Poupar e fazer investimentos são hábitos que não estão presentes na vida de muitos brasileiros. Por isso, quando se decide ingressar no mercado financeiro, é comum ter dúvidas sobre como começar a investir do zero. 

Antes de tudo, é importante esclarecer que é possível investir com pouco dinheiro. Ao contrário do que muitos acreditam, o mercado financeiro não é destinado apenas aos experientes ou a quem tem muito capital disponível. 

Então, mesmo que o processo pareça complicado, saiba que com organização financeira e conhecimento é possível fazer investimentos para realizar os seus objetivos e sonhos. Quer aprender mais sobre o assunto? 

Neste artigo, nós, da Genial Investimentos, apresentaremos um passo a passo completo para quem deseja saber como começar a investir do zero. Continue lendo e descubra! 

Tenha controle dos gastos 

O primeiro passo para começar a investir do zero é controlar os seus gastos e entender como você lida com o dinheiro. Uma pessoa que não conhece os próprios hábitos financeiros pode ter dificuldades para economizar dinheiro e identificar os valores disponíveis para investir.  

Ademais, sem esse controle, pode ser mais difícil tomar decisões sobre os investimentos. Então, primeiro, você precisa conhecer as suas receitas e as suas despesas mensais, fixas e variáveis.  

Para tanto, anote todas as suas fontes de renda para descobrir o valor disponível mensalmente. Depois, para conhecer melhor as suas despesas, registre todos os gastos no decorrer de um mês, sempre dividindo em categorias.  

Para facilitar, você pode usar planilhas ou aplicativos financeiros que permitam fazer todas as anotações. Outra opção é utilizar o cartão de débito ou crédito, que reúne todos os pagamentos no extrato. 

É com base nesse mapeamento de despesas que você terá um retrato fiel do seu padrão de consumo. A partir disso, é possível verificar se a sua renda é compatível com os seus gastos e quanto você pode investir. 

Faça um planejamento financeiro 

planejamento financeiro envolve montar um orçamento, ou seja, planejar suas despesas conforme sua renda e encontrar formas de economizar. Então avalie o controle dos gastos para definir o pode ser mantido e o que pode ser cortado ou, ao menos, reduzido. 

Nesse momento, é importante definir as prioridades e utilizá-las como guia para os seus hábitos de consumo. Para conseguir manter o orçamento sob controle, uma boa estratégia é colocar um teto para as despesas de cada categoria. 

Além disso, se você possui dívidas, considere-as no momento de fazer seu planejamento financeiro. Esses gastos podem ser bastante significativos para o orçamento, especialmente por causa das multas e dos juros. Para auxiliar no planejamento, tente negociar as pendências financeiras. 

Uma maneira de fazer isso é entrar em contato com o credor em busca de melhores condições para o pagamento. Por exemplo, os descontos à vista e reparcelamentos são bastante comuns. Também vale se organizar para tentar pagar os valores no menor tempo possível.  

Geralmente, isso permite reduzir os juros — então aumenta a economia. Em todos os casos, a ideia é fazer um acordo que se encaixe no orçamento, viabilizando a quitação. Outra dica é considerar a portabilidade de crédito nos empréstimos e financiamentos, para obter taxas mais vantajosas. 

Por fim, não se esqueça de respeitar o seu orçamento. Sempre que for comprar algo, consulte o seu teto de gastos e veja se o valor é adequado ao que foi planejado. São essas atitudes que garantirão a possibilidade de começar a investir. 

Comece a poupar 

Economizar dinheiro é um desafio para muitas pessoas, afetando tanto quem ganha pouco quanto quem tem alto poder aquisitivo. Isso acontece devido às dificuldades para lidar com a renda que possuem. 

De modo geral, o motivo para isso é a falta de educação financeira, que é essencial para quem deseja aprender a controlar melhor as finanças. Quanto mais você se aprimorar nesse assunto, maior será o seu olhar crítico e observador sobre seus hábitos de consumo. 

Porém, poupar não precisa ser uma tarefa tão complexa. Comece fazendo ajustes no seu dia a dia e reveja seu estilo de vida. Também vale criar metas de economia e buscar fontes de renda extra. Assim ficará mais fácil começar a trilhar o seu caminho no mercado financeiro. 

Conheça o seu perfil de investidor 

perfil de investidor está relacionado, principalmente, à sua tolerância ao risco, fator essencial para as suas decisões de investimento. Então você precisa identificá-lo para conseguir se planejar ao investir.  

Fazendo isso, você terá maior controle sobre suas decisões, pois a prática evita escolhas inadequadas e aumenta a probabilidade de satisfação na carteira. Para ajudar, vale conhecer os três perfis de investidores, veja só: 

Conservador 

O investidor com perfil conservador preza pela segurança nos investimentos. Para isso, ele aceita a possibilidade de ter rendimentos limitados, em prol de maior proteção. Afinal, as alternativas seguras normalmente oferecem rentabilidades limitadas. 

Moderado 

Esse perfil é mais dinâmico e, embora ainda tenha apego pela segurança, aceita correr riscos maiores. Para obter rentabilidades melhores, ele considera a possibilidade de investir em ativos considerados menos seguros ou de menor liquidez, principalmente para o longo prazo

Arrojado 

O investidor arrojado é aquele que prioriza a rentabilidade. Para isso, aceita abrir mão de boa parte da segurança nos investimentos. Ele busca lucros significativos, mas também corre o risco de ter perdas consideráveis. 

No entanto, com conhecimento e experiência no mercado financeiro, eles conseguem fazer um bom manejo de risco da carteira. Assim, podem se arriscar de forma controlada ao buscar melhores resultados. 

Defina os seus objetivos 

Seus objetivos financeiros podem estar relacionados aos gastos ou aos ganhos, mas variam de pessoa para pessoa. Alguns exemplos comuns são o sonho de comprar uma casa ou se capacitar para receber um salário maior no futuro.  

Portanto, você precisa defini-los antes de começar a investir. Aqui, avalie o que você deseja organizar, determine as metas e depois organize-as. Uma dica interessante é separar os objetivos em três grupos: de curto, médio e longo prazo. 

Os planos de curto prazo acontecem em pouco tempo. Você pode definir, por exemplo, que deseja montar uma reserva de emergência. Isso ajudará a suprir imprevistos que podem surgir ao longo da vida. 

Por outro lado, um objetivo de médio prazo pode ser fazer uma viagem ou comprar um automóvel. Já para o longo prazo, uma das metas mais buscadas pelos investidores é ter uma aposentadoria mais tranquila. Outra possibilidade é conquistar a sua independência financeira. 

É a partir dos seus objetivos que você escolherá os investimentos, considerando as opções mais adequadas. Assim, é possível montar uma carteira que lhe ajude a realizar seus sonhos de forma mais consistente e segura. 

Estude as alternativas de investimento 

Começar a investir do zero é bastante desafiador se você não conhece as alternativas que o mercado oferece. Primeiro, é importante saber que existem duas classes de investimento: em renda fixa e renda variável. 

A rentabilidade do primeiro grupo é definida no momento do aporte. Nesse caso, o investidor atua como concessor de crédito, emprestando dinheiro para o Governo, empresas ou instituições financeiras. E, para trazer mais segurança a quem investe, algumas opções contam com garantias.  

Por exemplo, a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante o estorno do dinheiro até o limite estabelecido, em caso de falência da instituição. Assim, de modo geral, eles são considerados mais seguros e estáveis. Porém, nem todos contam com essa segurança.  

Já na renda variável os rendimentos estão, normalmente, relacionados com os movimentos da economia e da bolsa de valores. Por isso, esse grupo apresenta ativos de maior risco e maior volatilidade.  

Uma forma de economizar tempo ao começar a investir é contar com uma assessoria de investimentos. O serviço é gratuito, personalizado e está ligado à sua corretora de valores, visando auxiliar nas melhores decisões, de acordo com o seu perfil e objetivos. 

Confira, a seguir, algumas alternativas de investimento disponíveis no mercado. Mas lembre-se de que elas não são as únicas opções disponíveis para quem deseja saber como começar a investir do zero. 

Renda fixa 

Para começar, vale conhecer as principais opções de renda fixa para compor a sua carteira. Entre os investimentos disponíveis, estão: 

Títulos do Tesouro 

Os títulos do Tesouro são emitidos pelo Governo Federal e cobertos pelo Tesouro Nacional. Por isso, são considerados os investimentos mais seguros do país e podem ser boas opções para quem busca segurança ao aplicar o seu dinheiro. 

Eles são negociados pela plataforma do Tesouro Direto, que disponibiliza diferentes tipos de títulos. São eles: 

  • Tesouro Selic; 
  • Tesouro Prefixado; 
  • Tesouro IPCA. 

CDB 

O certificado de depósito bancário (CDB) é emitido por instituições financeiras, podendo ter diferentes rentabilidades e prazos. Em alguns casos, é possível contar com liquidez diária, então podem servir como alternativa à poupança. Eles são cobertos pelo FGC. 

LCI e LCA 

A letra de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) são semelhantes ao CDB. A principal diferença é que elas são isentas da cobrança de Imposto de Renda, pois recebem incentivo do Governo. 

Debêntures 

Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas. Normalmente, o dinheiro captado é usado em projetos da companhia. Quando eles são voltados para infraestrutura, as organizações recebem um incentivo do Governo. 

Nesse caso, os títulos são chamados debêntures incentivadas e são isentas de IR. Elas podem trazer rentabilidades mais atrativas, porém não há cobertura pelo FGC — o que aumenta os riscos da aplicação.  

Renda variável 

Após conhecer opções de renda fixa, vale explorar as alternativas da renda variável para a composição da sua carteira. Conheça as principais: 

Ações 

Ações são parte do capital social de uma empresa, então os investidores que adquirem esses papéis se tornam sócios das companhias. Nesse caso, existem duas formas principais de lucrar com os ativos: pela valorização dos papéis ao longo do tempo ou pelo recebimento de proventos. 

Fundos de investimento 

fundo de investimento é uma modalidade que reúne os recursos de diversos investidores interessados em investir com um objetivo em comum. O capital é gerido por um gestor profissional, que toma as decisões de investimento de acordo com a estratégia do fundo.  

É importante ressaltar apenas que nem todos os fundos de investimento são de renda variável. Afinal, existem também os fundos de renda fixa. 

ETF 

O Exchange Traded Fund (ETF) é um fundo de índice que visa replicar algum indicador do mercado. Ele tem cotas negociadas na bolsa de valores e pode espelhar até mesmo índices do exterior. Nesse caso, ele traz também uma alternativa para se expor ao mercado internacional sem precisar enviar recursos para outros países. 

Diversifique os investimentos 

Outra dica fundamental sobre como começar a investir é diversificar os investimentos. Essa estratégia visa distribuir os recursos em investimentos com diferentes características. Para isso, eles devem variar entre tipos, nível de liquidez, rentabilidade e segurança, por exemplo. 

O objetivo é alcançar uma carteira equilibrada. Assim, possíveis perdas em determinados investimentos podem ser compensadas por ganhos em outros.  

No entanto, não basta apenas escolher alternativas diferentes. É necessário analisar as características de cada um, como eles se comportam em situações variadas e qual é a exposição ao risco deles. Se você não observar esses detalhes, pode acabar com uma carteira pulverizada ou com uma falsa diversificação. 

A verdadeira diversificação envolve mesclar investimentos descorrelacionados, que tenham reações opostas ao mesmo acontecimento. Novamente, você pode contar com uma assessoria de investimentos e com a sua corretora de valores para montar uma carteira que seja, de fato, diversificada.  

Além disso, não se esqueça de respeitar o seu perfil de investidor. Caso contrário, você pode assumir riscos maiores do que gostaria. 

Tenha conta em uma boa corretora 

Um ponto fundamental para iniciar os seus investimentos é ter conta em uma boa corretora de valores. Pesquise uma instituição de confiança para negociar investimentos e manter a sua carteira. Aqui na Genial, o processo para abrir a sua conta é simples. 

Primeiro, você precisa fazer o seu cadastro, fornecendo nome completo, e-mail e telefone. Depois, é necessário enviar alguns documentos para que o seu cadastro seja aprovado. Tudo é feito por meio digital, de forma rápida, prática e segura. 

Com a sua conta, você também terá acesso ao home broker — uma plataforma online que permite investir na bolsa de valores, como na compra e venda de ações. Já o acesso aos títulos de renda fixa e alguns fundos de investimento, em geral, se dá por meio da plataforma da corretora. 

Ao utilizar a Genial, você também receberá relatórios, carteiras recomendadas e análises do mercado. Isso pode facilitar a sua decisão sobre investimentos, principalmente com o suporte dos nossos assessores.   

Agora que você sabe como começar a investir do zero pode se organizar para iniciar seus aportes. Siga a sua estratégia e acompanhe os seus objetivos, mantendo a disciplina em seus investimentos. Assim, em breve, você poderá se tornar um investidor mais maduro e experiente. 

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