• Em abril o setor de serviços variou -11,7% mom na comparação com março, (mediada das expectativas era -16% mom, Broadcast). Foi o pior resultado desde o início da série histórica (janeiro de 2011). Na comparação interanual a variação foi de -17,2 % yoy.
  • A queda no volume de serviços prestados ocorreu em todas as cinco atividades investigadas. Como já tinha ocorrido em março, em abril o destaque negativo foi a atividade Serviços Prestados às Famílias (-41% mom). As atividades turísticas, que fazem parte dos serviços prestado às famílias, apresentaram retração de 54,6% mom em abril.
  • Indicadores antecedentes relativos ao mês de maio e junho apontam ligeira melhora em relação a abril, mas com um volume de serviços ainda bem abaixo do nível apresentado no primeiro bimestre.
  • Para o mês de maio, projetamos queda 10% yoy no volume de serviços prestados.
PMS - Volume, MoM
Variação Mensal por Atividade Econômica
Volume, YoY
Volume de Serviços

Evolução Recente

O destaque negativo novamente foi a atividade de serviços prestados às famílias (-44,1 mom e -65,2% yoy). Essa atividade é composta majoritariamente por restaurantes e hotéis. Como são considerados serviços não-essenciais pelas políticas de isolamento social, a atividade foi a mais impactada. O segundo destaque negativo foi a atividade de transportes e armazenagem (-17% mom e -21% yoy), fortemente impactada pela forte queda de atividade no setor aéreo (-73,8% mom e -77,2% yoy).

Indicadores antecedentes relativos ao mês de maio apontam ligeira melhora em relação a abril, mas com um volume de serviços ainda bem abaixo do nível apresentado no primeiro bimestre.

O Indicador de Confiança no setor de Serviços (FGV) cresceu em maio e na prévia de junho. Contudo a recuperação foi puxada pelas expectativas para os próximos meses enquanto o índice de da situação atual continua bastante deprimido. Dados de faturamento de empresas apontam crescimento na comparação mensal, mas ainda em níveis bem abaixo do período anterior ao surto de Covid-19.

O PMI (IHS Markit) do setor de serviços (índice de atividade dos gerentes de compras) subiu de 24,4 em abril para 27,6 em maio, mas ainda rodando mais de 20 pontos abaixo do nível neutro. A pesquisa apontou mais perda de empregos motivadas por corte de custos.

Para maio, projetamos queda 10% yoy no volume de serviços prestados. Os dados antecedentes indicam que em maio e junho teremos um volume de serviços melhor do que o observado em abril (o que implicará em um crescimento na comparação mensal), porém bem abaixo do nível do primeiro bimestre (implicando em queda na comparação interanual).

No geral, os indicadores antecedentes dos setores de serviços e comércio sinalizam para uma melhora da atividade a partir de maio. Com a flexibilização das políticas de isolamento (supondo ausência de nova onda de contaminação) abril será o mês que apresentará maior impacto do surto.

Equipe Macro

José Márcio Camargo
Tiago Tristão
Eduardo Ferman

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Publicado por Tiago Tristão

Doutor em economia pela PUC-RJ é analista de atividade econômica na Genial Investimentos.

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