Não existe um número mágico de qual seria o percentual da renda ideal para poupar. Especialistas dividem opiniões, mas para muitos deles, 10% é um bom “chute”, ao menos para começar.

Mas isso não quer dizer que você deva desistir de poupar se não conseguir guardar tamanho percentual. Qualquer quantia que você possa guardar – que seja 1%, 2%, 5% – já é melhor do que nada.

Além disso, ajuda você a desenvolver o hábito de poupar desde já. Quando você conseguir guardar 10% ou até mais, poupar todo mês já será parte da sua rotina, e todo o processo ficará mais fácil. Lembre-se: mais importante que poupar muito é poupar sempre.

Por outro lado, se você trabalha, mas ainda mora com seus pais, aproveite essa fase para dar uma turbinada nas suas reservas.

Ainda que você contribua com as despesas da casa, provavelmente seu potencial de poupança é bem maior que o de alguém que more só ou que já esteja constituindo a própria família. Se der para poupar a maior parte dos seus rendimentos, vai fundo.

Comece pelo básico

Montar um orçamento é parte importante para saber exatamente quanto é possível poupar e onde dá para cortar para fazer sobrar dinheiro todo mês (aqui tem um passo a passo para você finalmente montar um orçamento).

O ideal é sempre tentar manter os seus gastos fixos e semifixos, como aluguel, condomínio, impostos, luz e gás, tão baixos quanto possível. São despesas essenciais que você não consegue eliminar, no máximo economizar, e ainda assim de forma limitada.

Quando receber um aumento de salário, procure não elevar demais seu padrão de vida, de forma que você possa passar a poupar um percentual maior da renda.

É bom ter gorduras no orçamento que possam ser cortadas sem comprometer demais a qualidade de vida em caso de reveses financeiros. Se você elevar demais seu padrão de vida, a dor de cortá-lo em caso de necessidade pode ser muito grande.

Uma observação importante sobre as dívidas

Recomenda-se que as pessoas não comprometam mais do que 30% ou 35% da renda com dívidas.

Há quem defenda que quem pode se endividar em 30% da renda pode também deixar de se endividar e, em vez disso, poupar 30% da renda.

Essa pode ser uma visão um pouco extrema, uma vez que financiamentos e parcelamentos permitem a antecipação do consumo, o que é vantajoso em compras como a da casa própria, para as quais a pessoa talvez precisasse poupar a vida inteira para pagar à vista.

Mas o pensamento é bastante válido se estamos pensando em compras de menor valor. Afinal, você não vai morrer se tiver que esperar alguns meses para poupar e pagar à vista, com desconto.

Por mais que a poupança de 10% a 30% da renda seja benéfica, não se esqueça de que essa é uma orientação padrão, que pode não valer para todas as pessoas, pois cada um tem um perfil e objetivos próprios.

Assim, essa tática pode ser adotada enquanto você ainda não traçou bem seus objetivos. Mas o ideal é que, em algum momento, você pare para pensar sobre eles e calcule quanto vai precisar para cada um, inclusive a aposentadoria, a fim de ter um plano mais preciso.

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