Não se sinta mal ao gastar com os prazeres da vida, afinal, eles também fazem parte do orçamento, sabia? A palavra certa na hora de lidar com dinheiro é equilíbrio e não só atender às nossas necessidades básicas. Se no seu orçamento cabe um dia de spa ou comer naquele restaurante famoso no terraço de um hotel, não há problema algum nisso, exceto se isso estiver atrapalhando o resto.

Você já parou para pensar ou colocar no papel qual é o intuito do que você consome hoje em dia? Isso é fundamental para entender o que é essencial e para ajustar o que é desnecessário sem tirar alguns prazeres que você precisa para relaxar ou facilitar sua vida.

Para que o consumo, principalmente o impulsivo, não desequilibre suas contas – e para que você continue tendo pequenos e grandes prazeres na vida – convém se fazer algumas perguntas antes de gastar e tornar o ato de consumir mais consciente.

1) É realmente necessário?

Se a compra não atende a uma necessidade básica, mas a um prazer ou um conforto, vale a pena se questionar se, realmente, é necessário ou se você vai aproveitar, de fato.

Se você nem liga em tirar fotos no seu dia a dia, precisa mesmo de uma câmera de última geração ou de um celular que atenda a isso? A roupa que você está pensando em comprar vai ser útil, vai combinar com o que você tem ou você só está aproveitando a promoção?

Esse tipo de questionamento é bom até para serviços do dia a dia. Se ninguém assiste TV na sua casa, é mesmo o caso de ter TV a cabo ou pelo menos um pacote com tantos canais? Você precisa estar com as unhas do pé sempre feitas no salão mesmo no inverno? E a academia, quando foi a última vez que você foi?

Pode parecer bobo, mas às vezes esses gastos são tão automáticos que não percebemos que podemos questioná-los ou reduzi-los, nem o quanto eles drenam nossa renda. Cortá-los pode fazer muita diferença, sobrando mais dinheiro para o que realmente te dá prazer ou mesmo para a poupança.

2) Tenho dinheiro para comprar?

Parece meio óbvia essa pergunta, mas a mente humana pode enganar. Hoje, há muitas opções de crédito que podem desviar o foco dessa pergunta e dar uma sensação falsa de poder de compra. Caso você tenha acesso a linhas de crédito, as perguntas que ficam são: você conseguirá pagar, mesmo? Fazer esse gasto pode te deixar no vermelho?

Nesse caso, se não for primeira necessidade, vale a pena adiar esse gasto. O cheque especial, por exemplo, é uma das opções de crédito com um dos maiores juros do mercado.

O mesmo raciocínio vale para o cartão de crédito. Se você acha que não será capaz de pagar o total da próxima fatura caso faça determinada compra e ela possa ser adiada, deixe-a para quando estiver mais tranquilo.

Se a compra tem um valor alto, sujeito a um parcelamento longo, cabe avaliar não só as motivações para esse gasto e sua necessidade como a sua capacidade de honrar as prestações por muitos meses.

De forma geral, adiar o consumo para poupar e pagar à vista sai muito mais barato – você não paga juros e ainda pode conseguir um bom desconto. Poupar para pagar à vista, em geral, sai mais barato do que comprar a prazo.

3) Será que não dá para achar mais barato?

Você pesquisou preços? Antes de tudo, pesquise se o preço está em linha com o resto do mercado, se há promoções ou similares mais em conta.

Procure entender ainda o que pode explicar o preço. É a marca, a “exclusividade”, o design, a mão de obra envolvida na produção, a tecnologia, a embalagem?

Por exemplo, vegetais que já vêm cortados e lavados no mercado são proporcionalmente mais caros que aqueles vendidos inteiros, mas não necessariamente pela qualidade ou tecnologia envolvida no cultivo. Pode ser apenas pela comodidade.

Mas será que você quer pagar mais caro por isso? É preciso avaliar caso a caso e comparar item por item para conseguir um preço que valha a pena.

4) Dá para chorar um desconto?

Tente negociar sempre! Compras à vista sempre abrem espaço para pedir desconto e às vezes no dinheiro também. Se houver abertura, faça você mesmo uma oferta de preço, abaixo do que você realmente pode pagar.

Não tenha medo de parecer que está oferecendo muito pouco. Muitas vezes, o vendedor está disposto a receber bem menos do que está pedindo e sua oferta é aceita.

5) Para quando eu preciso?

Compras por impulso poder gerar arrependimentos irreversíveis. Então, essa pergunta é essencial para ajudar em uma decisão financeira. Um dos truques para escapar disso é, se possível, dormir uma boa noite de sono antes de comprar.

Ao se sentir tentado a fazer um gasto por impulso, experimente deixá-lo para o dia seguinte. Ou a vontade terá passado, ou você terá certeza de que é aquilo mesmo que você quer.

6) Por que eu quero gastar com isso?

Ao pensar em comprar determinado produto ou serviço, você está fazendo por qual motivo? É para impressionar alguém? É para preencher a lacuna de um dia ruim?

A princípio, qualquer motivo pode ser bom para comprar. Mas é assim que as coisas saem do controle. Por isso é importante saber exatamente por que está adquirindo alguma coisa. E, claro, é importante também se conhecer, até para saber onde colocar limites.

Se o consumo se tornar um mecanismo de compensação recorrente, que leva você ao descontrole e à inabilidade de poupar, é hora de reavaliar se comprar é realmente o que vai resolver os seus problemas.

A Genial Investimentos está à disposição para te ajudar nas suas decisões e fazer suas aplicações no mercado financeiro. Entre em contato conosco e abra a sua conta!

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Publicado por Leonardo Pinto

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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