As ações e os fundos imobiliários foram, na média, os investimentos mais rentáveis de 2017. Na renda fixa, títulos públicos prefixados e atrelados à inflação tiveram as maiores valorizações. Já a caderneta de poupança só não se saiu pior que o dólar.

A maior alta do ano ficou por conta do Ibovespa, que fechou 2017 com valorização de 26,86%. Em seguida, o IFIX, índice que mede o desempenho médio dos fundos imobiliários, com alta de 19,41%. E, em terceiro lugar, aparece o título público Tesouro Prefixado com vencimento em 2023, com valorização de 19,13%.

O pódio se explica pela combinação de fatores que marcaram a economia brasileira em 2017: os cortes na taxa básica de juros (Selic) e os primeiros sinais de recuperação econômica.

A inflação baixa e controlada e a fraca atividade econômica possibilitaram os cortes nos juros de forma a estimular o crescimento. A medida tende a baratear o crédito, estimular o investimento das empresas, além de tornar mais fácil para os investimentos de risco render mais que as aplicações de renda fixa conservadora.

As empresas brasileiras mostraram bons resultados durante o ano, e o cenário externo também esteve benéfico para o Brasil. Além disso, as perspectivas de recuperação econômica para 2018 animaram os mercados.

Tudo isso favoreceu os investimentos de risco, como as ações e os fundos imobiliários. Os investimentos em renda fixa prefixada ou atrelada à inflação também tiveram uma boa valorização, pois se beneficiam das perspectivas de queda na taxa de juros.

Já as aplicações de renda fixa conservadora foram as menos rentáveis, pois seus rendimentos são direta ou indiretamente atrelados à Selic. Se a taxa de juros cai, sua rentabilidade também diminui. É o caso dos títulos públicos Tesouro Selic e da caderneta de poupança.

No caso da poupança, os cortes nos juros ativaram o gatilho que muda a regra na remuneração. Quando a Selic é igual ou menor que 8,5% ao ano, aplicações na poupança feitas a partir de 4 de maio de 2012 passam a render 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR), e não mais o 0,5% ao mês mais TR dos depósitos feitos até 3 de maio de 2012.

Quando os juros estão baixos, portanto, a chamada poupança nova rende menos que a poupança antiga. Mas mesmo a poupança antiga teve uma das piores rentabilidades do ano.

Apesar disso, desta vez a poupança não vai perder para a inflação. A expectativa do mercado é de que a inflação oficial (IPCA) termine o ano em 2,78%, bem abaixo da meta de 4,50%. Bom para quem investiu seu dinheiro em 2017.

Veja o ranking completo, com os melhores e piores investimentos de 2017:

Investimento Rendimento (%)
Ibovespa 26,86
IFIX 19,41
Tesouro Prefixado 2023 19,13
Tesouro Prefixado 2021 17,99
Tesouro Prefixado 2019 15,08
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026 13,75
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2020 13,37
Tesouro IPCA+ 2024 13,27
Tesouro IPCA+ 2019 13,15
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2024 12,90
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 12,51
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 12,44
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2023 12,30
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 12,26
Tesouro IPCA+ 2035 12,20
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2021 11,88
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2025 11,81
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2027 11,68
CDI 9,98
Tesouro Selic 2021 9,97
Caderneta de poupança (antiga)* 6,84
Caderneta de poupança (nova)* 6,65
IPCA** 2,78
Dólar PTAX 1,53

(*) Poupança com aniversário no dia 28.
(**) Com base nas expectativas de mercado segundo o Boletim Focus do Banco Central.
Fontes: B3 Banco Central, Cetip e Tesouro Direto.

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