Eleições, greve geral dos caminhoneiros, desvalorização do real… o ano de 2018, de fato, não foi fácil. O Brasil tinha tudo para afundar em uma nova crise econômica, com o clima de completa incerteza instaurado nos quatro cantos do País. Mas mesmo com todos esses choques, a economia se manteve estável e com previsão de leve alta.

Apesar de a recuperação se mostrar mais lenta do que se previa, os investidores brasileiros podem, sim, comemorar e esperar no ano que vem um alívio no bolso, em busca de prosperidade, segundo os especialistas da Genial Investimentos. Então, considerando o cenário econômico deixado neste ano, onde investir em 2019? Saiba o contexto da economia para tomar sua decisão e as melhores opções de Renda Fixa e Renda Variável para o ano que vem. Surge a questão: Onde investir em 2019, afinal?

Inflação e taxa de juros a níveis baixíssimos

Com a inflação historicamente baixa e a taxa de juros em queda livre, o ano de 2018 começou com otimismo quanto ao desempenho da economia brasileira. No Boletim Focus do Banco Central, a estimativa média dos analistas era de crescimento de 3,0% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2018. Agora, próximo ao fim do ano, está claro que estas estimativas estavam excessivamente otimistas. A economia brasileira deverá crescer entre 1,0% e 1,5%. No entanto, levando em conta todos os fatores que atingiram o País ao longo do ano, crescer positivamente o PIB já não é um avanço e uma boa perspectiva para 2019?

Segundo o economista da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, a resposta é sim. O Brasil sofreu diversas eventualidades que afetaram um crescimento mais robusto da economia. Mas, de acordo com o especialista, o País conseguiu, mesmo assim, manter em níveis baixos tanto a inflação, que deve ficar perto da meta de 4,5% ao final do ano, quanto a Selic, taxa básica de juros, que atualmente está em 6,5%.

Em outras palavras, considerando a intensidade de eventos como a greve dos caminhoneiros, por exemplo, “o desempenho da economia brasileira foi surpreendentemente bom”, segundo o economista José Márcio Camargo. A tendência é de que, em 2019, os números da economia melhorem por causa do novo governo, que tem a intenção de propor reformas e reduzir o tamanho do Estado para tentar retomar a confiança dos investidores no manejo das contas públicas, diz o economista da Genial.

Onde investir em 2019? Os melhores investimentos

Agora que você tem uma breve noção da situação econômica brasileira, está na hora de saber onde investir em 2019! Sem mais delongas, confira quais as melhores opções de investimento para o ano que vem, segundo especialistas e consultores da Genial Investimentos:

Renda Variável

No contexto atual de juros baixos e com a previsão de manutenção desse cenário, é impossível não mencionar que as ações são uma ótima opção de investimento. De acordo com Filipe Villegas, analista de ações da Genial Investimentos, há, pelo menos, oito papéis para o investidor prestar atenção em 2019. Veja as empresas que devem aparecer com boas oportunidades no ano que vem, segundo o especialista:

BRF (BRF4)

“A liberação da Rússia sobre a retomada de exportações de carne suína brasileira de 9 frigoríficos, a partir de novembro, é bastante positiva para o setor. Além disso, esperamos que a empresa, durante o próximo ano, comece a colher os frutos da gestão de Pedro Parente, ex-presidente da Petrobras”.

Banco Inter (BIDI4)

“Os papéis de companhias de capitalização de mercado menor e com baixos volumes negociados podem se beneficiar, mas esse movimento deve ser mais lento do que os papéis mais negociados, conhecidos como blue chips. As recentes notícias sobre o Banco Inter (fintech), em relação às expectativas envolvendo o setor de tecnologia e o setor bancário, reforçam o potencial de alta para o ativo”.

Itaú Unibanco (ITUB4)

“Temos visão construtiva para os bancos devido à maior probabilidade de ajuste fiscal, após a eleição e redução no custo de capital para todos os bancos. Itaú Unibanco é uma das ações com maior peso no Ibovespa e, portanto, peça chave para o investidor que quer se expor ao risco Brasil. Seus fundamentos sólidos e histórico colocam a ação de um dos maiores bancos da América Latina como as melhores opções hoje para se investir na bolsa brasileira”.

Instituto de Reesseguros do Brasil (IRBR3)

“O IRB deve registrar forte crescimento de lucros nos próximos trimestres, apoiado na cobertura cambial favorável de prêmios e na melhor dinâmica para o crescimento da infraestrutura doméstica no ano que vem”.

Petrobras e Cemig (PETR4 | CMIG4)

“Estatais tendem a se beneficiar com a expectativa de um governo com menor ingerência política e viés pró-mercado. A Petrobras segue com agenda positiva e a Cemig tem impulso extra pela eleição do candidato pró-mercado Romeu Zema, como governador de Minas Gerais”.

Magazine Luiza e Via Varejo (MGLU3 | VVAR3) 

“A perspectiva de um governo comprometido com o ajuste fiscal favorece a retomada econômica e o varejo deve sentir o impacto positivo, bem como o setor de shopping centers. O recente anúncio do Banco Central brasileiro mais dovish, reforçando uma Selic estável em 2019 caso as reformas aconteçam corroboram com a expectativa de um desempenho positivo para essas empresas”.

Usiminas (USIM5)

“Acreditamos que a Usiminas tenha forte desempenho na próxima retomada de ciclo no Brasil, com chance de reajuste de preços para as montadoras. Além disso, deve haver aceleração dos resultados à medida que chega 2019, com preços mais altos e volume ganhando força gradativamente”.

Vale (VALE3)

“Impacto dos maiores prêmios de minério de ferro, que triplicaram ao longo do ano e aceleraram a rápida desalavancagem e retorno de caixa aos acionistas da mineradora. O estímulo renovado da China à infraestrutura, como resposta à guerra comercial contra os Estados Unidos, deve dar um suporte maior aos preços do minério ao longo dos próximos seis a 12 meses. Esperamos que o pagamento de dividendos da empresa acelere de forma significativa ao longo de 2019”.

Renda Fixa

Apesar da Selic em baixa e de investimentos de Renda Fixa, em linhas gerais, renderem um pouco menos, é extremamente importante considerar que até investidores arrojados, que estão dispostos a arriscar mais, devem colocar seus investimentos em títulos conservadores, como os de Renda Fixa. Para quem ainda não tem um perfil de investir em ações ou não se sente confortável com o risco maior, há investimentos que podem tanto garantir uma boa rentabilidade a longo prazo aliado a uma segurança que a Renda Variável não proporciona.

Em primeiro lugar, fuja de vez da caderneta de poupança, que hoje, praticamente, não rende nada por estar com uma taxa de remuneração anual muito próxima à meta da inflação. No mercado de Renda Fixa, é possível encontrar investimentos tão conservadores quanto e com a mesma segurança.  Procure por títulos que são capazes de render mais de 90% do CDI, como garantia de que será uma opção mais rentável do que a poupança, que rende, atualmente, apenas cerca de 70% do CDI.

Se você tem um perfil ultraconservador e quer sair da poupança, prefira títulos emitidos por bancos menores, que  costumam pagar taxas de remuneração acima de 100% do CDI. A recomendação do especialista Matheus Del Bianco, da Mesa de Renda Fixa da Genial Investimentos, é procurar títulos com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), garantia igual à da poupança. São eles: CDBs, LCIs e LCAs. Segundo Del Bianco, se o investidor quiser, de fato, uma alta rentabilidade terá que se arriscar mais com o chamados títulos high yield, que são os investimentos de renda fixa que costumam ter maior risco e, portanto, maiores ganhos. Geralmente, são instituições com uma nota de classificação de risco abaixo da média, o que faz com que esses investimentos tenham que gerar mais ganhos para atrair clientes.

Para os conservadores dispostos a arriscar um pouco mais, o especialista da Genial recomenda os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), isentos de Imposto de Renda (IR) e interessantes em cenários de juros baixos. As debêntures incentivadas, que também não cobram IR, podem ser boas escolhas, pois podem render muito acima da inflação.

Outra ótima alternativa são os títulos públicos, proporcionados pelo Tesouro Direto. Prefira os papéis do governo atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+, que renderá, certamente, muito mais que a inflação, portanto, você não perderá seu poder de compra. Ou seja, seu dinheiro valerá mais que o aumento de preços dos produtos em geral e demais serviços.

A importância das reformas para o seu investimento

As reformas implementadas nos últimos dois anos tiveram efeitos bastante positivos para que a economia brasileira chegasse onde está hoje. Se o novo governo persistir nesta trajetória, em especial, mas não apenas, a reforma da Previdência, e o cenário de eventualidades se acalmar, pode-se esperar um ambiente bastante favorável em 2019, com inflação e juros ainda mais baixos do que os atuais.

Nos últimos doze meses, o país sofreu um conjunto de choques de grande intensidade, externos às primeiras previsões econômicas. Não fossem as reformas já implementadas, o País poderia ter entrado em colapso financeiro e institucional.

onde investir em 2019

Onde investir em 2019?

A taxa de câmbio desvalorizou 29%, o preço da energia elétrica aumentou 20,5%, o do óleo diesel e da gasolina subiram, respectivamente, 12,5%% e 20%, os preços do petróleo no mercado internacional dispararam 30% e uma greve dos caminhoneiros paralisou o país durante 15 dias. No cenário internacional, o Banco Central norte-americano (Fed) começou a aumentar as taxas de juros e os Estados Unidos e a China iniciaram uma guerra comercial, que já começa a causar alta na inflação dos Estados Unidos e desaceleração na China.

Como resultado dessas situações, a economia brasileira sofreu alguns impactos. A taxa de inflação dos preços administrados atingiu 10,38%. No entanto, a inflação dos preços livres se manteve sob controle (2,58%) e a de serviços permaneceu em queda, estando hoje abaixo de 3,0% ao ano.

2019: onde investir?

Considerando esse cenário desafiador, o fato de a economia brasileira ter mantido a trajetória de crescimento, com redução do desemprego e a taxa de inflação sob controle, sem o Banco Central aumentar a taxa de juros, indica uma economia muito mais forte e resiliente do que no passado.

Os elevados níveis de ociosidade e de desemprego ajudam a explicar a manutenção da taxa de inflação sob controle. Mas isto não é tudo. Afinal, em outros episódios similares, como a crise de energia em 2001, a elevada ociosidade não foi suficiente para evitar que esses choques gerassem fortes pressões inflacionárias e queda nas principais atividades econômicas do Brasil. Com todo esse cenário, surge a grande questão comum à maioria de nós: Onde investir em 2019? Como posso acertar nos investimentos?

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5 medidas essenciais para, você, investidor

A avaliação de José Márcio Camargo, economista da Genial Investimentos, é de que este resiliente comportamento da economia está diretamente relacionado aos efeitos de importantes reformas e medidas que foram impostas, principalmente, desde meados de 2016, além da expectativa do mercado de outras reformas e privatizações prometidas pelo novo governo, que assumirá em janeiro. Confira quais são elas:

Dívida Pública

A dívida pública hoje é denominada em reais e não em dólares, o que evita que uma desvalorização cambial se transforme em choque fiscal. Esse fator foi o resultado da política de acumulação de reservas cambiais executada entre 2003 e 2007, quando houve o boom das commodities. O gráfico abaixo mostra o controle da dívida pública do Brasil frente a outros países.

divida publica: onde investir em 2019

Teto de Gastos

A Emenda Constitucional 95, conhecida como a PEC do Teto dos Gastos Públicos, criou o limite para o crescimento do gasto público e diminuiu a incerteza de investidores nacionais e estrangeiros quanto ao comportamento da dívida pública. A tabela abaixo mostra a estimativa da evolução da relação dívida/PIB antes e depois da aprovação da EC 95, supondo uma taxa de crescimento do PIB de 2% ao ano, em média. Sem a emenda, a trajetória da dívida era simplesmente insustentável, como mostra  imagem abaixo.

teto dos gastos

Taxa de Juros

A troca da Taxa de Juros a Longo Prazo (TJLP) pela Taxa de Longo Prazo (TLP) inverteu a relação entre a taxa de juros real dos empréstimos do BNDES e a taxa de inflação, que era negativa para positiva, e transformou o BNDES de inimigo em parceiro do Banco Central no combate à inflação.  

Banco Central

Um Banco Central crível desloca a relação entre desemprego e inflação de serviços para a esquerda, reduzindo a taxa de desemprego necessária para se obter a mesma taxa de inflação.

Terceirização

A aprovação da terceirização está reduzindo os custos de produção e a reforma trabalhista está diminuindo o número e o valor das demandas trabalhistas e o custo do trabalho, além de ter criado opções de ajustes, tais como o banco de horas individual, o contrato intermitente, a demissão negociada, a possibilidade de trabalho em casa. Em suma, um conjunto de opções que, ao gerar incerteza quanto à forma como as empresas vão reagir aos choques, reduziu o poder de repasse dos aumentos de custos para os preços porque deu maior flexibilidade de cortar despesas na questão trabalhista.

Como investir?

Como mostramos, o cenário econômico está favorável e, principalmente, promissor para qualquer tipo de investidor. Investindo seu dinheiro na Genial Investimentos você une o útil ao agradável porque de um lado você tem a assessoria gratuita de especialistas para te ajudar a escolher o melhor investimento, de acordo com seu perfil e o cenário econômico, e, além disso, tem a possibilidade de expandir sua carteira de investimentos, com produtos que vão desde o Tesouro Direto aos contratos de opções de compra e venda de ações na Bolsa de Valores. Aproveite tudo isso em uma plataforma de investimentos digital e intuitiva. Seja Genial também e abra sua conta!   

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