Se você investe em produtos de renda fixa, isto é, em uma aplicação financeira na qual consegue saber o quanto irá receber ao final da aplicação, já deve ter observado que em relação aos investimentos de renda variável, o rendimento está cada vez menor.

A explicação para este cenário está na queda da taxa básica de juros, a Selic, um indicador que serve como base para estabelecer o percentual de ganho de muitos investimentos de renda fixa. 

Se você quiser manter ativos de renda fixa em sua carteira, porém aceita lidar com um pouco mais de riscos nesta categoria, os Fundos de Investimento de Direito Creditório (FIDCs) são uma boa opção para incluir nas suas aplicações. Neste artigo, vamos explicar como funcionam os FIDCs e por que são interessantes em um momento de juros baixos. Acompanhe!

O que é o FIDC?

Trata-se de um condomínio de recursos que aplica uma parcela acima de 50% do patrimônio líquido em direitos creditórios.

Os direitos creditórios, por sua vez, são recebíveis, como os aluguéis. Ou seja, são créditos que uma pessoa ou empresa tem a receber. Por exemplo: um consumidor compra um produto a prazo por meio do cartão de crédito. Essas parcelas podem ser comercializadas para um FIDC como direito creditório, assim, a empresa que vendeu consegue antecipar o recebimento do valor do produto em troca de uma taxa de desconto que remunera os investidores do fundo.

Uma instituição financeira é responsável por constituir o fundo e realizar o processo de vendas das cotas para captar recursos. As cotas são destinadas, apenas, aos chamados investidores qualificados, que são profissionais certificados ou pessoas com mais de um milhão de reais em aplicações financeiras.

Por que os FIDCs valem a pena com juros baixos?

Um FIDC pode render 120% da taxa CDI (ou taxa DI), que é um percentual interessante perto do que oferecem os tradicionais investimentos de renda fixa. Como o CDI é uma taxa de referência, ou seja, o mínimo que uma instituição espera de rendimento, um ganho bem acima dos 100% é realmente um diferencial – o  CDI (ou simplesmente DI) é uma taxa de juros que acompanha a Selic (atualmente em 5,5% ao ano).

“Com a queda dos juros, as pessoas buscam mais rentabilidade para suas carteiras e o FIDC traz a pulverização do risco de crédito, ou seja, não ter a concentração em um crédito só”, aponta Fábio Fabietti, diretor comercial da More Invest, uma das gestoras de fundos oferecidos pela Genial Investimentos

Essa pulverização a que o diretor comercial da More Invest se refere é o que se chamada de diversificação do patrimônio. Quando um fundo adquire um direito creditório, ele não o compra somente de uma empresa, mas de várias companhias e, possivelmente, de negócios de diferentes setores, como indústria, varejo, instituições financeiras, entre outros. Isso diminui sensivelmente o risco de que um “default”  – não ocorrência do pagamento do título, um calote – afete todo o patrimônio do fundo.

Desta forma, principalmente em um cenário como o atual de juros baixos e recuperação ainda lenta da economia nacional, o FIDC se destaca como boa opção para o investidor que deseja diversificar os investimentos.

Características dos FDICs

É importante conhecer as principais características antes de virar um cotista deste produto financeiro. 

Os FIDCS possuem dois diferentes tipos de cotas que levam em consideração dois fatores: risco e rentabilidade. As cotas seniores são aquelas que oferecem menor risco e rentabilidade. Essa cota é prioritária no recebimento do valor do resgate ou de amortização. 

A segunda cota é a subordinada, que, como o nome sugere, subordina-se às seniores no resgate e na amortização. Isto é, os detentores desse tipo de cota recebem seus rendimentos após os cotistas seniores, de modo a absorver o risco de inadimplência do fundo. Porém, como contrapartida, obtêm retornos maiores do que as cotas seniores. É mais comum que as cotas subordinadas fiquem com os estruturadores e gestores do fundo, não sendo distribuídas aos demais investidores.

 Além disso, existem dois tipos de fundos: o aberto que, a princípio, não há data para encerramento e são aceitas aplicações e resgates a qualquer momento; e o fundo fechado, que não aceita aplicações ou retiradas após o término do período de captação. Neste caso, o resgate só ocorre ao final do prazo de duração do FIDC ou em uma eventual liquidação do fundo.

De qualquer forma, esses fundos recebem notas (ratings) pelas agências de classificação de risco. Por isso, antes de optar por qual fundo investir, é importante saber qual rating o FIDC possui, assim como conhecer bem o gestor desse fundo.

E aí? Chegou a hora de começar a investir! Abra a sua conta na Genial e você verá a transformação na sua vida financeira, inclusive há ótimas opções em renda fixa. Aproveite agora!

abra sua conta

Publicado por Genial

A Genial é a plataforma de investimentos que está democratizando o acesso aos melhores produtos do mercado, de forma simples, ágil e eficiente, através de uma assessoria financeira isenta, transparente e qualificada.

Contentários

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *