Parceira da GENIAL, a DLM Invista é uma gestora de recursos fundada há mais de 12 anos em Belo Horizonte, que hoje administra quase 1 bilhão de reais, somando as áreas de wealth management (gestão de fortunas) e gestão de fundos de investimento.

Aqui na GENIAL, oferecemos quatro dos fundos da DLM, três multimercados e um fundo de ações, todos disponíveis na nossa plataforma de fundos on-line. Todos aceitam aplicações a partir de 3 mil reais de investidores em geral.

Dos seus fundos mais conservadores, um rendeu 107% do CDI neste ano, e o outro, 113% do CDI. Já o fundo de ações, rendeu 12,46% em 2017, contra uma alta de 9,45% do Ibovespa. Para o cálculo das rentabilidades, é considerado o dia 31 de julho como data de fechamento. Saiba mais sobre os fundos da DLM.

Para você conhecer um pouco da trajetória da gestora, sua filosofia de gestão e sua visão para a economia brasileira atual, batemos um papo com o sócio-fundador Marcelo Castro Domingos da Silva, o M da sigla DLM.

Na entrevista, Castro Domingos contou um pouco da história da DLM, sobre como foi fundar uma gestora fora do eixo Rio-São Paulo, os principais diferenciais da empresa, suas perspectivas para a economia brasileira e também um pouquinho da sua trajetória profissional. Confira os principais trechos a seguir:

GENIAL: Qual o foco e quais os diferenciais da DLM Invista?

Marcelo Castro Domingos: A cultura de equipe e os processos colegiados de gestão. Quem faz a DLM é uma equipe, é um processo de várias pessoas. Nós somos obcecados por esse conceito, porque realmente acreditamos na gestão como um trabalho conjunto, em discussões fundamentadas e que geram resultados e maior equilíbrio na tomada de decisão.

GENIAL: Como nasceu a DLM Invista? Conte um pouco da história de vocês.

Castro Domingos: A DLM nasceu do ideal de montar uma casa de qualidade, que atendesse ao mesmo tempo e com a mesma atenção os sócios e seus clientes. Começamos com a gestão de renda variável e, em seguida, passamos aos fundos multimercados.

Os três sócios fundadores – eu, o Daniel [Castro Domingos da Silva] e o Luiz Iani, que não está mais na sociedade – já nos conhecíamos. O Daniel é meu irmão, e nós tivemos formação parecida. Ambos somos economistas e trabalhamos na área de finanças. E o Luiz era colega de sala do Daniel na UFMG.

A princípio, eu e o Daniel seguimos caminhos diferentes na carreira. Eu comecei na PwC, depois passei pelo Bank Boston e Unibanco. Já o Daniel teve uma experiência no Canadá, onde trabalhou no Royal Bank of Canada, depois voltou ao Brasil e trabalhou como analista na Ericsson, consultor em uma empresa de investimentos europeia e também passou por um instituto de pesquisa canadense.

Em 2003, nós nos desligamos dos nossos empregos e voltamos para Belo Horizonte – eu do Rio, e ele e o Luiz de São Paulo – para fundar a DLM. Começamos pequenos, administrando nossos próprios recursos. O mercado de asset management era novo para nós. À medida que os resultados foram aparecendo, nossa base de investidores foi crescendo.

Lá para 2009, 2010, passamos a nos voltar também para os clientes institucionais e profissionais, como bancos de investimentos, multi-family offices e plataformas de investimentos de corretoras, como é hoje a GENIAL.

Mais ou menos nessa época, implementamos também uma estrutura de wealth management [gestão de fortunas], que é bem forte em Minas Gerais.

Com o passar dos anos, foram chegando também outros profissionais que passaram a contribuir para a DLM como sócios. É o caso do gestor Marcelo Mattos, da Mariana Fenelon, que entrou como analista e chegou a sócia, do Milton Loureiro, que foi sócio, diretor e vice-presidente do Banco Mercantil, e do Marco Aurélio Cançado, que já foi presidente da Anbid [atual Anbima] e diretor do Credit Suisse. Temos uma equipe hoje de 20 pessoas.

GENIAL: Vocês estão sediados em Belo Horizonte. Como foi montar uma gestora de recursos fora do eixo Rio-São Paulo?

Castro Domingos: Não foi fácil. Mas quando se olha para o mercado dos EUA, por exemplo, pode-se constatar que há diversas grandes casas fora de Nova Iorque, espalhadas por Chicago, São Francisco, Austin, Miami, Boston etc. Sempre acreditamos que isso poderia se aplicar ao Brasil.

Quando fundamos a DLM, acreditávamos na possibilidade de fazer uma casa de primeira linha fora do eixo Rio-São Paulo e achávamos que faltava isso no mercado. Acabou sendo interessante principalmente na área de gestão de fortunas.

Escolhemos Belo Horizonte por sermos daqui e também por ser uma capital importante, com toda a estrutura necessária. Além disso, Minas Gerais é o berço de diversas instituições financeiras. Isso faz parte da cultura local. Temos aqui muitos talentos e ótimas escolas.

Agora, na parte de asset, a localização faz pouca diferença. Hoje em dia, com telefone, internet e avião, você pode fazer gestão de fundos de qualquer lugar, na verdade. Estamos sempre indo a São Paulo para falar com economistas, empresas, bancos, com o mercado em geral.

GENIAL: Qual tem sido a estratégia da DLM em meio ao momento turbulento pelo qual passa o Brasil?

Castro Domingos: Temos hoje no Brasil uma situação fiscal e política muito deteriorada. Acreditamos que o que tem acontecido, com a Lava-Jato e mais discussão política na sociedade, vai deixar um legado positivo. Mas infelizmente, até lá, teremos que atravessar essa fase turbulenta e volátil. Mas isso não é só no Brasil, é no mundo. Houve uma guinada política mundial muito evidente de uns anos para cá.

Apesar disso tudo, temos uma visão construtiva do país. Os juros baixaram e há espaço para continuarem baixos, porque há menos pressão inflacionária, com menor demanda e desemprego alto.

Além disso, ainda há muito por fazer na economia brasileira. Há muito valor a ser capturado hoje nas empresas que estão listadas em bolsa e no mercado de crédito privado. Há empresas de ótima qualidade pagando taxas muito interessantes.

Então nós achamos que, olhando para frente com uma visão estratégica, ainda há muitos recursos globais para entrarem no país. Temos muitas oportunidades aqui, e achamos que essa agenda econômica que está sendo construída, apesar de complexa e delicada, está na direção correta. O norte está correto. Quando o mercado reconhece que o norte está correto, mudam as expectativas. E isso é muito importante, porque o mercado é feito de expectativas, ele antecipa o futuro. Acho que o mercado hoje tem muita oportunidade para os investidores em geral, apesar de o país ter riscos importantes.

GENIAL: Vamos falar um pouco sobre a sua trajetória. Você se formou em Economia, mas começou trabalhando com auditoria. Como enveredou para o mundo das finanças?

Castro Domingos: Depois de cursar Economia, estudei Finanças e fiz mestrado em Administração. Gosto de estudar e acredito que todo conhecimento agrega. Ter iniciado a carreira na PwC em auditoria foi uma escola, pois lá aprendi a analisar balanços de forma atenta aos detalhes, que é onde residem os riscos e oportunidades.

Depois trabalhei em corporate banking no Bank Boston e no Unibanco, períodos também muito ricos. Essas experiências me ajudaram muito a entender modelos de negócios, o mercado financeiro e suas interações.

Na DLM Invista, minha experiência se soma à de outras pessoas talentosas, com perfis complementares e históricos diferentes. Daí que vêm as boas discussões.

GENIAL: Quem ou quais são suas inspirações profissionais?

Castro Domingos: Há várias pessoas que eu admiro e que me inspiram. Poderia citar, por exemplo, Howard Marks, sócio da gestora norte-americana Oaktree Capital Management. Aliás, seu livro, “The most important thing” merece ser lido.

No Brasil temos um ótimo exemplo de como a meritocracia pode significar a construção de um negócio realmente impactante. Neste sentido, talvez a história do pessoal do banco Garantia tenha sido a mais relevante.

Já sobre conduta e respeito, meu maior exemplo é meu pai, que nunca trabalhou no mercado financeiro, mas nos ensinou em casa que devemos fazer o bem ao próximo, por inteligência, inclusive. Lembro-me sempre disso.

GENIAL: Que conselho você deixaria para os investidores que são clientes da GENIAL?

Castro Domingos: Nas decisões de investimento, é necessário observar não só os retornos, mas também a consistência do desempenho. Para um investidor comum, é muito importante que a construção da carteira e as decisões se deem de forma equilibrada entre o curto e o longo prazo. Pode parecer um detalhe, mas uma alocação estratégica eficiente de qualidade no longo prazo pode trazer efeitos sensacionais para a formação de riqueza do investidor pessoa física.

Sobre Marcelo Castro Domingos da Silva

Marcelo é economista graduado pela PUC-MG, tem MBA em Finanças pelo Ibmec-MG e é mestre em Administração de Empresas pela Fundação Dom Cabral/PUC-MG. Iniciou sua carreira como auditor na PwC e trabalhou nos bancos BankBoston e Unibanco. É Conselheiro de Administração certificado pelo não seria IBGC, membro da Comissão Técnica da Associação dos Investidores do Mercado de Capitais (AMEC), professor dos programas de formação de Conselheiros no IBGC e professor convidado em programas de Desenvolvimento de Acionistas na Fundação Dom Cabral.

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Publicado por Genial

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