O sistema do Tesouro Direto, programa do Governo Federal que disponibiliza os títulos públicos para os cidadãos investirem e render seu dinheiro, é um dos grandes protagonistas entre as categorias de Renda Fixa, investimentos em que já é possível ter uma prévia da rentabilidade. Além de serem considerados as aplicações mais seguras do mercado brasileiro, os títulos públicos também são opções rentáveis em relação a outros investimentos como CDBs, LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e LCs. Não se preocupe, agora você não precisa saber a fundo o que são essas sopas de letrinhas. Basicamente, são outras alternativas do mercado de Renda Fixa. Mas se você ainda quer saber quanto rendem os títulos do Tesouro Direto ao ano, veja abaixo a lista disponibilizada no site do programa. Em seguida, vamos explicar como funciona cada um!

Os títulos do Tesouro Direto podem ser divididos em três conjuntos de títulos públicos, cada um com sua particularidade de rentabilização. Você verá que é fácil distinguir os investimentos, mesmo encontrando diversas variações. Essa variedade é típica do Tesouro Direto, visando atender a todo tipo de investidor.

Prefixados

São os títulos públicos que oferecem o que podemos chamar de rentabilidade prefixada. Em outras palavras, ao investir nesse tipo, você já saberá no ato qual será a taxa de rentabilidade e o quanto seu dinheiro irá crescer no período de tempo estabelecido até o vencimento. Geralmente, a porcentagem desse título público vem informada. Hoje, os disponíveis são com rentabilidades ao ano de 6,3%, 7,2%  e 7,6%.

Tesouro Prefixado (LTN): Indicado para quem não necessita complementar a renda de imediato e pode deixar o dinheiro rendendo. O pagamento é feito de uma só vez assim que o vencimento chegar ou o título for vendido antecipadamente.

Caso o investidor queira vender antes do prazo final, o Tesouro pagará a rentabilidade conforme o valor de mercado na data vigente, e não baseado na rentabilidade contratada. Portanto, você pode perder dinheiro caso opte por isso É por esse motivo que sempre se recomenda deixar a aplicação até o final para não ter riscos.

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F):  Se você prefere utilizar os rendimentos para complementar sua renda, sem ter que deixar o dinheiro aplicado por muito tempo, a opção de juros semestrais pode ser vantajosa. Ela garante pagamento semestral e antecipado da rentabilidade contratada no início. Claro que há dois pontos a serem levados em consideração.

Se comparada a uma aplicação que ficará até o vencimento, a rentabilidade recebida a cada semestre é menor, porque o montante total também é muito menor. E, além disso, o Imposto de Renda é cobrado em cima de cada resgate semestral, o que reduz ainda mais a quantia, principalmente, nos primeiros semestres, porque a cobrança de IR é de 22,5% em até 180 dias e passa a ter sua menor taxa a partir de 720 dias.

Pós-fixado

Tesouro Selic (LFT): É o título em que você sabe que a aplicação renderá, durante o período contratado, exatamente a variação acumulada da taxa de juros básica e referencial da economia, a Selic. Esse investimento é indicado para quem está começando por ser o mais conservador da plataforma do Tesouro Direto.

O Tesouro Selic não perde seu valor caso você precise resgatar antes do vencimento, por isso, seus riscos são praticamente nulos. Pode ser um bom investimento para reservas emergenciais. Atualmente, o Tesouro Direto tem disponível o Tesouro Selic com vencimento em 2025, que rende a variação da Taxa Selic (hoje 6,5% ao ano).

Híbridos

A característica mais marcante dos títulos híbridos é que eles mesclam as rentabilidades prefixadas, com taxas pré-definidas no ato do investimento, e pós-fixadas, dependendo da variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), a inflação oficial do Brasil. Até mesmo em épocas de crise inflacionária, você estará ganhando, o que é uma grande vantagem.

Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): Investimento indicado para quem tem objetivos claros para o longo prazo, como renda extra para aposentadoria, compra de um imóvel ou estudos dos filhos. Ele funciona com uma taxa prefixada e o cliente também recebe o acréscimo da variação acumulada da inflação durante o período contratado. Ou seja, esse investimento jamais poderá ser menor que a inflação, portanto, você nunca perderá poder de compra. Atualmente, há três vencimentos: 2024 (IPCA +3,2%), 2035 (IPCA + 3,7%) e 2045 (IPCA + 3,7%). Mas o que isso significa na prática? Vamos pegar o exemplo do ano passado. O Tesouro IPCA + 2024 rendeu no ano passado o IPCA acumulado de 2018, que foi de 3,75% + 3,20%. Ou seja, rendeu quase 7% ao ano.

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B): Assim como os prefixados, os híbridos também têm a possibilidade de resgate do rendimento a cada semestre. São indicados para quem pensa no longo prazo, mas precisa de renda durante o período do investimento. Os semestrais estão com a seguinte relação vencimentos/rentabilidades: 2026 (IPCA + 3,2%), 2035 (IPCA + 3,6%) e 2050 (IPCA + 3,8%).

Entendeu quais são os tipos do Tesouro Direto e seus respectivos rendimentos. Então, passe a investir para ver o seu dinheiro crescer. Abra sua conta na Genial Investimentos agora!

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Leonardo Pinto

Leonardo Pinto

Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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