• O volume de vendas do comércio varejista recuou 2,5% mom na passagem de fevereiro para março (acima da mediana de -4,7% das projeções – Broadcast). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior o volume de vendas apresentou queda de 1,2% yoy.
  • Houve queda em seis das oito atividades pesquisadas. As atividades consideradas essenciais apresentaram crescimento no volume de vendas: 1) atividade de hipermercados e supermercados cresceu 14,6% mom; e 2) artigos farmacêuticos cresceu 1,3% mom. O setor de hiper e supermercados evitou uma queda mais intensa do varejo dado seu peso no índice, o setor corresponde a cerca de 50% do volume total de vendas no varejo restrito.
  • O volume de vendas no varejo ampliado (inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção) recuou 13,7% mom frente a fevereiro. Na comparação interanual, o recuou foi de 6,3%.
  • Mesmo com o recuo em março, no primeiro trimestre de 2020 o comércio varejista apresentou crescimento de 1,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Já o varejo ampliado se manteve estável na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o varejo restrito cresce 1,6% enquanto o ampliado permanece estável.
  • Com os dados antecedentes divulgados até o momento, projetamos um recuo de 14% no volume de vendas de abril na comparação interanual.
Vendas no varejo, MoM
Venda no Varejo, YoY
Vendas no Varejo Ampliado, YoY
Vendas no varejo - Bens Duráveis, YoY
Venda no Varejo Sazonalmente Ajustado

Evolução Recente

A forte queda no volume de vendas do varejo ampliado já era esperada. O conceito abrange atividades que não são consideradas essenciais e, portanto, acaba sofrendo mais com as políticas de isolamento social do que o índice no conceito restrito (que inclui supermercados e farmácias).

A venda de veículos e autopeças recuou 36,4% frente a fevereiro e 21% frente a março de 2019. É um recuo expressivo nas vendas dessa atividade que em 2019 apresentaram crescimento interanual médio de 10,3%. O setor de veículos e autopeças tem sido impactado negativamente pela queda das exportações, mas desde o ano passado, a demanda doméstica vinha puxando o volume de vendas. O surto de Covid-19 coloca uma pausa nessa trajetória de recuperação.

Na mesma linha, o conceito mais amplo de bens duráveis recuou 30% frente a fevereiro e 17% em relação a maço de 2019. Contudo, essa atividade tende a ter um repique no terceiro trimestre com o fim das políticas de isolamento social na medida que a queda na massa de rendimentos não apresente forte persistência.

Equipe Macro

José Márcio Camargo
Tiago Tristão
Eduardo Ferman

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Publicado por Tiago Tristão

Doutor em economia pela PUC-RJ é analista de atividade econômica na Genial Investimentos.

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