A subscrição de ações acontece quando uma companhia que já tem capital aberto, ou seja, já é listada na Bolsa de Valores, decide aumentar o seu capital social e emitir novas ações . Nesse processo, os investidores que já possuem participações da empresa ganham o direito de comprar antecipadamente os novos papéis, essa preferência é chamada de direito de subscrição.

Como o nome diz, o direito de subscrição é uma preferência dada ao acionista, que pode optar por realizar ou não a subscrição.

A subscrição de ações é comum no mercado de capitais. O recurso é utilizado pelas empresas ante à necessidade de levantar recursos para novos investimentos ou para girar capital. Neste artigo, vamos explicar qual a importância do direito de subscrição para o mercado acionário, como ele se aplica aos fundos imobiliários e quais os impactos no portfólio de ativos de todo investidor.

O que é o direito de subscrição?

Ao decidir expandir seu capital social e emitir novas ações em Bolsa, as companhias abertas devem comunicar aos seus atuais acionistas as mudanças, dando preferência para a compra de novos papéis, isso é o direito de subscrição.

Esse direito existe porque, com a emissão de novos títulos, a participação dos investidores é diluída. Assim, a subscrição confere aos já acionistas da empresa o direito de manterem o seu percentual de participação acionária. 

 Imagine o seguinte exemplo:

  • A empresa X com capital social de R$ 1.000 dividido em 1.000 ações, portanto, cada ação vale R$ 1. Supondo que a empresa tenha cinco sócios e cada um tenha 200 ações. Então, aparece uma oportunidade de novo negócio, e a empresa precisa de mais R$ 200 para aproveitá-la. Por isso, ela decide lançar mais 200 ações ao preço de R$ 1 cada.
  • Os atuais sócios da empresa terão o direito de adquirir 20% do aumento de capital, ou seja, cada um terá o direito de comprar 40 ações por R$ 40.
  • Se um dos sócios da empresa não quiser comprar, ele poderá vender a um outro sócio ou a alguém de fora o direito de adquirir as 40 ações. Ou seja, ele vende o direito de subscrever essas ações.

Caso o investidor optar por vender ou não exercer o seu direito, a sua participação acionária na empresa será menor, já que a porcentagem total de papéis que possui será redimensionada para incluir o aumento de capital social da empresa, e a sua participação na empresa cairá de 20% para 16,67% (200/1.200).

Se o investidor optar por exercer o seu direito de subscrição, o percentual de sua participação será mantido. Também o investidor pode comprar novas ações com preços abaixo do mercado ao praticar a subscrição. Isso porque, geralmente, as empresas ofertam os seus papéis a valores menores na subscrição a fim de incentivar a compra desses ativos.

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Como funciona a subscrição de ações

Ao decidir ofertar novas ações, a empresa irá informar aos acionistas o percentual de direito à subscrição, o preço das novas ações e o cronograma com datas para compra, para exercício do direito e para negociações na Bolsa (falaremos sobre isso a seguir).

O investidor que desejar adquirir os novos papéis deverá manifestar interesse por meio da sua corretora. Na Genial Investimentos, essa operação é digital e realizada com facilidade dentro da nossa plataforma.

Se, por outro lado, o investidor decidir não comprar as ações, ele ainda poderá negociar em Bolsa o seu direito de subscrição. Neste caso, o direito é vendido a outro investidor por meio do home broker, como acontece na negociação de uma ação. Para diferenciar esse ativo dos outros papéis da mesma empresa são acrescidos os números 1 ou 2 ao lado do tracker (as quatro letras dos códigos da ação).

Assim, todas as vezes que você se deparar com um tracker em negociação na Bolsa acompanhado dos números 1 ou 2, saiba que se trata de um direito de subscrição à venda. A negociação do direito de subscrição pode ser feita com agilidade no home broker da Genial.

A subscrição de ações deve ser avaliada caso a caso pelo investidor de acordo com os seus objetivos financeiros, portfólio e exposição a riscos. No exercício do direito ou na aquisição de ações via subscrição é importante checar se esses ativos terão direito à distribuição dos últimos dividendos e quais regras se aplicam a esses papéis.

É sempre válido ainda estudar os números e as perspectivas de mercado daquela organização e, assim, definir se é realmente um bom negócio aumentar o seu aporte naquela empresa.

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Subscrição de fundos imobiliários

Nos fundos de investimentos imobiliários (FIIs), o direito de subscrição funciona nos mesmos moldes. No entanto, em vez do acionista, o cotista é quem exerce o direito sobre a ampliação de capital de um determinado fundo. Da mesma forma que no caso das ações, o cotista de um FII  poderá exercer a subscrição de acordo com o percentual de participação que já possui no fundo. As informações sobre o calendário da subscrição do fundo e as regras aplicadas ao processo são publicadas no site da Bolsa brasileira, a B3.

Os benefícios também são os mesmos do exemplo anterior: a sua participação no fundo não é diluída e você tem a possibilidade de adquirir ativos por preços mais baixos.

A principal diferença dos FIIs para as ações é que, em alguns casos, o direito não pode ser negociado em Bolsa. Já nas situações em que a oferta permite a negociação em Bolsa, o cotista que não exerce o seu direito pode vender a preferência a outros investidores.

Na maioria dos casos, as cotas de um direito de subscrição são acompanhadas do número 12 no final do código do fundo. Finalizada a transação, o cotista tem acesso ao recibo, que terá um novo número adicionado ao final do código.

A intenção de exercer o direito de subscrição nos FIIs também deve ser comunicada à corretora. A comunicação, o exercício do direito e a negociação na Bolsa dos FIIs podem ser realizados pela plataforma da Genial Investimentos.

Comprando direitos de subscrição

Mesmo que no seu portfólio, neste momento, não existam empresas nem fundos com ofertas de subscrição, ainda é possível adquirir esses direitos.

Como explicamos neste post, basta utilizar o home broker da Genial para conferir de forma simples e rápida as ofertas ativas.

Em geral, as subscrições são ofertadas a preços menores do que as cotações praticadas no mercado, mas antes de efetivar qualquer compra, lembre-se de sempre checar se os valores estão realmente mais baixos.

Assim como na compra de uma ação ou na aplicação direta em um fundo, antes de investir em uma subscrição, é preciso fazer uma análise dos números da empresa e do cenário macroeconômico, além das perspectivas para aquele mercado. Ainda, a aquisição de qualquer ativo deve fazer sentido dentro do seu planejamento e dos seus objetivos financeiros.

Para encontrar as melhores subscrições de ações ou FIIs, conte sempre com a Genial Investimentos: abra a sua conta gratuita e tenha acesso ao nosso home broker e aos nossos analistas de mercado.

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Publicado por Genial Investimentos

A Genial é a plataforma de investimentos que está democratizando o acesso aos melhores produtos do mercado, de forma simples, ágil e eficiente, através de uma assessoria financeira isenta, transparente e qualificada.

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