Aprenda a identificar as ações dos criminosos para prevenir-se desse tipo de crime.

Os golpes aplicados por telefone contra clientes de bancos aumentaram de forma expressiva no Brasil durante a pandemia da Covid-19. Os dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que o número de crimes dessa natureza mais do que quadruplicou no primeiro bimestre de 2021, registrando alta de 340% em comparação com igual período de 2020, quando ainda não havia casos da doença no país.

Com o isolamento social e a necessidade de acessar os serviços bancários à distância, um número maior de brasileiros passou a utilizar os canais digitais dos bancos. Se por um lado esse hábito foi positivo, por oferecer maior praticidade, conforto e segurança nas transações, por outro, despertou o interesse de golpistas para práticas que utilizam da chamada engenharia social, estratégia de convencer a vítima a confiar no criminoso.

Os golpes da falsa central de atendimento e do falso funcionário do banco estão entre os mais comuns, responsáveis por fazerem vítimas em diferentes partes do país. Saber como os criminosos agem é o primeiro passo para identificar se uma ligação é falsa. 

Golpe do falso funcionário do banco: o que é?

O criminoso liga para a vítima e se apresenta como funcionário do banco. Ele sabe o nome de quem atende a ligação, o que torna a situação mais convincente.

Durante a conversa, ele diz que o motivo do contato é uma transação suspeita na conta bancária da vítima, como, por exemplo, uma compra realizada em outra cidade ou uma transferência para uma pessoa desconhecida.

Ao despertar a preocupação da vítima, o criminoso diz que para resolver a situação precisa de informações complementares, como senhas de cartão, aplicativo e/ou a confirmação de um código que será encaminhado ao celular da vítima.

De posse dessas informações, o golpista pode roubar o dinheiro da conta da vítima e/ou o perfil do WhatsApp para se passar por ela e solicitar dinheiro aos familiares e amigos. 

Como funciona o golpe da falsa central de atendimento?

Trata-se de uma estratégia mais elaborada do golpe do falso funcionário do banco, a fim de tornar a situação mais convincente. Neste caso, o criminoso também sabe o nome da vítima e se apresenta como funcionário do banco.

Ele inventa que há uma movimentação suspeita na conta da vítima e, em seguida, orienta que ela entre em contato com um departamento específico do banco para resolver o problema. Nesse momento, o golpista pode agir de duas formas:

  1. Ele finge que transfere a ligação para o tal departamento, usando, inclusive, uma música de espera semelhante às que são utilizadas pelas centrais de atendimento;
  2. Ele informa o número com o qual a pessoa deve entrar em contato, mas não desliga, retendo a linha telefônica da vítima. Dessa forma, mesmo depois que ela digita o número, ainda continua na mesma ligação. É utilizada uma música para simular a falsa central de atendimento e fazer com que a vítima acredite estar sendo atendida pelo banco.

A conversa segue o mesmo padrão: ganhar a confiança da vítima para solicitar os dados relativos à conta, ao aplicativo, ao cartão do banco ou para pedir validação do código de celular para o roubo do perfil do WhatsApp.

Atenção ao golpe do falso motoboy

Este tipo de golpe também usa a estratégia do falso funcionário do banco ao telefone, mas, envolve mais um elemento na ação.

Após o cliente repassar as informações relativas ao cartão do banco, os criminosos aplicam, em sequência, o chamado golpe do falso motoboy. 

Nesse crime, os golpistas convencem a vítima a entregar o cartão em um envelope lacrado para um motoboy – enviado pelo falso atendente – que vai até a sua residência.

A intenção dos golpistas é ter o acesso e a posse do cartão e da senha da vítima, assim, eles roubam o dinheiro que está na conta bancária, usando até mesmo o caixa eletrônico.

Saiba como se prevenir dos golpes por telefone

Caso receba uma ligação com uma história semelhante ao que foi descrito anteriormente, desligue. Esses golpes estão sendo cada vez mais recorrentes. Outras dicas também ajudam a identificar que o telefonema é falso:

  • Os bancos nunca pedem senhas e códigos de acesso de aplicativos;
  • Os bancos não telefonam solicitando verificação de código enviado por celular ou solicitando que os clientes cliquem em links enviados por SMS, e-mail, aplicativos e redes sociais;
  • Os bancos não enviam pessoas até a residência dos clientes para pegar cartões e documentos.

Para garantir a maior proteção contra esses golpes, siga as seguintes orientações:

  • Em caso de dúvida se a ligação é verdadeira, desligue o telefone. Se a conversa foi pelo telefone fixo, use o celular para entrar em contato com um canal oficial do banco;
  • Jamais fale sua senha para outras pessoas;
  • Se tiver idosos em casa, oriente sobre a situação para evitar que eles também caiam nesse tipo de golpe;
  • Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp;
  • Mantenha o celular sempre atualizado para evitar brechas no sistema de segurança;
  • Desconfie sempre! Lembre-se que esses golpes têm feito muitas vítimas no país. Todo alerta é válido.

Caí em uma ligação falsa, o que fazer?

Caso tenha sido vítima de golpe, entre em contato com o banco para bloquear o acesso à conta o quanto antes. Também é importante acionar a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência sobre o crime.

Se o perfil do WhatsApp foi roubado através desses golpes, é preciso informar aos amigos e familiares para impedir que eles também sejam vítimas dos criminosos. Entre em contato com a operadora de telefonia, informando o ocorrido.

O Banco Genial esclarece que não faz qualquer tipo de comunicação, negociação ou solicitação de dados ou documentos por Telefone, Internet, E-mail, MSN, Skype, Twitter, Facebook, Instagram, WhatsApp, entre outros. 

Para saber mais informações sobre segurança digital e orientações sobre como proteger os seus dados bancários, entre em contato conosco

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