Já falamos aqui no blog sobre dois pré-requisitos para se tornar um investidor: estar livre das dívidas e ter objetivos financeiros claros. Mas… por onde começar? Tem algum objetivo que deveria ser o primeiro? Ou que qualquer pessoa deveria ter? Bem, tem sim.

O primeiro objetivo com que todas as pessoas deveriam se ocupar é a formação de uma reserva de emergência. Você deveria atingi-lo antes de começar a investir para a aposentadoria ou qualquer evento que ocorra dentro de alguns anos.

A reserva de emergência deve ser aplicada em investimentos acessíveis e de baixo risco, isto é, fáceis de resgatar e bastante conservadores.

A caderneta de poupança é uma opção, mas existem alternativas mais rentáveis e com nível de risco similar, menos propensas a perder da inflação.

Um exemplo são os fundos de renda fixa conservadora, desde que suas taxas de administração sejam baixas e que você consiga ter acesso ao dinheiro pouco tempo depois de pedir o resgate – imediatamente ou dentro de poucos dias úteis.

Outras opções são os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e os títulos públicos Tesouro Selic (LFT), negociados pelo Tesouro Direto.

Com exceção da poupança, todos esses investimentos sofrem cobrança de imposto de renda, e em alguns casos, de taxas de administração. Mesmo assim, eles costumam superar a rentabilidade da caderneta, sem que o investidor precise abrir mão de segurança e liquidez.

Reserva de emergência para quê?

A reserva de emergência se destina a cobrir eventos imprevistos ou emergenciais, como a perda do emprego de um dos provedores da família, uma doença grave ou acidente sem cobertura do plano de saúde ou mesmo algo mais mundano, mas importante, como um conserto no carro ou a troca de uma geladeira quebrada.

Em outras palavras, esse colchão de liquidez evita que você contraia dívidas caras em momentos difíceis, em que o gasto, apesar de imprevisto, é inevitável. Também é uma proteção contra crises econômicas, quando o crédito pode ficar bem mais caro.

Lembre-se de que é melhor usar a reserva de emergência quando necessário – assumindo o compromisso de repô-la depois – do que contrair um empréstimo apenas para preservá-la.

Os juros de empréstimos e financiamentos são mais altos que a rentabilidade das aplicações mais conservadoras. Não faz sentido manter o dinheiro rendendo e pagar muito mais numa linha de crédito.

Quanto poupar no colchão de liquidez?

Especialistas em finanças pessoais recomendam que a reserva de emergência corresponda a uma quantia suficiente para o seu sustento (e o de sua família, se for o caso) por seis meses, no mínimo.

Assim, uma família que precise de 10 mil reais por mês para se manter deve ter uma reserva correspondente a 60 mil reais, pelo menos.

Mas em tempos de economia mais difícil, ou no caso de pessoas que têm profissões de recolocação mais difícil em caso de perda de emprego, uma reserva de um ano ou um ano e meio pode ser mais indicada.

Apenas depois de ter a reserva de emergência formada é que você deveria se preocupar com outros objetivos, como uma grande viagem, a reforma da casa, a entrada da casa própria, a compra de um carro ou aposentadoria. Para cada prazo, um perfil de investimento.

Preciso mesmo ter objetivos?

Muita gente quer simplesmente “investir o que sobra” para “fazer o dinheiro render um pouquinho”, sem ter um objetivo claro.

Isso pode ser uma armadilha, pois objetivos não apenas motivam como ajudam você a não cair na tentação do consumo imediatista. Para que guardar se você pode comprar uma bobagem qualquer ou jantar fora num dia de semana, certo?

Dá para separar os investimentos em caixinhas?

Um ano de salários pode parecer muito dinheiro, e é. Você pode tentar separar a sua poupança em diferentes objetivos, poupando simultaneamente para a sua reserva de emergência, desejos de consumo mais imediatos e objetivos de longo prazo.

Só que isso só funciona para quem é muito organizado e não tem dívidas. Do contrário, pode se tornar outra armadilha, a chamada contabilidade mental, que te deixa confortável para contrair dívidas só porque você tem dinheiro investido.

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