Na hora de escolher um investimento, a maioria das pessoas se preocupa basicamente com duas coisas: risco e rentabilidade. E buscam, acertadamente, o maior retorno para o menor risco possível. Mas você sabe avaliar se a rentabilidade de um investimento é mesmo boa?

Um rendimento de 10% é bom ou ruim? Se você respondeu “depende”, acertou. A rentabilidade absoluta de um investimento não diz muito. Ela precisa ser comparada a alguma coisa para você saber se é boa ou ruim.

Ou seja, o que importa mesmo é a rentabilidade relativa do investimento, isto é, o rendimento em relação a um indicador econômico, à média do mercado, enfim, a algum tipo de parâmetro que seja capaz de dizer se, no cenário geral, o investimento está indo bem ou mal.

No mercado financeiro, esses parâmetros de comparação são chamados pelo seu nome em inglês: benchmarks. Seja qual for o seu investimento, você deve sempre compará-lo a algum benchmark para conseguir avaliar a rentabilidade. Os principais são:

Inflação

A inflação é a alta generalizada de preços na economia. É a perda do valor do dinheiro no tempo. Superar a inflação é condição fundamental para qualquer investimento ser bem-sucedido, independentemente de ele superar ou não outros benchmarks.

Um investimento que rende menos que a inflação na verdade deixa o investidor mais pobre. Em outras palavras, ele não é capaz sequer de repor a desvalorização do dinheiro. Apenas a rentabilidade real positiva – isto é, acima da inflação – deixa o investidor mais rico.

Assim, uma rentabilidade positiva que não supere a inflação não faz o patrimônio do investidor crescer de fato.

Há diversos índices de inflação na economia que podem ser usados como benchmarks, mas os mais comuns são o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Já falamos mais sobre a importância de buscar investimentos que superem a inflação neste outro post.

Taxa DI

A taxa DI ou CDI é a taxa de juros das operações de crédito entre instituições financeiras. Já falamos mais sobre ela aqui.

Como o CDI costuma se aproximar da taxa básica de juros (Selic), é considerado equivalente à taxa livre de risco da economia.

A taxa livre de risco é a remuneração que você consegue se investir nas aplicações mais conservadoras da economia, os títulos públicos. No caso do Brasil, seria o papel Tesouro Selic (LFT), título público de menor risco e cuja remuneração segue a taxa Selic.

Assim, o CDI é considerado a remuneração mínima que você consegue praticamente sem correr risco. Por isso, é o benchmark das aplicações de renda fixa conservadoras.

Alguns investimentos pagam um percentual do CDI – maior ou menor que 100%, dependendo do nível de risco da aplicação. Outros se propõem a segui-lo de perto. E há aqueles, ainda, que têm o objetivo de superá-lo.

É o que ocorre, por exemplo, com os fundos multimercado e os fundos de renda fixa que correm um pouco mais de risco.

A taxa livre de risco costuma ser superior à inflação, com exceção das economias onde o juro é negativo, mas isso é outra história.

Assim, se seu investimento rende mais que a inflação e o CDI, você não só está ficando mais rico, como também está ganhando mais do que quem apenas aplica em investimentos conservadores.

Agora, correr risco para ganhar paulatinamente abaixo do CDI não vale a pena. Afinal, você poderia estar ganhando mais investindo em uma aplicação conservadora.

Ibovespa

O Ibovespa é o principal índice da bolsa de valores brasileira e representa o desempenho de uma carteira composta pelas ações mais negociadas e mais representativas do nosso mercado, na proporção em que são negociadas.

Pode-se considerar, portanto, que o Ibovespa é a média de desempenho do mercado de ações brasileiro. Em razão disso, esse índice é usado como benchmark para investimentos em ações e fundos de ações.

Os benchmarks e os fundos de investimento

Se você já investiu em um fundo de investimento, provavelmente já se deparou com a palavra benchmark no material de divulgação do produto.

Todos os fundos tentam seguir ou superar um benchmark. É uma forma de prestar contas aos cotistas do fundo. Em alguns casos, ao superar o benchmark os fundos inclusive cobram uma taxa sobre a rentabilidade acima do indicador, a taxa de performance.

Fundos de renda fixa conservadora e boa parte dos multimercados tomam como referência o CDI. Já os fundos de ações usam como benchmark o Ibovespa ou IBrX, outro índice de ações da bolsa brasileira. O benchmark dos fundos cambiais é sua moeda de referência (dólar ou euro).

Alguns fundos de renda fixa usam, como benchmark, outros indicadores que não o CDI. Eles investem em papéis cuja remuneração é prefixada ou atrelada à inflação e tomam como referência o desempenho de índices de renda fixa, os chamados IMAs.

Os IMAs (sigla para Índice de Mercado Anbima) representam o desempenho carteiras formadas por títulos públicos prefixados ou indexados à inflação com determinadas características.

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