Foi suado, mas deu certo. O Ibovespa, enfim, conseguiu fechar acima dos 100 mil pontos, atingindo sua máxima histórica. O pregão desta quarta-feira foi marcado pela alta de 0,90%, puxada pelo bom momento que vive a economia dos Estados Unidos, com possível corte nos juros segundo a política monetária, e também pelo cenário político brasileiro, que tende cada vez mais pela aprovação da reforma da Previdência. O índice da Bolsa brasileira acumula mais de 14% de alta neste ano.

Hoje, houve uma indicação de que o projeto da reforma da Previdência pode ser votado em breve na comissão especial, o que o mercado vê com bons olhos já que, assim, seria possível uma votação da matéria na Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar, em meados de julho. Em março, o Ibovespa chegou a atingir os 100 mil pontos, mas o fechamento se manteve abaixo da marca.

Taxa Selic se mantém

Pela décima vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a decisão de hoje (19), a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

Em comunicado, o Copom informou que está monitorando a economia brasileira. A nota diz que o Banco Central só deve voltar a reduzir os juros após o avanço ou a aprovação de reformas que reduzam os gastos públicos, como a da Previdência.

(Com Agência Brasil)

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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