Aqui na GENIAL Investimentos, estamos sempre disponíveis para tirar as dúvidas dos nossos clientes e ajudá-los a entender o universo dos investimentos sem falar financês.

Nos nossos contatos diários com investidores de diferentes perfis, percebemos que algumas dúvidas e confusões em relação a conceitos financeiros e ao funcionamento das aplicações são bastante comuns.

Neste post, vamos esclarecer algumas das dúvidas e confusões conceituais mais comuns entre os investidores:

1. “Quero investir em ações do Tesouro!” – títulos, não ações

Uma confusão bem comum é chamar os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional de ações. E não apenas entre os clientes da GENIAL. Se você digitar “ações do t…” no Google, o autocomplete já sugere: “ações do tesouro direto”.

Mas ações são diferentes de títulos de dívida, que é o caso dos papéis emitidos pelo Tesouro.

Ações são ativos de renda variável, que permitem aos seus detentores se tornarem sócios de um negócio.

Já os títulos de dívida, como os títulos públicos federais, são investimentos de renda fixa e possibilitam ao seu detentor tornar-se credor do emissor do papel, emprestando-lhe recursos.

Neste post, explicamos com mais detalhes a diferença entre os dois conceitos, bem como as diferenças entre renda fixa e renda variável.

2. “Como faço para resgatar meu fundo imobiliário?” – FII não permite resgate

Os fundos de investimento imobiliário (FII) são fundos que aplicam em imóveis e títulos de renda fixa lastreados em empreendimentos imobiliários. Mas eles são um pouco diferentes dos fundos mais conhecidos dos investidores, como os fundos de renda fixa, os multimercados e os fundos de ações.

Fundos imobiliários são fundos fechados, o que significa, na prática, que eles não permitem aplicações após um prazo determinado de captação de recursos, nem resgate antes do término do fundo.

Os fundos de renda fixa, multimercados e de ações são fundos abertos, permitindo aplicações e resgates a qualquer tempo, a princípio.

Mas isso não quer dizer que não seja possível tornar-se cotista de um FII após o prazo de captação, ou sair do investimento antes do término do fundo.

Para entrar no fundo após o prazo de captação é preciso comprar cotas de outro investidor; e para sair, é preciso vender suas cotas a outro interessado. Boa parte dos FII permite fazer isso por meio de negociação em bolsa de valores.

Aqui cabe uma observação: fundos imobiliários costumam pagar rendimentos periódicos a seus cotistas. Assim, o cotista pode lucrar por meio dos rendimentos e também pela valorização das cotas. Só que, se as cotas desvalorizarem, ele também pode perder.

É como o investimento direto em imóveis: você pode ganhar com os aluguéis, que é mais ou menos estável ao longo do tempo, e pela valorização ou desvalorização do imóvel, o que é um pouco mais difícil de prever.

Mais sobre essa questão do resgate e das aplicações em fundos imobiliários você encontra no artigo Fundo imobiliário: como funciona o investimento em imóveis via fundos.

3. “Qual o aporte inicial mínimo desse fundo imobiliário?” – depende!

Fundos imobiliários não têm um valor de aporte inicial mínimo definido, como os fundos abertos têm. Durante o período de captação, há o valor da cota, e pode haver uma exigência de aquisição de número mínimo de cotas.

Mas passado esse prazo, o valor das cotas pode subir ou descer, o que consequentemente altera o valor mínimo necessário para se tornar cotista – ou mesmo para quem já é cotista comprar mais cotas.

Mais detalhes sobre isso no artigo Fundo imobiliário: como funciona o investimento em imóveis via fundos.

4. “Fundos têm proteção do FGC?” – Não!

São muito conhecidos dos investidores pessoas físicas os investimentos de renda fixa que contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC): poupança, CDBs, LCIs, LCAs, entre outros, emitidos por instituições financeiras.

Em caso de quebra da instituição emissora do título, o FGC garante um ressarcimento de até 250 mil reais por CPF aos investidores. Essa proteção é um grande atrativo para o pequeno investidor, pois reduz bastante o risco dessas aplicações.

Por isso, muitos investidores questionam se o fundo que lhes foi oferecido conta com a proteção do FGC. Mas não, fundos não têm cobertura do FGC, pois têm CPNJ próprio.

Ou seja, o patrimônio dos cotistas fica apartado do patrimônio de todas as instituições financeiras ligadas ao fundo, como a gestora ou a administradora. Se uma delas quebrar, os recursos dos cotistas não são afetados. Basta que os cotistas escolham outra instituição para assumir aquelas funções.

Assim, os fundos estão apenas expostos ao risco dos ativos que compõem a sua carteira, que são os ativos nos quais os cotistas de fato estão investindo. Mais detalhes sobre essa questão neste outro post.

E se o fundo investir em papéis que normalmente são cobertos pelo FGC? Bem, a garantia dos 250 mil reais não vale para fundos – mas mesmo que valesse, seria uma quantia irrisória.

A única garantia que o FGC dá aos fundos é uma cobertura de até 20 milhões de reais para os chamados Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGEs).

Mas a falta da garantia do FGC para fundos não é um grande problema para os cotistas. Primeiro porque gestores de fundos têm mais condições de avaliar o risco dos investimentos nos quais aplicam os recursos do fundo do que as pessoas físicas.

Além disso, as carteiras dos fundos são tão diversificadas que uma perda com um ativo pode ser facilmente compensada por ganhos em outros, não impactando tanto na rentabilidade global do fundo.

Neste outro post, explicamos melhor essas questões.

5. “Parte das minhas cotas sumiu?!” – Não, foi o come-cotas

Investidores menos acostumados podem levar um susto duas vezes por ano ao constatarem que parte das suas cotas em determinados fundos “sumiram”. Na verdade, trata-se do come-cotas, mecanismo de tributação de alguns fundos de investimento.

Em vez de sofrerem desconto de imposto de renda apenas no resgate, os fundos sujeitos ao come-cotas são tributados antecipadamente em 15%. O IR é pago na forma de cotas, sempre nos meses de maio e novembro.

Na hora do resgate, se a alíquota for maior que 15%, por conta do prazo da aplicação, é descontado o restante. Caso a aplicação já esteja na faixa de tributação mínima de 15%, não há mais nada a descontar.

Nem todo fundo está sujeito ao come-cotas, apenas os fundos abertos classificados como de longo prazo ou de curto prazo, como os fundos de renda fixa e os multimercados. Fundos de ações não têm come-cotas, por exemplo.

Pareceu confuso? Não tem problema! Explicamos o come-cotas tim tim por tim tim aqui.

6. “Quando é o vencimento desse fundo?” – fundos não têm vencimento

Fundos de investimento não têm vencimento como os títulos de renda fixa. Seu prazo geralmente é indeterminado. Eles começam e não têm data para acabar.

O título de renda fixa é um ativo que possibilita ao investidor fazer um empréstimo ao emissor. O vencimento é a data em que este emissor precisa devolver o valor emprestado com juros.

Mas os fundos são veículos de investimento geridos por um profissional, em que vários investidores juntam seus recursos para investir conjuntamente em uma série de ativos.

Nos fundos abertos, como vimos, o investidor que quiser realizar ganhos ou sair do investimento deve resgatar suas cotas. Nos fundos fechados, ele precisa vender suas cotas a outro investidor.

A única coisa perto de um vencimento que pode ocorrer com um fundo é o encerramento das suas atividades e sua liquidação. Nos fundos abertos, não há previsão para que isso aconteça.

Já entre os fundos fechados, há aqueles que já nascem com data para terminar, o que tem a ver com a estratégia de investimento. Esses são os únicos que podemos considerar como tendo uma data de vencimento. Ao serem liquidados, devolvem os recursos e a rentabilidade aos cotistas.

Falamos mais sobre essa questão de os fundos não terem vencimento neste outro post.

Você tem alguma dúvida sobre o funcionamento dos investimentos ou algum conceito de finanças? Deixe-a nos comentários! E veja como a GENIAL pode ajudar você a investir melhor o seu dinheiro.

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