O corte recente na taxa básica de juros da economia brasileira, a taxa Selic, pode ser um ótimo momento para os consumidores endividados e inadimplentes. Durante os ciclos de quedas nos juros, os bancos tendem a reduzir suas taxas. Quem contraiu um empréstimo em época de juro alto pode considerar renegociar dívida para tentar pagar um juro menor.

Quem contraiu empréstimos e financiamentos quando a Selic estava acima de 14% ao ano pegou as taxas de juros mais altas da última década no Brasil.

Agora, pode aproveitar a queda para tentar reajustar o valor dos juros ou pelo menos trocar a dívida cara por outra linha mais barata.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) cortou a taxa básica de juros de 6,5% para 6% ao ano.

Há uma correlação direta entre Selic e juros de empréstimos e financiamentos. Isto é, quando a Selic sobe, o custo do crédito também tende a subir, e vice-versa.

Assim, embora a inadimplência permaneça alta, é possível que os juros do crédito para a pessoa física cedam um pouco daqui em diante. A tendência é que a taxa básica de juros continue caindo e, consequentemente, também as taxas dos bancos, ainda que seja de forma mais modesta. A expectativa dos economistas da Genial, acompanhando o mercado, é de uma Selic entre 5,5% e 5% até o fim de 2019.

Por isso, mesmo quem renegociar agora pode tentar renegociar novamente no segundo semestre, para reduzir ainda mais o custo do seu empréstimo, caso ele ainda não tenha sido quitado até lá.

Aprenda a renegociar a sua dívida

A urgência na renegociação de dívidas vale principalmente para quem está inadimplente. A simples renegociação basta para tirar o CPF de quem está com o nome sujo dos cadastros de inadimplência.

Mas mesmo quem está com o pagamento das prestações em dia pode tentar reajustar uma taxa de juros mais baixa.

O juro de um empréstimo ou financiamento já contratado não cai automaticamente só porque a taxa básica de juros foi cortada. A taxa firmada no ato da contração do crédito é mantida até o fim do contrato. Para pagar menos juros, é preciso procurar o banco e fazer uma nova proposta.

É possível ainda pesquisar, na mesma instituição financeira, outras linhas de crédito com taxas menores do que a sua. Isso é especialmente recomendável para quem entrou no cheque especial ou está endividado no cartão de crédito, as duas linhas mais caras do mercado. Empréstimos pessoais e consignados têm juros bem menores.

Ao renegociar um empréstimo ou financiamento a juros menores, ou mesmo migrar a dívida para uma linha mais barata, é preciso pagar IOF novamente. Por isso, é importante verificar se a redução nos juros é suficiente para que a renegociação mantenha a vantagem.

É importante que você tenha feito o dever de casa antes de sentar à mesa de negociação. Quem está inadimplente deve primeiro cuidar das finanças e abrir um espaço no orçamento para a prestação do empréstimo a ser quitado.

Portabilidade de crédito também é uma opção

Outra opção é buscar em outra instituição financeira a mesma linha de crédito, com o mesmo prazo, porém com juros menores. Nesse caso, é possível pedir a portabilidade de crédito, que é isenta de tarifas e de IOF.

Para se certificar de que a portabilidade de crédito vale a pena é aconselhável pedir uma simulação ao banco de destino.

Como a taxa de juros anunciada pelos bancos nem sempre é válida para todos os clientes, com a simulação você consegue descobrir exatamente a taxa máxima.

Também é interessante levar a proposta do outro banco para o seu banco atual para ver se ele a cobre.

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