• O Banco Central (BCB) reduziu a taxa Selic em 0,75 ponto percentual. A meta agora é de 2,25% a.a.
  • O Comitê não descartou a possibilidade de novos cortes, porém, caso sejam necessários novos cortes, eles serão de pequena magnitude. Nas palavras do comunicado “residuais”.  ▪ As projeções de inflação para 2020 e 2021 recuaram nos dois cenários projetados. Para 2020 o Copom projeta inflação entre 1,9% e 2,0% (ante 2,3%-2,4%). Para 2021 a projeção é de inflação entre 3,0% e 3,2% (ante 3,2%-3,4%).

O Copom voltou a destacar que a manutenção de baixos níveis de taxa de juros depende essencialmente da trajetória fiscal. Uma piora nas expectativas sobre a trajetória fiscal tende a aumentar o prêmio de risco implicando em maior inclinação na curva de juros, o que por sua vez, atenuaria o efeito expansionista da queda da taxa curta além de impossibilitar a manutenção da Selic nos níveis atuais.

Dada nossa projeção de IPCA de 1,9% no final do ano e expectativa de inflação ainda abaixo da meta em 2021, e dado que o Copom deixou a porta aberta para mais ajustes residuais, projetamos uma Selic de 2% para o final de 2020.

Equipe Macro

José Márcio Camargo
Tiago Tristão
Eduardo Ferman

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Publicado por Tiago Tristão

Doutor em economia pela PUC-RJ é analista de atividade econômica na Genial Investimentos.

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