Muitas pessoas conhecem a importância de fazer investimentos, mas ainda não sabem como investir dinheiro. Saiba que o processo pode ser mais simples do que parece, desde que você tenha conhecimento sobre o assunto. 

No entanto, investir não envolve apenas conhecer as alternativas do mercado financeiro. Também é necessário mudar hábitos para poupar e ter dinheiro para investir. Outro cuidado é conhecer as suas necessidades para tomar decisões apropriadas no momento de realizar os seus aportes. 

Pensando nisso, nós, da Genial, organizamos esta lista com 11 passos para você entender como investir dinheiro de forma adequada. Não perca tempo: continue a leitura e coloque as dicas em prática. 

Vamos lá? 

  1. Organize as finanças 

Tenha em mente que para fazer investimentos não é necessário ter muito dinheiro, mas é essencial ter organização financeira. Portanto, comece fazendo um diagnóstico da sua situação. Para tanto, liste os seus ganhos e seus gastos, sejam eles fixo ou variáveis.  

Com o auxílio da tecnologia, fica muito mais fácil realizar essa tarefa. Você pode contar com planilhas e aplicativos que centralizam as informações, por exemplo. Em geral, eles são intuitivos, práticos e podem ser utilizados até mesmo em dispositivos móveis.  

Dessa forma, você poderá identificar alguns pontos importantes sobre as suas finanças. Entre eles, estão as oportunidades para reduzir despesas, as possibilidades de renda extra, as categorias que podem gerar economia e o valor que pode ser investido mensalmente.  

Se houver dívidas, também vale buscar formas de negociá-las. Como os juros dos débitos são maiores que a taxa média de rentabilidade da maioria dos investimentos disponíveis no mercado, é importante quitar todas as dívidas antes de investir.  

  1. Monte um planejamento financeiro 

Além de organizar as finanças, faça um planejamento financeiro. Aproveite a planilha ou o aplicativo em que você listou suas despesas para fazer projeções para o futuro. Nesse caso, é essencial que ela considere tanto as despesas fixas quanto as variáveis, fazendo médias. 

Para tanto, procure estimar os valores com base no seu histórico financeiro. Com isso, será possível ter uma ideia de como estará a sua situação financeira nos próximos meses. Lembre-se de que o objetivo é terminar cada mês com saldo positivo e juntar dinheiro para investir. 

No entanto, caso precise de mais valores para colocar as finanças em ordem, analise a possibilidade de encaixar uma renda extra na sua rotina. A boa notícia é que existem diferentes estratégias para isso. 

Uma alternativa é usar alguma habilidade que você possua e transformá-la em uma renda a mais, com aulas ou prestação de serviços, por exemplo. Outra possibilidade é vender roupas ou objetos que você não utiliza. Use a criatividade e busque formas de inovar. 

  1. Conheça o seu perfil de investidor 

Outro passo fundamental é conhecer o seu perfil de investidor, que considera questões como preferências e tolerância ao risco. Portanto, se você quer saber como investir dinheiro corretamente, é fundamental se guiar por ele. O perfil é dividido em três tipos: 

  • conservador: busca maior segurança e, para isso, está disposto a ter rentabilidade limitada com os investimentos; 
  • moderado: aceita se expor a maiores riscos em busca de melhor rendimento, mas ainda preza pela segurança de parte do capital. Em geral, as alternativas mais arrojadas são utilizadas para objetivos de longo prazo
  • arrojado: é o mais tolerante aos riscos e aceita abrir mão de segurança para aumentar a possibilidade de ter melhores ganhos. 

Ao identificar qual é o seu perfil, fica mais fácil tomar decisões de investimento mais acertadas. Por outro lado, montar uma carteira de investimentos que não esteja adequada às suas necessidades pode gerar frustrações. 

  1. Determine seus objetivos e prazos 

Depois de definir o seu perfil de investidor, o próximo passo é estabelecer seus objetivos financeiros. Eles podem ser divididos de acordo com os prazos. As metas de curto prazo, por exemplo, são aquelas que você quer realizar em até um ano. 

Os objetivos de médio prazo podem ser cumpridos em até cinco anos. Já os planos de longo prazo são aqueles que levarão mais de cinco anos para serem alcançados. É essencial fazer essa divisão entre períodos para cada uma das suas metas para guiar as suas decisões. 

Isso porque cada investimento pode ser mais adequado a um horizonte de tempo diferente. Alguns precisam de um longo período de amadurecimento e podem apresentar um bom potencial de retorno, como é o caso das ações.  

Outros funcionam no curto prazo, até mesmo com liquidez diária, mas oferecem rentabilidades limitadas, como determinados títulos de renda fixa. A compatibilidade entre o prazo dos objetivos e dos investimentos é essencial para que você não passe por frustrações ou prejuízos ao investir.  

  1. Defina quanto você investirá por mês 

Existem pessoas que conseguem guardar dinheiro, mas a prática não é um verdadeiro hábito. Nessas situações, é comum que a economia aconteça apenas quando recebem uma remuneração extra, como décimo terceiro salário ou alguma bonificação.  

No entanto, investir envolve disciplina e consistência. Dessa forma, quando você organizar seu orçamento e planejar suas finanças, defina um valor que será separado todos os meses. Ele deve ser destinado para os seus investimentos.  

As porcentagens de economia podem variar de acordo com a sua renda e as suas necessidades. Uma possibilidade é destinar 50% da receita para os gastos essenciais, 30% para as despesas opcionais e 20% para os investimentos.  

O importante é que você defina exatamente quanto será destinado aos investimentos. Se 20% for um montante muito alto, faça adaptações de acordo com as suas possibilidades. Você pode começar aos poucos, mas é imprescindível estabelecer um valor e criar o hábito de poupar. 

  1. Conheça as alternativas de investimento 

Existem diversas alternativas de investimento que podem compor a sua carteira. Para tomar as melhores decisões, é importante conhecer as características de cada uma delas. Portanto, não deixe de estudar sobre o mercado financeiro e conhecer suas possibilidades. 

Com relação às classes dos investimentos, você encontrará alternativas na renda fixa e na renda variável. Saiba mais: 

Renda fixa 

As aplicações financeiras de renda fixa possuem uma lógica de rentabilidade determinada, o que garante previsibilidade de ganhos. Elas funcionam como títulos de dívidas emitidos pelo Governo, por instituições financeiras e por empresas públicas ou privadas.  

Ou seja, é como se fosse um empréstimo feito pelo investidor ao emissor. Além disso, a rentabilidade pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. Os prazos de vencimento variam de acordo com o título e com o emissor, sendo possível encontrar alternativas para diferentes objetivos.  

Conheça os principais tipos de investimento de renda fixa: 

  • certificados de depósito bancário (CDBs); 
  • letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA); 
  • certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA);  
  • debêntures; 

Renda variável 

Já os investimentos de renda variável não permitem saber qual será o retorno obtido. Isso porque não há garantias de lucro ou de quanto serão os ganhos. Porém, ao contrário da renda fixa, também não há limitações na rentabilidade.  

Nessa classe de investimentos, o investidor fica exposto aos riscos do mercado. Assim, cabe ressaltar que as alternativas são mais voláteis e de maiores riscos. Confira as principais opções: 

  • ações; 
  1. Entenda o tripé dos investimentos 

Os conceitos de rentabilidade, liquidez e segurança formam o tripé dos investimentos. Eles são essenciais para quem quer começar a investir dinheiro. Portanto, você deve saber o que eles significam e como funcionam para guiar suas escolhas. 

Funciona assim: a rentabilidade refere-se aos ganhos obtidos ao investir. A segurança está relacionada com o risco de perdas ou a previsibilidade do investimento. Já a liquidez trata da facilidade e velocidade com que o ativo pode ser convertido em dinheiro. 

Infelizmente, não é possível encontrar uma alternativa que ofereça o melhor dos três pilares. Ao analisar as opções do mercado, você perceberá os investimentos priorizam uma — ou no máximo duas — características. 

Um investimento que ofereça boa rentabilidade, por exemplo, tende a ter baixa liquidez ou riscos mais elevados. Por outro lado, quem busca alta liquidez tende a limitar a rentabilidade ou reduzir a segurança. 

Ao compreender esses conceitos e como eles influenciam nos seus investimentos, é possível usar esse conhecimento na tomada de decisão. Além disso, de acordo com seu perfil e objetivos, é possível entender o que priorizar para limitar as opções. 

  1. Forme uma reserva de emergência 

Outro cuidado é formar uma reserva de emergência. Ela representa um valor que serve como um colchão de segurança, utilizado apenas em caso de imprevistos e situações adversas que podem acontecer na sua vida. Logo, se você ainda não tem uma reserva, deve começar por ela. 

O ideal, nesse caso, é que a quantia seja suficiente para cobrir seus gastos mensais por, pelo menos, seis meses. Isso aumenta a segurança do seu cotidiano e evita que seja necessário recorrer a empréstimos, por exemplo. Afinal, isso pode resultar em endividamento e perdas patrimoniais. 

Além de poupar o montante suficiente para cobrir seus gastos, o valor que será destinado à reserva deve ser investido de maneira adequada. Devido à finalidade do investimento, o foco deve estar na segurança e na liquidez. Ou seja, a rentabilidade não é relevante para a escolha. 

O mais indicado, portanto, é optar por investimentos de baixa volatilidade e alta proteção. Com relação à liquidez, é importante lembrar que as emergências podem ocorrer abruptamente. Dessa forma, você precisa conseguir converter o investimento em dinheiro no momento que precisar. 

Considerando essas características ao analisar os tipos de investimento, é possível determinar a opção mais adequada para investir a sua reserva de emergência.  

  1. Siga uma estratégia de diversificação 

Uma das estratégias mais importantes quando o assunto é investimento é a diversificação. Ela consiste em distribuir os recursos financeiros em investimentos de diferentes tipos, setores e perfis de risco.  

Ao fazer isso, o objetivo é montar uma carteira equilibrada, para que possíveis perdas em determinados investimentos possam ser compensadas por ganhos em outros. Afinal, o desempenho do seu portfólio não dependerá de apenas um ativo ou produto financeiro. 

Nesse cenário, fazer escolhas diversas e descorrelacionadas é a melhor forma de atingir um equilíbrio. Quando um investimento valoriza enquanto outro desvaloriza, você passa por menos perdas. 

Dependendo das suas decisões e das condições do mercado, a sua rentabilidade também pode ser maior com a diversificação. Mas tenha cuidado para não montar uma carteira pulverizada. Isso acontece quando ela possui muitos ativos, mas com alta correlação entre eles. 

Ou seja, mesmo que os setores ou emissores sejam diferentes, os investimentos têm comportamento semelhante diante de oscilações do mercado. Nesse caso, não há diluição dos riscos, pois quando um ativo passa por perdas o outro tende a se comportar do mesmo modo. 

Portanto, ao investir, considere como os ativos, derivativos ou produtos financeiros se correlacionam. Esse cuidado permite montar uma carteira mais diversificada e com um nível maior de solidez e equilíbrio, trazendo benefícios para o seu patrimônio. 

  1. Mantenha os aportes frequentes 

Você já viu que é necessário definir quanto você investirá por mês. Mas você sabe por que fazer isso? Na verdade, essa organização é essencial para manter os aportes frequentes. Afinal, investir deve ser um hábito, compondo o seu orçamento como se fosse uma conta mensal. 

Com aportes mensais, por exemplo, é possível impulsionar o seu patrimônio e ampliar o retorno obtido. Consequentemente, a prática permite alcançar seus objetivos mais rapidamente. Ela também aumenta a estabilidade para a carteira e colabora com o aumento da diversificação. 

Nesse momento, uma dica importante é colocar em prática a ideia de se pagar primeiro. Isso significa que, assim que o seu salário cair na conta, você deve separar o valor correspondente para investir. Se isso ficar para o fim do mês, existe o risco de gastar o dinheiro com outras coisas. 

Outra estratégia interessante é reinvestir eventuais proventos recebidos, por exemplo. Isso ajudará a impulsionar o patrimônio para ter resultados ainda melhores no longo prazo. 

  1. Conte com uma boa corretora de valores 

Por fim, é essencial ter conta em uma boa corretora de valores para fazer seus investimentos. Aqui, é importante contar com uma instituição de confiança, que ofereça diferentes alternativas e possibilidades para investir. 

Assim, se torna mais fácil montar uma carteira diversificada e aproveitar as oportunidades do mercado. Também é interessante que a corretora ofereça todo o suporte necessário para que você possa investir de acordo com as suas necessidades. 

Ter um bom home broker, por exemplo, é fundamental para realizar os seus investimentos na bolsa de valores. Dessa forma, vale pesquisar as opções do mercado para encontrar aquelas que atendem melhor aos seus objetivos.  

Na Genial Investimentos o cliente conta com todo o suporte necessário para tomar suas decisões. Assim, você tem acesso a uma plataforma online intuitiva e de fácil acesso, além de atendimento de excelência. 

Neste artigo, você entendeu como começar a investir dinheiro a partir de 11 passos, por meio da organização e do planejamento financeiro. Conhecendo o funcionamento do mercado fica mais simples tomar decisões acertadas e de acordo com as suas expectativas e necessidades. 

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