Nem todo investimento pode ser resgatado ou vendido a qualquer momento. Dizemos que investimentos assim têm baixa liquidez, isto é, não são rapidamente convertidos em dinheiro.

Existem fundos de investimento cujo resgate pode demorar dias, até meses para ser efetuado. Você pede o resgate das suas cotas hoje e só vai receber o dinheiro dali a vários dias. Há, ainda, fundos que durante algum tempo sequer permitem resgates.

Isso acontece porque sua estratégia de investimento é de longo prazo. Ela demora mais tempo para se concretizar, dar frutos e gerar a rentabilidade buscada pelo fundo.

Há também títulos de renda fixa que não podem ser resgatados antes do vencimento, que pode ocorrer dentro de poucos meses ou em alguns anos.

Esses títulos em geral financiam projetos de longo prazo, como os de infraestrutura, os imobiliários, entre outros.

Para recompensar o investidor que aceita pôr o seu dinheiro em um projeto de prazo longo, esses investimentos tendem a pagar mais do que as aplicações similares com liquidez diária.

Os fundos costumam perseguir rentabilidades superiores à média dos mercados nos quais investem. Eles procuram superar o CDI, a inflação ou um índice de ações, conforme o caso.

Já os títulos de renda fixa procuram pagar rentabilidades maiores que aqueles que têm liquidez diária. Quanto maior o prazo do papel, maior a remuneração.

Portanto, aqui vale a relação risco-retorno: quanto maior o risco de liquidez, maior a rentabilidade esperada.

Vale frisar que no caso de ativos como ações, imóveis e cotas de fundos imobiliários, nem sempre a baixa liquidez se traduz em maior potencial de rentabilidade.

Como esses ativos não permitem resgate, para se desfazer deles o investidor precisa vendê-los a outro investidor interessado.

Assim, a falta de liquidez pode se dever a uma série de outros fatores que reduzam a demanda por aquele ativo, desde a má qualidade do investimento até fatores que não estejam tão relacionados ao ativo em si.

Para quem esses investimentos são indicados

Mas quem pode considerar investir nesses ativos? Quando eles são interessantes?

Investimentos de menor liquidez são interessantes para os investidores que não têm dívidas e já formaram uma reserva de emergência, aplicada em investimentos de baixo risco e alta liquidez.

A reserva de emergência deve ser suficiente para o investidor se manter por um período entre três meses e um ano, dependendo do mercado profissional em que ele atue.

Assim, se ele perder o emprego ou precisar de dinheiro para qualquer emergência, ele tem fácil acesso à sua poupança e não precisa se desfazer às pressas de investimentos de maior risco, o que pode sacrificar a rentabilidade ou, em certos casos, ser inviável.

Apenas após cumprir essas duas etapas – se livrar das dívidas e formar um colchão de liquidez – o investidor deve partir para investimentos de menor liquidez e/ou maior volatilidade.

Para quem já chegou lá, essa diversificação é, inclusive, recomendável. Não faz muito sentido juntar uma verdadeira fortuna em investimentos de curto prazo e liquidez diária se não você não tem perspectivas de usar esse dinheiro tão cedo.

A diversificação é interessante para quem quer fazer o patrimônio crescer e para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria. Além disso, reduz o risco total dos investimentos.

Quem não diversifica está deixando de explorar o verdadeiro potencial da sua poupança na multiplicação do seu patrimônio.

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