No início de um novo ano, muitos investidores já pensam nos possíveis cenários das melhores Ações para o período. Afinal, qual será o PIB do Brasil em 2021? E como ficarão a taxa de juros, a inflação, o índice de desemprego? 

O dólar permanecerá acima de R$ 5? E como a B3 vai reagir diante de todo contexto interno e externo com a expectativa para a vacina contra a Covid-19? Essas perguntas determinam o desempenho das empresas, dos ativos relacionados a elas na bolsa de valores e de que forma você deve agir para ganhar dinheiro. 

Pensando nisso, os analistas da Genial Investimentos elaboraram um relatório com as expectativas para o mercado de renda variável em 2021. É leitura obrigatória para quem já faz ou tem interesse em fazer investimentos em Ações

Quer saber mais? Então continue lendo para saber quais são as melhores Ações para 2021 e para entender como você pode se posicionar no mercado! 

Expectativas para 2021 

Para 2021, há expectativa de crescimento econômico, mas com alguns pontos que merecem atenção. Estamos saindo de uma recessão causada pela crise do coronavírus e ainda existem muitas incertezas sobre o “novo normal”. 

Nosso estrategista de ações Filipe Villegas acredita que há uma expectativa de valorização das commodities. Além disso, haverá um excesso de dinheiro no sistema, influenciado pelas políticas monetárias e fiscais das principais economias do mundo, criando um cenário positivo para países emergentes. 

“E esse fluxo pode ter como destino o Brasil. Porém, nada ou apenas um pouco desse fluxo virá para cá se não fizermos as reformas que o nosso país tanto anseia”, explicou Villegas no relatório Genoma Ações, de dezembro de 2020. 

Diversificação e seletividade serão palavras importantes em 2021. É preciso lembrar que o cenário construtivo pode se deteriorar em poucos dias se o país não fizer nada em prol da economia. Em um contexto otimista, o Ibovespa pode alcançar os 140 mil pontos, segundo o relatório. 

As melhores Ações para diferentes perfis do investidor 

Genial Investimentos elencou as melhores opções conforme o perfil conservador, moderado e agressivo de quem investe em Ações.  

No relatório, Villegas elaborou os portfólios conforme o perfil de aceitação de risco de cada investidor elencando as seguintes informações: 

  • Nome da empresa; 
  • Ticker; 
  • Múltiplo preço/lucro; 
  • Múltiplo P/VPA (preço da Ação dividido pelo seu valor patrimonial); 
  • Dividend Yield; 
  • Setor de atuação; 
  • Preço-alvo para os próximos 12 meses; 
  • Preço-teto; 
  • Potencial de retorno até o preço-alvo; 
  • Segmento da empresa ou característica de seu meio de atuação/exposição; 
  • Entre outras. 

No cenário macroeconômico internacional, a rotação setorial deve ser um dos destaques dos próximos meses. O mercado pode preferir por Ações da “velha economia” ao invés daqueles setores de maior crescimento. 

Segundo o analista, esse cenário se constrói a partir da expectativa de que as principais economias globais atuarão fortemente com políticas monetárias e fiscais expansionistas. Excesso de dólares no sistema e juros baixos por mais tempo poderá se traduzir em fluxo de capital para países emergentes. 

Já o mercado interno brasileiro observa os avanços do ambiente político entre Governo e congresso. O que ditará se o Ibovespa estará precificado dentro de um cenário neutro ou positivo é o peso do ambiente político interno.  

“Devemos monitorar também os caminhos da inflação e o posicionamento do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre os rumos da Selic para os próximos anos”, destaca Villegas no relatório. 

Setores que merecem destaque 

Nosso estrategista acredita que a rotação setorial deve ocorrer no mercado. Com base na realização de lucros e no posicionamento em setores com rentabilidade abaixo da média, é possível que empresas do setor bancário, elétrico, construção civil, varejo e vestuário possam apresentar performance acima da média. 

A expectativa de inflação no país tem gerado controversa. Para os setores que se beneficiam desse cenário, o relatório destaca shoppings, empresas de tecnologia, que possuem receitas recorrentes atreladas ao IGP-M e concessionárias de rodovias. 

Com os movimentos de baixa recentes, também é possível identificar algumas oportunidades de investimentos que se favorecem do aumento do número de investidores em Ações. 

Villegas acredita que mesmo com o fim do auxílio emergencial há um potencial de crescimento da economia brasileira. Com isso, empresas e marcas que têm serviços Premium devem apresentar maior resiliência. 

Por conta da rotação setorial, setores que apresentaram bom desempenho em 2020, como tecnologia, e-commerce e empresas de qualidade estão “fora da moda” do mercado. Mesmo assim, ele acredita no potencial de valorização com horizonte de 12 meses para algumas companhias. 

Stop Loss (saída no prejuízo) 

O relatório não indica preço de saída no caso de as Ações estarem abaixo do preço de compra. Villegas acredita que uma saída deve ocorrer se houver a perda do fundamento, e não atrelada, necessariamente, à rentabilidade.  

De acordo com o documento, o cliente pode definir, caso queira, qual seria o preço da saída se o investimento feito não trouxer a rentabilidade almejada. Por exemplo, o investidor pode definir como prejuízo máximo um retorno negativo de 5%. 

Agora confira as dicas de cada portfólio de perfil de Ações, segundo o Genoma Ações de dezembro 2020

Melhores Ações de 2021 para o perfil conservador 

No caso do investidor com perfil conservador em Ações, há uma busca por empresas de grande renome. São companhias já consolidadas, com um bom histórico, de grande capitalização, que possuem previsibilidade em relação aos resultados futuros e pagam bons dividendos

O investidor considerado conservador também prefere não correr riscos na valorização do dinheiro que decidiu aportar. Esse perfil pode ser um bom caminho para quem quer começar a investir nos ativos de renda variável, incentivado pelo cenário de juros baixos. 

Os fatores de estilo recomendados para esse perfil são LOWVOL e DYIELD. O primeiro representa volatilidade mínima. Ou seja, são Ações mais estáveis e de risco mais baixo, devido à menor volatilidade. Por outro lado, podem oferecer menor potencial de valorização.  

Já o DYIELD representa a distribuição de dividendos. Nesse caso, aparecem empresas com cases mais consolidados e com distribuição de dividendos acima da média do mercado. Outras características são as receitas recorrentes mais estáveis e previsíveis, com baixo nível de alavancagem. 

Estas são as recomendações do analista da Genial para o portfólio conservador: 

  • Setor financeiro: B3 (B3SA3), Itausa (ITSA4) e Banco do Brasil (BBAS3); 
  • Financeiro Tecnologia: Sinqia (SQIA3); 
  • Telecomunicação: Tim (TIMS3); 
  • Saúde: Qualicorp (QUAL3); 
  • Logística: Log Commercial (LOGG3); 
  • Mineração: Vale (VALE3); 
  • Concessão Infraestrutura: Ecorodovias (ECOR3); 
  • Energia: Enauta (ENAT3). 

Trocas no portfólio 

Algumas mudanças ocorreram na carteira. As Ações da B3, por exemplo, mudaram de categoria, pois antes faziam parte do fator crescimento e agora pertencem ao DYIELD. 

Além disso, Villegas comentou que depois do episódio recente envolvendo o Carrefour em Porto Alegre, os riscos de imagem (ESG) foram muito penalizados. Por isso, a recomendação é de saída da Ação.  

Nesse caso, houve uma troca entre Carrefour (CRFB3) por Tim (TIMS3). A escolha da TIM ocorre de uma expectativa sobre o crescimento do setor de telecom. 

O grupo de Ações composto por Locaweb, Log Commercial, Magazine Luiza, B2W e Equatorial pode ter uma performance aquém do mercado do curto prazo. Mas os preços já estão atrativos e seria válida uma estratégia de compra em tranches (3 ou 4 partes). 

Melhores Ações para 2021 para o perfil moderado 

O investidor moderado é aquele que aporta uma parte dos seus recursos em investimentos com maior risco. O objetivo é obter retornos financeiros acima da média no longo prazo, sem abrir mão de ter parte do seu patrimônio em investimentos mais conservadores. 

Para o investidor com perfil moderado, vale o meio termo. Em Ações, é um investidor que é agressivo, mas, ao mesmo tempo, preza por empresas mais consolidadas. Os fatores de estilo recomendados são VALUE e QUALITY, além das classes do conservador. 

Value, ou valor, reúne as Ações com preços descontados em relação aos seus fundamentos. Empresas dessa categoria apresentam múltiplos (P/L – preço sobre lucro, P/VPA – preço sobre valor patrimonial da Ação e P/FCF – preço sobre fluxo de caixa livre) abaixo da média do mercado. No entanto, elas apresentam crescimento de lucros acima da média nos últimos 12 meses.  

Já a qualidade (Quality) representa empresas financeiramente saudáveis. Elas possuem nível de endividamento adequado, rentabilidade sobre patrimônio líquido e ativos estáveis e com crescimento acima da média, assim como o Lucro por Ação. 

A lista engloba empresas que devem ter um pouco mais de volatilidade, mas possuem histórico de case de sucesso. Confira as indicações da Genial para o portfólio moderado: 

  • Setor financeiro: Banco BMG (BMGB4); 
  • Varejo: Iguatemi (IGTA3), Lojas Renner (LREN3), Centauro (CNTO3), Vivara (VIVA3); 
  • Frigorífico: Marfrig (MRFG3); 
  • Educacional: Cogna (COGN3); 
  • ESG: Ambipar (AMBP3); 
  • Construção Civil: Lojas Quero-Quero (LJQQ3), Lavvi (LAVV3). 

Trocas no portfólio 

Duas trocas em relação ao portfólio de 2020 ocorreram no fator Value. Saíram as Ações da Randon (RAPT4) e entraram Ambipar (AMBP3). 

O tema ESG (Ambiente, Social e Governança), foi aproveitado para a recomendação das Ações da Ambipar. Ela atua em diversos segmentos para oferecer serviços e produtos completos voltados à gestão ambiental. 

Villegas avalia que “mesmo gostando da tese de longo prazo da Randon, com uma visão mais estratégia (tática/curto prazo) enxergamos uma oportunidade de maior potencial de valorização para as Ações da Ambipar.” 

Aos investidores que decidirem permanecer em Randon, colocamos o preço-alvo atualizado em nosso Stock Guide, que é de R$ 17,25. 

Já as Lojas Quero-Quero (LJQQ3) entraram no lugar de Mills (MILS3). A escolha leva em consideração que empresas ligadas a infraestrutura tem um potencial de crescimento, mas que está prejudicado pela pouca visibilidade da agenda de reformas no curto prazo. 

Assim, a troca por Lojas Quero-Quero tem a expectativa de uma demanda aquecida por artigos para o lar e materiais de construção. 

No fator qualidade, saíram as Ações da Eztec (EZTC3), dando lugar à entrada de Lavvi (LAVV3). A troca foi feita dentro do mesmo setor, com empresas focadas nos públicos de média e alta renda. 

O motivo para substituição foi Lavvi apresentar maior potencial de retorno no longo prazo. Aos investidores que decidirem permanecer em Eztec, colocamos o preço-alvo atualizado (R$ 44,73) em nosso Stock Guide. 

Melhores Ações para 2021 para o perfil agressivo 

Arrojado ou agressivo é aquele investidor que aceita com tranquilidade os riscos de variação em seus rendimentos. Ou até mesmo alterações em seu capital investido inicialmente, a fim de ter um retorno acima da média no longo prazo. 

O investidor com perfil agressivo ou arrojado pode arriscar em uma empresa que está em um momento ruim. Mas visando a melhora da situação frente a um cenário econômico mais positivo, por exemplo. 

Além das classes apresentadas para os perfis conservadores e moderados, as recomendações de fatores de estilo para o perfil arrojado são GROWTH e MOMENTUM. 

O fator Growth, ou crescimento, representa empresas com retenção de lucros acima da média, para fins de investimento na própria operação. No geral, elas distribuem proventos abaixo da média. 

São companhias que possuem rentabilidade sobre PL e ativos estáveis e com crescimento acima da média. Taxa de crescimento de lucros também está acima da média. 

O fator momento (Momentum) representa Ações em que os preços estão em tendência de alta, através de uma análise dos últimos 12 meses. A carteira é indicada para investidores que gostam de fundamentos e avaliações técnicas (análise gráfica). 

Indicações para o perfil agressivo: 

  • Setor financeiro: BTG Pactual (BPAC11); 
  • Ferrovias: Rumo (RAIL3); 
  • Setor elétrico: Equatorial (EQTL3); 
  • Varejo: Lojas Marisa (AMAR3), Magazine Luiza (MGLU3), B2W Digital (BTOW3); 
  • Vestuário: Grupo Soma (SOMA3); 
  • Papel e celulose: Irani (RANI3); 
  • Energia: Petrorio (PRIO3); 
  • Tecnologia: Locaweb (LWSA3). 

Trocas no portfólio 

As trocas no fator Growth foram feitas entre as empresas Copasa (CSMG3) e Equatorial (EQTL3). Apesar de serem companhias de setores diferentes, já houve uma sinalização por parte da Equatorial sobre um interesse na área de saneamento. 

Isso deve se favorecer da aprovação do Novo Marco do setor. Aos investidores que decidirem permanecer em Copasa, o preço-alvo atualizado é de R$ 18,93. 

Também houve troca entre Terra Santa (TESA3) por Grupo Soma (SOMA3). Já no fator Momentum, as trocas ocorreram entre SLC Agrícola (SLCE3) e Magazine Luiza (MGLU3), e entre Portobello (PTBL3) e Locaweb (LWSA3). 

Agora você conhece as melhores Ações para 2021 para os perfis de investidores segundo o estrategista de ações Filipe Villegas, da nossa equipe Genial. Com as informações, é hora de traçar uma estratégia que seja mais adequada às suas necessidades. Lembre-se de respeitar a sua tolerância ao risco e analisar os seus objetivos!

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