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Quem está iniciando no mundo dos investimentos costuma se perguntar o que é B3. A bolsa de valores brasileira passou por diversas modificações ao longo de sua existência e os termos ainda podem confundir algumas pessoas. 

Conhecê-la, saber quais são as denominações corretas e como os diferentes mercados funcionam é importante para o investidor. Você conhece a história do mercado de capitais brasileiro e da bolsa de valores? 

Neste conteúdo, você aprenderá a trajetória da bolsa até chegar à B3 e quais são os seus mercados relacionados. Acompanhe! 

A história da B3 

A história da bolsa de valores brasileira remonta ao período colonial, antes mesmo de o Brasil se tornar uma República. No final dessa fase, os diferentes estados brasileiros possuíam sua bolsa — que servia para negociar os ativos de investidores. 

Com destaque para o Rio de Janeiro e São Paulo, as bolsas eram controladas por órgãos governamentais. As Secretarias de Finanças de cada estado da federação regulamentavam o funcionamento dos pregões. 

Mas em 1966 ocorreu uma reforma geral do sistema financeiro brasileiro. Nessa época as bolsas passaram a ser entidades autônomas, com liberdade de funcionamento e fiscalizadas por órgãos regulamentadores. 

Assim, elas se tornaram um tipo de associação civil sem fins lucrativos, como funcionam as fundações, por exemplo. O próximo marco ocorreu na época do Governo Militar, mais precisamente nos anos 1970. Nesse período, a bolsa de São Paulo começou a se destacar das demais. 

A fusão da Bovespa com a bolsa do Rio de Janeiro 

Bovespa era o nome da bolsa de valores de São Paulo. No regime militar ocorreu uma grave crise econômica, que afetou a bolsa da maioria dos estados. Contudo, a Bovespa ganhou destaque nesse contexto, ultrapassando a do Rio de Janeiro em valor de mercado. 

Foi nessa época que ela se tornou a maior bolsa de valores do país. Ainda, diversos estados começaram a perder suas bolsas — que se fundiam ou mesmo extinguiam diante do cenário econômico. 

Em 2000, existiam apenas 9 bolsas no Brasil fazendo a negociação de ativos. Foi nesse ano que a Bovespa e a bolsa de valores do Rio de Janeiro se integraram. Essa fusão abarcou todas as demais bolsas do país. 

Dessa forma, a Bovespa passou a negociar todos os títulos privados e ações. Já a bolsa do Rio de Janeiro tinha a incumbência de movimentar os títulos públicos no mercado eletrônico. 

Em 2005, foi implantada a negociação eletrônica em todas as operações das bolsas de valores. No ano seguinte foi extinto o famoso pregão presencial oficialmente. 

Foi nesse período que a Bovespa e a bolsa do Rio de Janeiro passaram a ser a mesma. Assim, a bolsa de valores brasileira se tornou a maior da América Latina. 

Entrada da BM&F 

A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuro, conhecida pela sigla BM&F, era um mercado de negociação de commodities formado por duas empresas. A Bolsa de Mercadorias de São Paulo e a Bolsa Mercantil & de Futuros. 

Em 2008, ela também se fundiu à Bovespa, o que levou a bolsa de valores brasileira a se tornar a terceira maior do mundo. Na época, ela se chamava BM&F Bovespa. O nome é muito conhecido e até hoje utilizado pelos investidores. 

Criação da B3 

O episódio mais recente da história da bolsa de valores brasileira se deu em 2017. Foi nesse ano que ocorreu a unificação da BM&F Bovespa com a Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados (CETIP). 

Nessa operação, surgiu a atual B3 — sigla que remete à expressão Brasil, Bolsa e Balcão. Na sua criação o valor de mercado ultrapassava os 13 bilhões de dólares e seguiu como uma das maiores do mundo. 

Assim, atualmente a bolsa de valores brasileira é a B3. É comum ainda ouvir falar de Bovespa e outros nomes — afinal, as nomenclaturas fizeram parte dessa história. Contudo, o nome correto ao se referir à bolsa brasileira, nos dias de hoje, é B3. 

Os mercados relacionados à bolsa 

Como você viu, a B3 surgiu da sucessiva fusão de diversas empresas do setor financeiro e negociação de ativos. Por isso, é comum ter dúvidas a respeito dos mercados relacionados à bolsa brasileira. Afinal, o que é negociado nela? 

A seguir você entenderá os ambientes que fazem parte da B3. Confira! 

Mercado à vista 

O mercado à vista é aquele mais conhecido dos investidores. Nele ocorrem as negociações e operações de ações e modalidades (como fundos imobiliários, ETFs e BDRs) com preços estabelecidos no próprio pregão. Pela oferta e procura, acontece a variação das cotações em tempo real. 

As operações de compra e venda são realizadas por meio eletrônico e liquidadas dentro de poucos dias úteis. No mercado à vista, o comprador envia o dinheiro ao vendedor que, por sua vez, deve disponibilizar o ativo negociado. 

Mercado a termo 

Já no mercado a termo não se negociam ativos, mas contratos. Eles representam a compra ou venda de uma quantidade específica de ativos. A liquidação acontece somente em uma data no futuro, com um prazo previamente determinado — mediante pagamento de juros. 

Os prazos podem variar de 16 a 999 dias e é preciso fazer um depósito de garantia. Dessa maneira, os interessados garantem que não haverá prejuízo nessas negociações se o comprador não puder arcar com os custos. 

Mercado futuro 

O mercado futuro funciona de maneira semelhante ao mercado a termo. A principal diferença se dá em relação à liquidação da negociação. No mercado a termo, o pagamento é feito somente no vencimento do contrato.  

Assim, é verificada a cotação do mercado à vista e a variação de juros esperada. Já no mercado futuro a cotação é ajustada dia a dia, de acordo com as variações de preços. Dessa forma, apura-se as perdas e ganhos das partes na negociação, liquidando as diferenças a cada dia. 

Vale reforçar também que, no mercado futuro, não há liquidação física — apenas financeira. 

Mercado de opções 

Por fim, o mercado de opções é uma forma de negociar os direitos de compra ou venda de ativos. Quem adquire uma opção, está adquirindo o direito de comprar ou vender determinados ativos por um preço específico em uma data de vencimento combinada. 

Para isso é pago um prêmio ao vendedor da opção. Como envolve o direito, e não a obrigação, quem adquire o derivativo pode decidir se realiza seu direito no prazo estabelecido ou se deixa a opção expirar. A escolha depende da vantagem da operação quando a data chegar. 

Agora você já conhece o que é B3 e a história da bolsa de valores! Lembre-se de todas essas denominações para entender como funciona o mercado financeiro. Assim, ao se expor à renda variável já conhecerá os termos mais importantes! 

Ficou interessado em investir nos ativos e derivativos disponíveis na bolsa de valores? Então abra uma conta conosco da Genial e conheça as alternativas!

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