• Em janeiro o setor de serviços variou 0,6% mom (mediada das expectativas de 0,35% mom, Broadcast), e apresentou variação de 1,8% yoy na comparação interanual. O resultado positivo encerrou dois meses de queda na variação mensal.
  • A expansão de 0.6% mom no volume de serviços prestados foi acompanhada por quatro das cinco atividades investigadas. O destaque negativo foi o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2.8%), puxado principalmente pelo segmento de Transporte terrestre (4,0%).
  • Apesar do resultado positivo de janeiro, o volume de vendas deve ser severamente atingido pelos efeitos nocivos do coronavírus a partir de março. Para 2020, esperamos queda no volume de serviços entre 4%-8%. Com recuo mais significativo nos Serviços prestados às famílias.
PMS - Volume, MoM
Crescimento por Atividade Econômica, MoM
Volume, YoY
Volume de Serviços

Evolução Recente

O mês de janeiro apresentou recuperação no volume de serviços prestados. O destaque positivo foi o setor de transporte (segundo maior peso entre os cinco setores pesquisado) que avançou 4% em janeiro em relação a dezembro, impulsionado pelos transportes ferroviários e rodoviários de carga (são inseridos no transporte terrestre).

A política pública de confinamento em combate ao coronavírus deverá impactar negativamente o setor de serviços de forma significativa. Ainda sem dados agregados para o Brasil relativos a março, as prévas dos Purchasing Managers index (PMIs) da Zona do Euro e dos EUA apresentaram forte retração em março. Na Zona do Euro, o PMI de serviços recuou de 52.6 em fevereiro para 28.4 na primeira quinzena de março, nível mais baixo desde julho de 1998. Uma queda de mais de 24 pontos. A queda foi mais forte nos serviços relacionados à demanda por turismo e restaurantes, mas os indicadores de emprego do setor também recuaram de maneira significativa.

Nos EUA a prévia do PMI se serviços recuou de 49.4 em fevereiro para 39.1 na primeira quinzena de março. A queda de 10.3 pontos foi menor do que a observada na Europa, mas ainda assim foi bastante intensa. Além disso, a Europa está passando por um estágio mais avançado da curva de contaminação do coronavírus, que por sua vez, tem maior impacto na economia. Para o Brasil, esperamos uma queda forte na prestação de serviços na segunda quinzena de março, se propagando ao longo de abril. Entendemos que a curva de contaminação de coronavírus no Brasil vai seguir a média da Europa, portanto, devemos ter queda forte no volume de serviços pelo menos até o fim de abril, com recuperação a partir de maio. Sob esse cenário, para 2020, esperamos queda no volume de serviços entre 4%-8%. Com recuo mais significativo nos Serviços prestados às famílias.

Equipe Macro

José Márcio Camargo
Tiago Tristão
Eduardo Ferman

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Publicado por Tiago Tristão

Doutor em economia pela PUC-RJ é analista de atividade econômica na Genial Investimentos.

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