilidade, prevenir perdas e garantir mais segurança aos investidores menos experientes. 

De renda fixa 

Também existem as carteiras recomendadas de títulos de renda fixa. Ao contrário da renda variável, eles são mais seguros — e adequados para perfis conservadores. Contudo, enquanto a liquidez e a segurança podem ser maiores, a rentabilidade é limitada. 

Nas carteiras recomendadas os responsáveis fazem sugestões para composição. Elas podem ser compostas, por exemplo, com:  

  • CDBs (certificados de depósitos bancários); 
  • títulos do Tesouro Direto; 
  • LCIs (letras de crédito imobiliário);  
  • LCAs (letras de crédito do agronegócio); 
  • Debêntures. 

O objetivo costuma ser aumentar a rentabilidade de investidores que focam na renda fixa, baseando-se em percentuais acima do CDI (certificado de depósito interbancário). 

De Fundos de Investimento 

As carteiras recomendadas de Fundos de Investimento são outra possibilidade comum. Elas focam nesse tipo de aporte e os profissionais avaliam, inclusive, a quantidade ideal de cotas para alocar em cada fundo. 

Com ela, o investidor pode diversificar seus aportes em diversos fundos com diversas estratégias diferentes. Muitas delas recomendam os Fundos Imobiliários, Multimercado, de Renda Fixa etc. Cada uma terá objetivos próprios.  

É possível encontrar, por exemplo, aquelas focadas em recebimento de renda passiva, de aumento de patrimônio e outras estratégias. Novamente, é fundamental considerar seu perfil de investidor e objetivos ao avaliar carteiras desse tipo. 

Como funcionam as carteiras de ações? 

Você já deve saber que as carteiras recomendadas de ações são as mais populares. Para investir nesse mercado, é fundamental fazer boas análises das empresas que emitem os papéis. Mas muitos investidores não sabem como fazê-las ou, pelo menos, não se sentem seguros. 

Dessa forma, é comum que muitas carteiras recomendadas sejam feitas pensando em ajudar nessa dificuldade. Com análises de profissionais, as recomendações ficam mais embasadas e trazem segurança para o investidor. 

Nas carteiras de ações tradicionais, os profissionais responsáveis fazem análises fundamentalistas das empresas. Ou seja, definem seus fundamentos e demonstram, por meio de indicadores, os motivos de suas escolhas para o longo prazo. 

Geralmente, existe um benchmark a ser superado pela carteira. Isso significa que um índice do mercado é usado como parâmetro. Um dos mais comuns é o Ibovespa, que acompanha as ações mais negociadas na bolsa de valores brasileira. 

Além de carteiras focadas no longo prazo, pode haver outras estratégias específicas. Confira! 

Carteiras com foco em small caps 

Small caps são Ações de empresas que têm baixo valor de mercado. Elas são de menor porte e podem ter maior probabilidade de valorização. Contudo, o risco é mais alto e a liquidez costuma ser mais baixa, pois esses papéis podem ter menor procura. 

A ideia das carteiras recomendadas com foco em small caps é indicar ativos que possam apresentar maior potencial de retorno, tentando limitar as chances de perda. Os profissionais tentam manejar os riscos dos small caps, avaliando empresas com bom potencial de valorização. 

Entretanto, considerando os riscos, a estratégia é mais utilizada por investidores arrojados. Em alguns casos, os moderados podem se interessar por seguir as recomendações, com uma parcela menor do capital. 

Carteiras com foco em dividendos 

Os dividendos são a divisão periódica de lucro que as empresas de capital aberto repassam a seus sócios. Conforme a Lei das Sociedades Anônimas — Lei n.º 6.404 de 1976 — elas devem fazer isso de forma obrigatória. 

Quem tem ações de uma empresa pode ser considerado um sócio dela. Por isso, receberá os dividendos referentes à distribuição de ganhos. Cada companhia define um percentual dos lucros a serem divididos, conforme seu estatuto. 

Para quem foca em investir em longo prazo e quer receber uma renda passiva, buscar empresas que pagam mais dividendos pode ser uma boa alternativa. Por isso, existem carteiras recomendadas que priorizam ações de companhias com essa característica. 

Os responsáveis pela recomendação fazem análises dos negócios focando no histórico de pagamentos e projeções. Assim, o investidor pode conhecer recomendações de companhias que geram mais renda passiva por meio da divisão de lucros. 

Carteiras de investimentos ESG 

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance. Esse termo em inglês significa Meio Ambiente, Sociedade e Governança. Quando se fala em investimentos ESG significa que tais critérios são considerados nas escolhas dos ativos. 

A tendência busca prezar a sustentabilidade e boas práticas nas empresas. Dessa maneira, as companhias que focam nesses fatores recebem investimentos. 

Muitos consumidores observam esses fatores na hora de comprar seus produtos e contratar serviços. Assim, as empresas mais sustentáveis podem se destacar no mercado e ter valorização. Além disso, com investimentos focados nelas, elas são estimuladas a continuarem com o conceito. 

Por isso, existem carteiras recomendadas que focam no ESG. A rentabilidade continua sendo um objetivo, como em uma carteira tradicional, mas nesse tipo há uma escolha criteriosa de companhias sustentáveis. 

Quais são as vantagens de contar com uma carteira recomendada? 

Agora você já conhece o que é uma carteira recomendada e conferiu seus principais tipos. Mas afinal, qual é a vantagem de acompanhar uma?  

Acompanhe a seguir seus benefícios mais relevantes! 

Facilidade de avaliação 

A primeira vantagem de contar com uma carteira recomendada é a facilidade de avaliação. Quando se escolhe os ativos para compor seu portfólio é preciso considerar diversos fatores. Como você viu, os objetivos e o perfil de investidor são pontos fundamentais. 

Depois, é preciso encontrar os investimentos que se encaixam nos seus objetivos e no perfil. Se o foco for a renda variável, isso pode ser ainda mais desafiador. Afinal, é preciso avaliar empresas, fundamentos, cenário econômico etc. 

Uma carteira recomendada oferece a possibilidade de facilitar a avaliação. Com ela você só precisa saber qual é o foco do portfólio e as estratégias utilizadas. Ao ler os relatórios dos profissionais pode ver como eles escolheram. Assim, não precisa analisar o mercado sozinho. 

Economia de tempo 

Além de facilitar a avaliação de um ponto de vista técnico, a carteira recomendada também economiza tempo do investidor. Quem opta por essa facilidade, não precisa fazer análises próprias e pesquisas históricas dos ativos. 

Claro que é preciso avaliar a carteira, a experiência dos responsáveis e outros pontos. Afinal, o investidor está confiando seu capital naquelas recomendações. Contudo, essa é uma tarefa mais fácil e rápida. 

A análise fundamentalista considera diversos fatores, documentos fiscais e balanço patrimonial de muitas empresas para compará-las. Também é preciso calcular indicadores, traçar perspectivas de valorização e outros detalhes. Isso demanda, além de conhecimento, bastante tempo. 

Análises de profissionais 

Por fim, além da facilidade de avaliação e economia de tempo, é preciso citar como vantagem a possibilidade de investir como um profissional. Ou seja, pessoas com experiência na área de investimento e conhecimento de mercado escolhem os ativos que você comprará. 

A análise pode trazer mais segurança para o investidor, especialmente os menos experientes. Os riscos sempre existirão, principalmente em carteiras com investimentos de renda variável, mas contar com recomendações de analistas pode diminuir sua chance de cometer erros. 

Como acompanhar uma carteira recomendada? 

Acompanhar uma carteira recomendada é bastante simples. Basta pesquisar as opções, escolher a ideal para você e realizar as compras e vendas conforme for indicado pelos analistas a cada mês. Contudo, existem algumas dicas importantes. 

A primeira é que não se deve misturar recomendações. Ou seja, é fundamental escolher uma carteira recomendada e segui-la totalmente. Tenha em mente que cada uma tem objetivos e perfil a que ela se destina. 

Ao misturar indicações de diversas carteiras, o investidor não segue a estratégia de nenhuma delas. Assim, pode acabar com um perfil de risco totalmente diferente da análise dos profissionais. Por isso, faça uma boa pesquisa, escolha um portfólio e siga as recomendações à risca. 

Além disso, fique sempre atento ao rebalanceamento. Como você viu, é comum que os analistas publiquem a carteira recomendada todos os meses, indicando que ativos devem ser mantidos e quais foram substituídos. 

É muito importante manter uma rotina de acompanhamento, seguindo as recomendações. Em caso de mudança no seu perfil ou mesmo insatisfação, você pode rever as decisões em determinados períodos e procurar novas oportunidades. 

Agora você já sabe como funciona uma carteira recomendada. Contar com a ajuda de analistas de investimentos das corretoras pode ser interessante para alocar melhor seus recursos. Mas lembre-se de escolher uma carteira e seguir as indicações para manter a estratégia! 

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