As Letras de Câmbio (LC) são categorizadas como Renda Fixa e são destinadas para investidores mais conservadores. São também conhecidas como os CDBs das Financeiras, que são as empresas que emitem esses papéis. Ao contrário do que o nome indica, as LCs não tem absolutamente nada a ver com moeda estrangeira. Mas como investir nas LCs?

Como investir nas Letras de Câmbio (LC)?

O primeiro passo é encontrar uma corretora de valores adequada e que ofereça esse tipo de investimento. Esqueça! Nos bancos, a possibilidade de você encontrar investimentos desse tipo é reduzida, uma vez que as corretoras são especializadas em oferecer uma gama muito maior de aplicações financeiras.

Portanto, abra uma conta em uma instituição, como a Genial Investimentos. Sendo um cliente de uma plataforma, você precisa primeiro fazer uma transferência para a conta da corretora. Depois, basta procurar a LC desejada, verificando o prazo, o valor mínimo e a liquidez (o quão rápido você resgata o dinheiro) e, pronto, o seu dinheiro começará a rentabilizar de acordo com o contrato.

Como funciona uma Letra de Câmbio (LC)

Quem compra uma Letra de Câmbio está, basicamente, emprestando dinheiro para as financeiras emprestarem para terceiros. Em troca, o investidor que adquiriu a LC recebe uma remuneração, que é justamente a rentabilidade contratada.

Conheça os tipos de rentabilidade da Letra de Câmbio (LC)

A Letra de Câmbio costuma pagar um pouco mais que os CDBs, considerando o mesmo prazo. Isso porque as financeiras normalmente têm maior dificuldade de captação de recursos que os bancos, mesmo os de médio porte, o que as obriga a oferecer remunerações maiores para atrair investidores.

A maioria das LC tem remuneração expressa na forma de um percentual da taxa DI ou CDI. Geralmente, as LC pagam, pelo menos, 100% do CDI. A taxa DI, ou simplesmente CDI, é a taxa de juros das operações interbancárias, que segue de perto a Selic e é usada como referência para a remuneração da renda fixa. Saiba mais sobre a taxa DI e sua correlação com a Selic, a taxa básica de juros.

Pode haver também LC prefixadas, que pagam uma taxa acordada no ato do investimento, sem correção por qualquer indexador. Por exemplo, 10% ao ano, 12% ao ano e assim por diante. Finalmente, a rentabilidade da Letra de Câmbio pode também ser atrelada à inflação, expressa na forma de uma taxa prefixada mais a variação da inflação pelo IPCA, assim como ocorre com CDBs ou Tesouro Direto.

Prazo e liquidez

Existem Letras de Câmbio de curto, médio e longo prazo, de alguns meses a mais de cinco anos. Para investir nesses papéis é recomendado casar a data de vencimento com a data em que se pretende usar os recursos. Isso porque as LC não podem ser resgatadas antes do vencimento.

Se o investidor precisar reaver os recursos investidos antes do vencimento, deverá vender a Letra de Câmbio no mercado secundário a outro investidor interessado. Nesse caso, a rentabilidade pode ser diferente da remuneração contratada. Esta só é garantida para quem leva o papel até o fim do prazo. Isso também ocorre em muitos dos CDBs, títulos públicos e principalmente LCIs e LCAs.

Investimento mínimo

O investimento mínimo em Letra de Câmbio também costuma variar bastante, mas em geral essa aplicação é bastante acessível à pessoa física. Assim como ocorre com outros títulos de Renda Fixa privada, é comum que a remuneração seja maior para quem tem mais recursos para investir. Porém, com R$ 1000 já é possível comprar uma Letra de Câmbio que pague 100% do CDI ou mais.

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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