Os títulos públicos federais são considerados os investimentos mais conservadores da nossa economia. E, dentre eles, o Tesouro Selic (LFT) é considerado o de menor risco. Mas será que é realmente impossível perder dinheiro em um título desses?

Todos os títulos públicos federais têm garantia do governo. Isso faz com que seu risco de calote seja menor até que o da caderneta de poupança.

Sua liquidez também é diária, uma vez que o investidor que deseja reaver o dinheiro investido pode vender seu título de volta ao Tesouro a qualquer momento.

Além disso, se o investidor ficar com o papel até o vencimento, ele sabe que vai receber exatamente a rentabilidade contratada.

No caso do Tesouro Selic (LFT), essa remuneração é a variação da taxa básica de juros do período, a Selic. Mas há também títulos que pagam uma taxa prefixada, acordada no ato do investimento, e outros que pagam uma taxa prefixada mais a variação da inflação.

Conheça todos os tipos de títulos públicos negociados no Tesouro Direto.

Para quem leva o título até o vencimento, portanto, é grande a previsibilidade da remuneração.

Mesmo quando o papel é atrelado à Selic ou à inflação – cujas variações até uma data futura são impossíveis de precisar –, o investidor pode, ao menos, ficar tranquilo de que seu dinheiro permanecerá indexado a um desses indicadores.

Como você pode ver, todos os títulos têm um nível de segurança e previsibilidade elevados. Mas há um elemento importante no qual os três tipos diferem bastante: a volatilidade, isto é, a oscilação dos preços.

Preços do Tesouro Selic (LFT) praticamente só sobem

Caso o investidor precise vender o título de volta para o governo antes do vencimento, é bem possível que ele não consiga a rentabilidade contratada.

Isso porque os títulos são sempre negociados a preço de mercado. Este varia diariamente conforme as expectativas para a taxa Selic, a inflação e o desempenho econômico do país.

Assim, se o preço cair em relação ao preço pago pelo investidor na compra, ele pode efetivamente perder dinheiro.

Esse fenômeno, conhecido como marcação a mercado, ocorre com todos os títulos públicos, porém em intensidades diferentes.

De maneira geral, os preços dos títulos de prazo mais longo oscilam mais que os preços dos papéis de prazo mais curto. A razão é que é bem mais difícil prever o que vai ocorrer em um futuro distante.

Além disso, os prefixados e atrelados à inflação são bem mais voláteis que o Tesouro Selic (LFT). É muito mais fácil eles terem rendimento negativo num dado período de tempo do que o Tesouro Selic, cujos preços praticamente só variam para cima.

É por isso que o Tesouro Selic é considerado ainda mais seguro do que os prefixados e atrelados à inflação, um conservador entre os conservadores. Além do baixo risco de calote e de liquidez, o investidor ainda pode vender o papel a qualquer momento sem risco de perdas.

Com todas essas vantagens, o Tesouro Selic é considerado um ótimo substituto para a caderneta de poupança. Além de seguro, é acessível ao pequeno investidor e mais rentável que a poupança, mesmo com a cobrança de imposto de renda.

Perdas se dariam em situações improváveis

OK, mas isso quer dizer que é realmente impossível perder dinheiro com esses papéis?

Bem, praticamente, sim.

Praticamente porque há duas situações, bem improváveis, em que seria possível ter pequenas perdas com esses títulos.

A primeira tem a ver com a diferença (spread) entre o preço de compra e o preço de venda de um título público.

Os preços de venda costumam ser menores que os preços de compra no mesmo dia. Então, se você comprar e vender um Tesouro Selic (LFT) no mesmo dia, terá uma pequena perda em função desse spread.

tesouro direto

Preços podem sofrer ágio ou deságio

A segunda tem a ver com os ágios e deságios nos preços do Tesouro Selic (LFT). Se você acessar o site do Tesouro Direto para ver quanto os títulos estão pagando, provavelmente verá associada ao Tesouro Selic uma taxa de 0,00%.

Isso não quer dizer que a rentabilidade do título seja zero. Como já vimos, o Tesouro Selic paga a variação da taxa básica de juros até o vencimento. Essa taxa de 0,00% significa simplesmente que o título está sendo negociado sem qualquer ágio ou deságio.

Porém, às vezes a taxa será negativa, significando que o título está sendo negociado com ágio; em outras, será positiva, o que significa que o papel está sendo negociado com deságio.

Por exemplo, se a taxa for negativa em 0,02% (ágio), o investidor receberá, no vencimento, a taxa Selic menos 0,02%. Caso a taxa seja positiva em 0,01% (deságio), o investidor receberá, no vencimento, a taxa Selic mais 0,01%.

Já se a taxa estiver zerada, a rentabilidade será exatamente a Selic do prazo do investimento.

Os ágios e deságios nos preços do Tesouro Selic são praticados pelo governo. Sua finalidade é trazer a taxa Selic do mercado para a meta estabelecida pelo Banco Central.

Se o investidor comprar um título e o vender em seguida exatamente na hora em que o governo estabelece um ágio ou deságio, ele poderia ter uma pequena perda.

Como você pode ver, ambas as hipóteses relacionam-se a transações de curtíssimo prazo e que fariam pouco sentido financeiramente, até porque há custos de transação. Não valeria a pena.

Na maior parte das vezes, as operações que os investidores comuns fazem com Tesouro Selic não geram rendimento negativo, caminhando ao sabor da taxa básica de juros.

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