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O básico que você deve saber para investir com foco em dividendos

Por 5 de julho de 2017 Nenhum comentário

Os brasileiros que investem em ações gostam muito da estratégia de investir em empresas que pagam bons dividendos.

Trata-se de uma forma mais defensiva de investir em ações, uma vez que os dividendos ajudam a engordar o patrimônio no investidor ao mesmo tempo em que contribuem para minimizar eventuais desempenhos ruins nos preços das ações.

Para quem ainda está em fase de construir o patrimônio, os proventos podem ser reinvestidos; ao passo que, para quem já acumulou um bom patrimônio, os dividendos funcionam como renda, paga periodicamente e isenta de imposto de renda.

Assim, a possibilidade de lucrar com o investimento em ações não se limita aos ganhos com a valorização dos papéis, mas também inclui a distribuição de proventos.

O que são dividendos

Os dividendos são a parcela do lucro das empresas que é distribuída entre seus acionistas quando se encerra o exercício social. Eles representam os rendimentos dos sócios, isto é, daqueles que detêm as ações da empresa em questão.

As companhias de capital aberto que negociam ações em bolsa são obrigadas por Lei a distribuir proventos a cada exercício.

O percentual mínimo dos lucros a serem distribuídos na forma de dividendos deve ser determinado pelo estatuto da empresa. A maioria das companhias brasileiras opta por 25% do lucro líquido ajustado.

Caso não haja nada definido no estatuto, o mínimo estabelecido pela Lei das S/A é de 50% do lucro líquido, após algumas deduções.

Repare que a quantia recebida a título de dividendo depende do lucro da empresa, isto é, do seu desempenho em determinado período. Como uma companhia pode ser mais lucrativa em um exercício do que em outro, ou mesmo amargar prejuízo, os dividendos são variáveis.

Em outras palavras, uma empresa pode pagar mais dividendos em um exercício do que em outro, ou até cortar o pagamento em determinado exercício, dependendo do desempenho do negócio.

É por isso que o investimento em ações é considerado um investimento em renda variável – o rendimento do investidor está condicionado ao desempenho do emissor do título, no caso, a companhia.

Companhias boas pagadoras de dividendos

Em linhas gerais, o lucro das companhias pode ser reinvestido no próprio negócio e/ou distribuído na forma de dividendos. Por isso, companhias que são boas pagadoras de dividendos normalmente são aquelas que não demandam mais tanto reinvestimento no próprio negócio.

Essas empresas costumam atuar em segmentos com demanda estável ou baixa concorrência. É o caso, por exemplo, de concessionárias de serviços públicos, como as empresas do setor elétrico e das companhias de saneamento básico.

Também podem ser companhias que já atuam em setores maduros, sem perspectivas de grandes expansões, e que são líderes de mercado.

Devido a essas características, essas companhias costumam estar menos sujeitas aos soluços da economia, o que as torna mais defensivas, e a distribuição de proventos, mais ou menos estável.

A distribuição de proventos pode funcionar como um dos sinalizadores de desempenho de uma companhia. É de se esperar que empresas que pagam bons dividendos sejam lucrativas e tenham um negócio estável.

Mas atenção: se os indicadores de distribuição de dividendos forem altos demais, isso pode significar que, na verdade, as perspectivas de crescimento do negócio são muito baixas e que a empresa está enfrentando dificuldades financeiras, o que pode resultar em cortes nos proventos futuros.

Indicadores

A distribuição de proventos pode ser trimestral ou anual. Quando uma companhia anuncia o pagamento de proventos, estes são expressos na forma de um valor em reais por ação ou em um percentual do preço da ação naquele momento.

Os indicadores usados para avaliar quanto as empresas pagam de proventos são:

Dividend yield (DY): retorno relativo dos dividendos pagos aos acionistas. É o percentual obtido pela divisão dos dividendos pagos por ação pela cotação atual da ação em determinado período. Empresas com grande dividend yield estão pagando altos dividendos em relação ao preço da ação.

Assim, DY = dividendos por ação/preço da ação. Se uma empresa vai pagar 5 reais por ação em determinado ano e seu preço atual é de 50 reais, seu DY é de 5/50 = 10%.

Payout ratio: percentual do lucro da empresa que é distribuído aos acionistas na forma de dividendos. Assim, se a empresa lucrou 1 milhão de reais e distribuiu 500 mil reais em dividendos, seu payout ratio foi de 50%, ou metade do lucro.

Data “com” e data “ex”

Quando uma companhia anuncia a distribuição de dividendos em determinado exercício, ela anuncia também a data de pagamento dos proventos e a data a partir da qual a ação não terá mais direito aos dividendos anunciados.

Esta última é chamada de data “ex” dividendos. É o dia a partir do qual o acionista não tem mais direito a receber proventos. Isso significa que quem comprar a ação a partir dessa data não terá o direito a receber os proventos anunciados.

Já a data “com” dividendos é aquela até a qual o acionista ainda tem direito a receber proventos.

A partir da data “ex”, a ação passa a ser negociada com desconto dos dividendos anunciados, isto é, seu preço cai. Suponha que uma empresa anuncie a distribuição de 1 real de dividendo por ação. Se na data “com” a ação fechar a 10 reais, na data “ex”, ela abrirá o pregão em 9 reais.

Segundo essa lógica, um acionista que tinha a ação até a data “com” e a vende somente a partir da data “ex” ainda terá o direito a receber os proventos anunciados quando a data de pagamento chegar. Já um investidor que compre a ação pouco antes da data “ex” terá direito aos proventos anunciados, mesmo tendo se tornado acionista há tão pouco tempo.

Esse conceito de “ex” dividendos serve para manter a neutralidade do patrimônio do acionista e do valor patrimonial da empresa.

Segundo o nosso exemplo anterior, um acionista que tivesse 100 ações a 10 reais na data “com” teria uma quantia de 1.000 reais alocada naquele papel.

Na data “ex”, o preço da ação cai para 9 reais, em razão do desconto de 1 real referente aos proventos que ainda serão pagos. O acionista que tem direito a recebê-los mantém seu patrimônio de 1.000 reais naquele papel: 900 reais nas ações mais 100 reais de dividendos.

Já o investidor que comprar 100 ações na data “ex” vai investir apenas 900 reais, não tendo direito aos 100 reais de dividendos já anunciados.

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