O pensamento intuitivo é uma função do nosso cérebro que age reagindo aos estímulos, ajudando a todos nós a tomar uma decisão de forma rápida, baseada em diversos fatores, como o histórico, a aprendizagem, a lógica ou a probabilidade. Mas nem sempre ela funciona – e isso pode ser fatal para qualquer tipo de planejamento financeiro.

Geralmente, a intuição funciona bem para decisões rápidas. Não é regra, mas ela serve mais para esses casos. Já quando precisamos de uma análise maior, a intuição pode ser a inimiga e nos levar a erros que ferem o bolso.

Veja três exemplos de situações em que o pensamento intuitivo vira inimigo do planejamento financeiro:

1) Se endividar quando há dinheiro guardado

É comum ver pessoas entrando em um financiamento mesmo tendo dinheiro para pagar à vista. O motivo muitas vezes é intuitivo, já que quem faz isso não pretende tirar o dinheiro que está guardado ou investido, ou porque não aguenta ver tanto dinheiro saindo da conta de uma vez ou porque o objetivo daquela poupança é importante demais para que ela seja mexida.

Mas pagar juros enquanto se tem dinheiro aplicado é, financeiramente, uma atitude que não condiz com as boas práticas. Os juros dos empréstimos e financiamentos costumam ser muito mais altos que os rendimentos das aplicações financeiras.

A solução para isso tem duas formas: ou esperar para gastar esse dinheiro ou usá-lo à vista. O endividamento trará uma dor de cabeça muito mais do que essas duas opções.

2) Parcelar em vez de pagar à vista

Em geral, parcelamos em vez de pagar à vista porque é duro ver uma soma grande indo embora de uma só vez. E se o parcelamento é sem juros, que mal tem, não é mesmo? “Não é uma dívida”, algumas pessoas podem pensar.

Não deixe a intuição te enganar! O parcelamento do cartão é, sim, uma dívida porque o banco paga o vendedor e você fica devendo para ela. Por que a instituição financeira aceitaria receber o pagamento em parcelas mensais de graça?

Ela não aceita. Os juros estão embutidos no parcelamento. Por isso, a compra à vista deveria ter sempre desconto. Pedir desconto e pagar à vista é sempre mais vantajoso que parcelar, se temos reservas para isso.

O parcelamento nos leva a pagar mais do que se pagássemos à vista com desconto, mesmo que o dinheiro só esteja saindo da conta aos poucos.

Parcelar só vale a pena se não conseguirmos desconto à vista de jeito nenhum. E na prática sabemos que não é sempre que conseguimos desconto à vista, e que ir a outra loja pode não valer a pena.

Nesses casos, de fato é melhor parcelar do que pagar à vista. Mas nossa decisão deveria ser sempre condicionada à existência de um desconto, não à dureza de ver o dinheiro ir embora. É preciso trabalhar a mente para colocar sempre a prioridade de pagar à vista quando é possível.

3) Olhar para a rentabilidade de cada investimento separadamente

A diversificação é importante para reduzir o risco total dos nossos investimentos e aproveitarmos as oportunidades a longo prazo.

Mas um erro muito comum de quem separa o dinheiro investido é olhar para a rentabilidade de cada investimento de forma separada. Alguns investidores se desesperam ao ver uma aplicação em queda por um único mês, mesmo que aquele investimento represente pouco da carteira. Esse é outro problema intuitivo.

Devemos olhar a carteira globalmente. Mesmo que ela precise atender a diferentes objetivos, o importante é que a rentabilidade total seja satisfatória. Afinal, o patrimônio é, no fim das contas, uma coisa só.

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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