Após o boom de 2017 e uma retração identificada no ano passado, as criptomoedas devem voltar a ser tendência neste ano. Pelo menos é o que a gestora BLP Asset acredita, já que tem como missão a democratização das moedas digitais no Brasil.

Mas como realizar esse feito? A BLP lançou no final do ano passado o 1º fundo de criptomoedas para o varejo do mercado brasileiro, que completa seis meses em 30 de abril. O banco Brasil Plural administra o fundo e a primeira corretora a distribuir foi a Genial Investimentos.

“O mercado financeiro melhorando e sendo mais movimentado neste ano, como já temos visto, é natural que volte o interesse nas criptomoedas”, afirma Axel Blikstad, sócio da BLP e gestor do fundo de criptomoedas,  BLP Crypto, em entrevista ao Blog da Genial.

O ânimo com as criptomoedas também parte do outro sócio, Glauco Cavalcanti, que compara esses novos ativos com a fundação da internet para o público em geral, no começo dos anos 1990. “Lá atrás, a gente se perguntava qual era o potencial da Amazon e do Google e hoje são o que são. As criptomoedas são a mesma coisa”, disse Cavalcanti à Genial, quando o fundo foi lançado no fim do ano passado.

Com investimento mínimo de apenas R$ 1.000, o fundo procura entregar um pacote com a seleção das melhores criptomoedas. Você já deve ter ouvido falar do Bitcoin, certo? Essa é apenas uma das moedas digitais, a mais conhecida no caso. Atualmente, são mais de 2000 ativos nesse mercado, o que torna tão importante a curadoria de especialistas neste fundo.

Além disso, assim como as categorias mais tradicionais de investimentos, as criptomoedas têm características diferentes entre si, destinadas a objetivos e estratégias específicas. Por isso, o fundo de criptomoedas da BLP pode ser considerado o investimento mais simples desse nicho no Brasil e a melhor opção para quem quer começar a investir nas moedas digitais.

3 Vantagens do Fundo BLP Criptoativos Fim

  • Gestão feita por especialistas

Axel Blikstad, Alexandre Vasarhelyi e Glauco Cavalcanti formam o robusto time de sócios e gestores do fundo. Apesar de serem ex-executivos de bancos tradicionais, todos são profundos conhecedores do mercado de criptomoedas, fazendo a alocação na composição do fundo das alternativas mais seguras e confiáveis.

“A grande vantagem deste fundo é que escolhemos, dentre as milhares de opções, as melhores moedas digitais para a carteira do fundo e para os cotistas (investidores). Para a pessoa física fazer a gestão do dia a dia de uma cesta de criptomoedas é muito complicado”, diz Blikstad.

  • Investimento acessível

A partir de R$ 1.000 já é possível investir no fundo de criptomoedas e estar exposto a esse mercado. Caso o investidor queira começar a aplicar por conta própria, o valor atual de uma unidade de Bitcoin, por exemplo, é de cerca de 5000 dólares (quase R$ 20 mil). É preciso deixar claro que há a possibilidade de comprar uma fração da moeda digital, tornando mais acessível, no entanto, não seria algo comparável a um fundo que investe em pelo menos 10 criptomoedas diferentes.

  • Riscos minimizados

Ao investir no fundo, você não estará exposto aos mesmos riscos em relação ao investimento feito por conta própria. Isso porque a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) definiu, neste caso, que 80% da alocação deve ser em títulos públicos e 20% em fundos no exterior, justamente onde estão alocadas as criptomoedas. Portanto, a volatilidade das criptomoedas estará minimizada, o que dá maior segurança para quem quiser entrar no fundo.

Confira abaixo os comentários do sócio Glauco Cavalcanti, em entrevista à Genial, quando o fundo foi lançado:

De onde surgiu a ideia de um fundo de criptomoedas?

Donos de uma bagagem invejável em grandes grupos do mercado financeiro, Axel Blikstad, Alexandre Vasarhelyi e Glauco Cavalcanti se juntaram no começo de 2017 para projetar o 1º fundo de criptomoedas brasileiro.

Blikstad, após passar pela vice-presidência do Credit Suisse, pela diretoria-executiva do Santander e pelo quadro de sócios do BTG Pactual, começou a se aventurar no mundo digital no início de 2016, quando se dedicou ao curso de Venture Capital, na Universidade de Berkeley. Foi aí que ele adentrou no universo das startups e se deparou com a tecnologia blockchain e as criptomoedas.

As primeiras conversas sobre o fundo começaram em 2017. “A partir disso, começamos a estudar a questão regulatória da CVM para saber a viabilidade desse fundo”, conta Blikstad. Quando perceberam que seria possível realizar a façanha, em meados daquele ano, começaram a montar um grupo com os melhores administradores em criptomoedas e escritórios de advocacia para cuidar da parte regulatória.

No final de 2017, criaram o Fundo Genesis Block Fund, destinado somente a investidores profissionais, com mais de milhões na conta, e sediado nas Ilhas Cayman. Mas por que é importante saber a localização do fundo? É muito simples. No mercado brasileiro, ainda não é possível ter um fundo que invista em criptomoedas de foorma direta.

Regulação da CVM autoriza o 1º fundo de criptoativos do Brasil a operar

A ideia dos sócios da BLP Asset foi, primeiramente, constituir um fundo no exterior, captar dinheiro e, mais para frente, criar um fundo exposto em criptomoedas, destinado para pessoas físicas no Brasil, que investisse seus recursos nesse fundo internacional. E foi exatamente o que aconteceu. A partir de setembro de 2018, a CVM autorizou, por meio da Instrução nº 555, o investimento indireto em criptoativos, dando aval à ideia dos sócios da BLP Asset.

Bastou um mês para lançarem o Fundo BLP Criptoativos Fim, destinado ao varejo, isto é, para pessoas físicas investirem sem desembolsar grandes quantias. Esse fundo compra cotas do Genesis Block Fund, de acordo com a regulação da CVM.

O produto da BLP é considerado uma porta de entrada às criptomoedas. Os investidores podem começar a sentir a volatilidade das moedas digitais e, mesmo assim, têm ótima garantia de segurança com a maior parte da alocação nos títulos públicos do Tesouro Direto.

O foco mínimo de rentabilidade do fundo é acompanhar a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, o que já se equipara à rentabilidade de investimentos conservadores de renda fixa, como os CDBs, por exemplo. No entanto, com a alocação de 20% em criptomoedas, o investidor tem a chance de arriscar mais, buscando uma rentabilidade superior, dentro de um ambiente assegurado pela alocação majoritária no Tesouro.

Fundo de ações x Fundo de Criptomoedas

Você pode estar se perguntando: “mas se eu vou estar exposto à volatilidade de um fundo, por que investir em um fundo de criptomoedas e não em um fundo de ações?”. Para Axel Blikstad, há uma grande diferença em investir em um fundo de ações comparando a um fundo de criptomoedas. A resposta do especialista é baseada em uma palavrinha: correlação, que significa como as variáveis do mercado são influenciadas entre si. Ou seja, se uma variável cai a probabilidade da outra também cair é muito grande.

As ações, por exemplo, segundo o sócio e gestor da BLP, têm muita correlação com vários outros ativos, como o dólar e commodities (ouro, petróleo, etc.). Isto é, quando o dólar é afetado por causa de uma notícia no mercado internacional ou quando ocorre a mesma coisa com o petróleo, certamente, terá consequências para as Bolsas de Valores ao redor do mundo.

Esses exemplos não se aplicam às criptomoedas porque a correlação com outros ativos é muito baixa, em alguns casos chega perto de zero ou até negativa. “Isso é uma grande vantagem das criptomoedas porque elas, geralmente, não dependem e não são afetadas por outros mercados”, diz Blikstad. O gestor da BLP ainda afirma que, caso o mercado de criptomoedas volte a crescer como há dois anos, “o potencial de retorno pode ser muito maior que qualquer ação tradicional”, conclui o executivo.

E você? Ficou interessado em começar a investir nas criptomoedas? Com o fundo da BLP Asset ficou muito mais fácil aplicar de forma mais segura nesse novo mercado. Se você está disposto a arriscar um pouco mais e ter a possibilidade de um retorno maior, esta pode ser a sua chance. Abra uma conta na Genial Investimentos para conversar com especialistas em criptomoedas e começar a investir!

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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