Quem trabalha com carteira assinada e ainda não recebeu a primeira parcela do 13º salário deverá recebê-la até esta quinta-feira, 30 de novembro. Aposentados, pensionistas e servidores públicos também têm direito à gratificação natalina. Para quem não tem dívidas, trata-se de uma ótima oportunidade de investir e planejar as despesas de início de ano.

A primeira parcela do 13º salário deve ser paga aos trabalhadores celetistas entre 1º de fevereiro e 30 de novembro, podendo ser adiantada quando o trabalhador tira férias. Ela corresponde à metade do salário do mês anterior ao do pagamento, sem descontos, porém proporcional ao número de meses trabalhados.

Já a segunda parcela do 13º será paga até dia 20 de dezembro. Sobre esta parcela sim recaem os descontos usuais sobre os salários.

Como planejar o uso do seu 13º salário

O pagamento do 13º salário é uma ótima oportunidade para tentar pôr a vida financeira em ordem. Confira algumas maneiras de fazer bom uso do 13º salário:

1. Quem tem dívidas com prestações em dia:

Quem tem dívidas pode aproveitar para amortizá-las ou até mesmo quitá-las. Fazer isso vale a pena sempre que os juros das dívidas em questão forem mais altos que os juros pagos pelas aplicações financeiras nas quais o trabalhador pensa em investir. Em geral, é esse o caso.

A amortização de uma dívida nada mais é que o adiantamento do pagamento do principal. Ou seja, quem amortiza deixa de pagar os juros que seriam cobrados nas parcelas futuras.

Mas atenção: não vale a pena amortizar um débito que não terá qualquer tipo de desconto. É o que normalmente acontece com compras parceladas no cartão de crédito. Adiantar essas prestações dificilmente gera descontos, pois esses parcelamentos em geral são tratados como se fossem “sem juros” – apesar de não existir compra a prazo realmente sem juros.

Assim, não amortize parcelamentos no cartão a menos que você receba um desconto significativo por isso – maior que os juros das aplicações financeiras no mesmo prazo. Veja quando vale mais a pena pagar à vista ou financiar.

2. Quem tem dívidas em atraso:

Já os inadimplentes devem destinar o máximo de esforços para renegociar e quitar suas dívidas. Dívidas em atraso podem levar o devedor a ficar com o nome sujo, sem acesso ao crédito e, muitas vezes, sujeito a cobranças abusivas.

Quem estiver inadimplente, com o nome sujo, pode aproveitar o dinheiro na mão para propor uma renegociação aos credores. É possível, por exemplo, propor o pagamento à vista mediante um gordo desconto. Veja mais dicas para renegociar suas dívidas em atraso e limpar seu nome.

3. Quem não está endividado ou teve sobras após quitar suas dívidas:

Os felizardos que estiverem com as contas em dia ou que tiverem sobras do 13º após quitar seus débitos podem destinar a gratificação natalina ao planejamento da vida financeira na virada do ano.

O ideal é dividir o 13º salário em três partes: uma para as compras de Natal e despesas de festas de fim de ano; outra para despesas de início de ano como matrícula em instituições de ensino, IPTU, IPVA e material escolar; e mais uma parcela para os investimentos.

Lembrando que, quanto mais econômico você for nas despesas, mais poderá destinar aos investimentos. É possível, por exemplo, fazer a rematrícula dos seus filhos na escola ainda em 2017, pleiteando um desconto. Ou deixar para comprar os presentes nas liquidações de início de ano, se a família não fizer questão de presentes na noite de Natal.

Na seara dos investimentos, aproveite para engordar suas reservas de longo prazo, como aquelas destinadas à aposentadoria. O recebimento de uma grande soma de uma só vez é uma ótima oportunidade para investir em aplicações financeiras que exijam aporte inicial mais alto e possibilitem maiores rentabilidades.

E o melhor: ao investir seu 13º, você garante que não vai gastar esse dinheiro com supérfluos. Em vez disso, ficará um passo mais perto dos seus objetivos financeiros mais importantes.

Como é calculada a primeira parcela do 13º salário

A base de cálculo para o 13º salário é a soma do salário-base, das verbas salariais fixas (adicional de insalubridade, periculosidade, anuênios, triênios etc.) e da média dos salários variáveis (comissões, horas extras, adicional noturno).

O trabalhador que esteve no mesmo emprego o ano inteiro receberá exatamente a metade dessa base de cálculo na primeira parcela, sem qualquer desconto.

Já aquele que trabalhou apenas parte do ano em um emprego de carteira assinada receberá um 13º proporcional ao número de meses trabalhados. Meses que tiveram mais de 15 dias trabalhados são contados como mês cheio.

O cálculo do 13º, neste caso, deve ser feito da seguinte maneira: divide-se a base de cálculo por 12, para se encontrar o salário proporcional. Este deve ser multiplicado pelo número de meses trabalhados. A metade do resultado constituirá a primeira parcela do 13º salário.

Um exemplo prático: se você ingressou no seu atual emprego no dia 1º de julho, terá um total de seis meses trabalhados em 2017.

Suponha que a sua base de cálculo do 13º seja de 5 mil reais. Para calcular a primeira parcela, você deverá dividir 5 mil por 12 e multiplicar o resultado pelos seis meses trabalhados, o que resulta em 2.500 reais. Sua primeira parcela corresponderá à metade deste valor: 1.250 reais.

A segunda parcela do 13º deve ser paga até 20 de dezembro e sofre os devidos descontos sobre os salários. Ela é calculada da seguinte forma: desconta-se, do salário bruto de dezembro, o INSS e o IR, nesta ordem. Em seguida, desconta-se o valor da primeira parcela do 13º, paga anteriormente. O resultado corresponde à segunda parcela.

Repare que os descontos de INSS e IR são feitos sobre o valor cheio do salário bruto, e não apenas sobre a segunda parcela.

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