Investir em ações vai além do lucro com a eventual valorização dos ativos — a prática envolve a possibilidade de receber benefícios. Entre eles, destacam-se as bonificações de ações, que podem desempenhar um papel importante na estratégia de investimento em empresas.
Por essa razão, compreender o que são as bonificações e como elas funcionam é fundamental para aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelo mercado acionário. Ademais, essa é uma forma de tomar decisões mais bem informadas e estratégicas.
Você quer entender o que são e como funcionam as bonificações de ações? Acompanhe este post e esclareça o assunto!
O que são ações e como elas funcionam?
As ações representam a menor parcela do capital social de uma empresa. Assim, quando o investidor compra um papel, ele adquire uma pequena parte do negócio e se torna um acionista. Isso significa que ele passa a ter direito a uma parte dos eventuais lucros da companhia.
Mais um ponto é que o sócio compartilha os prejuízos que a empresa possa ter. Dessa maneira, as ações são classificadas como investimentos de renda variável. Afinal, o retorno sobre o investimento não é garantido e pode variar, tanto positivamente quanto negativamente.
Vale destacar que, diferentemente dos investimentos de renda fixa — em que os retornos são previsíveis e garantidos —, a renda variável oferece potencial para ganhos maiores. Isso se deve ao fato de ela apresentar um nível maior de risco.
A seguir, confira mais detalhes sobre as ações!
Tipos de ações
Em relação aos tipos, existem duas principais classificações de ações: as ordinárias (ON) e as preferenciais (PN). As primeiras podem conferir ao acionista o direito de votar nas assembleias gerais da empresa e participar das decisões importantes, de forma proporcional à quantidade de papéis em carteira.
Por outro lado, as ações preferenciais geralmente não conferem direito a voto nas assembleias da empresa — exceto em ocasiões específicas. No entanto, elas oferecem prioridade no recebimento de dividendos e, em caso de liquidação da empresa, no reembolso do capital investido.
Remuneração
No que se refere às possibilidades de ganhos, os investidores podem lucrar de duas principais formas: pela valorização do papel e pelo recebimento de proventos. A primeira ocorre quando o valor da ação aumenta em relação ao preço de compra.
Desse modo, o investidor pode vender os papéis a fim de obter lucro. Por exemplo, se uma ação é comprada por R$ 10 e depois vendida a R$ 15, o lucro bruto será de R$ 5 por papel.
Já os proventos são benefícios que os investidores recebem ao investir em determinadas alternativas, como ações e alguns fundos de investimento. Na modalidade de dividendos, por exemplo, eles são pagos em dinheiro diretamente na conta do investidor.
Quando os dividendos são distribuídos regularmente, eles podem ser uma fonte constante de renda passiva para os acionistas. Por essa razão, eles são muito procurados por investidores que têm em sua estratégia o foco em viver de renda.
O que são bonificações de ações?
Agora que você já sabe o que são as ações e como elas funcionam, é o momento de entender sobre as bonificações. Elas são um dos tipos de proventos, e se referem à distribuição de novas ações das empresas aos seus acionistas, gratuitamente.
Diferentemente dos dividendos, que são obrigatórios por lei, a bonificação de ações é uma decisão voluntária da companhia.
Como elas funcionam?
Além de saber o que são bonificações de ações, vale a pena entender como elas funcionam na prática. Para começar, saiba que a distribuição de novos papéis é realizada de forma proporcional ao capital investido por cada acionista.
Isso significa que, quanto maior a participação do investidor na companhia, maior é o número de papéis que ele tem a receber em uma bonificação. Geralmente, a distribuição é realizada em uma porcentagem sobre o número de ações do acionista.
Esse processo começa com uma deliberação em assembleia-geral, da qual os acionistas com ações ordinárias participam das decisões, como visto. De modo geral, a bonificação é baseada em uma reserva de capital ou lucros retidos que a empresa deseja distribuir entre os acionistas.
O cenário pode ocorrer quando o negócio tem um montante reservado, mas passa por boa estabilidade financeira, sem um motivo para guardar esse capital. Então ela pode decidir incorporar essas reservas ao capital social, aumentando a base acionária, e distribuir as ações aos investidores.
A partir disso, a empresa emite um comunicado oficial — conhecido como fato relevante —, para informar o mercado sobre a bonificação. Esse anúncio também estabelece uma data com — o dia limite para os investidores comprarem ações e terem direito à bonificação.
Após essa data, as ações começam a ser negociadas ex-bonificação, ou seja, sem o direito à distribuição para novas ações. Na data de distribuição, a empresa emite os novos papéis aos acionistas, proporcionalmente à quantidade de ações que cada um possui.
O que são bonificações fracionadas?
Você viu que a distribuição costuma ser realizada em um percentual sobre o número de papéis de um investidor. Nesse caso, os acionistas podem se deparar com o fracionamento das suas participações.
Esse cenário ocorre quando o número atual de ações detidas pelo investidor não é um múltiplo exato da proporção da bonificação. Para ilustrar, suponha que um investidor possui 50 ações de uma empresa, e o provento anunciado é de 10%.
Dessa forma, ele receberá 10% a mais, totalizando 55 ações após o procedimento. Nesse caso, não há necessidade de fracionamento, pois o número de papéis é um múltiplo inteiro da bonificação.
No entanto, se o investidor possui 55 ações antes da bonificação, o aumento de 10% implicaria em receber 5,5 adicionais. Como não é possível emitir meio papel, o investidor receberá 5 ações.
Nessa situação, as frações de ações restantes, que são chamadas de ações residuais, serão consolidadas e leiloadas no mercado. O valor arrecadado com esse leilão é distribuído em forma de dinheiro aos acionistas que receberam um aumento inferior à proporção da bonificação.
No exemplo mencionado, o investidor receberá 5 ações da empresa e, posteriormente, será compensado pelo valor correspondente à fração vendida no leilão. Com isso, ele garante uma compensação proporcional ao aumento do capital investido na empresa.
Por que as empresas distribuem esse benefício?
Ao entender mais sobre as bonificações de ações, você pode se perguntar por que as empresas distribuem esse benefício, não é mesmo? Na prática, existem diversas razões pelas quais uma companhia opta por pagar esse tipo de provento.
A seguir, confira os principais motivos para as bonificações de ações!
Beneficiar os acionistas
A distribuição de bonificações de ações permite que as empresas recompensem seus investidores. Afinal, elas aumentam diretamente a participação dos acionistas no negócio, sendo especialmente atraentes para sócios que desejam reinvestir seus ganhos na própria companhia.
Sinalização de saúde financeira
Quando uma empresa decide distribuir novas ações aos acionistas, ela oferece ao mercado um panorama sobre sua boa saúde financeira e perspectivas futuras. Isso pode ser interpretado pelos investidores como uma sinalização de que o negócio gera lucros e tem estabilidade financeira.
Aumentar a base de acionistas
Ao distribuir novas ações como bonificação entre os acionistas existentes, as empresas podem atrair novos investidores. Isso costuma resultar em uma base acionária mais diversificada, o que tende a ser benéfico para a estabilidade e a governança corporativa da companhia.
Além disso, uma quantidade maior de acionistas oferece a chance de melhorar a liquidez das ações no mercado, já que ela sinaliza um bom negócio — despertando o interesse de novos investidores.
Uso eficiente de reservas de lucro
Ao utilizar suas reservas de lucro para emitir novas ações como bonificação, as empresas podem otimizar o uso de seus recursos financeiros. Essa medida permite que as companhias reinvistam os ganhos acumulados de forma produtiva.
Ou seja, elas têm a oportunidade de financiar projetos de expansão, pesquisa e desenvolvimento, ou outras iniciativas estratégicas que contribuem para o crescimento sustentável do negócio.
Incentivo ao investimento de longo prazo
A bonificação de ações pode ser vista como um incentivo para os acionistas manterem suas posições a longo prazo. Ao receberem ações adicionais gratuitamente, os investidores podem se sentir motivados a permanecerem com suas participações na empresa pensando em novas distribuições de dividendos e outros proventos, por exemplo.
Essa estratégia pode reduzir a volatilidade no mercado acionário e tem chances de promover uma base de acionistas mais estável e comprometida com o sucesso do negócio.
Quais são as vantagens das bonificações de ações para o investidor?
Você entendeu por que as empresas costumam distribuir as bonificações de ações para seus acionistas, certo? Também vale a pena compreender as vantagens desse tipo de provento para o investidor.
Na sequência, descubra os principais benefícios da bonificação de ações!
Aumento do número de ações sem custo adicional
Uma das principais vantagens para os investidores é o fato de eles receberem novas ações sem precisar investir capital adicional. Após a bonificação, os acionistas terão mais papéis em sua carteira, sem a necessidade de desembolsar dinheiro para isso.
Aumento potencial de proventos
Com mais ações em mãos após uma bonificação, os investidores têm a oportunidade de aumentar o valor total dos proventos que recebem. Como a distribuição, muitas vezes, é proporcional ao número de ações detidas, ter mais papéis significa potencialmente receber mais benefícios no futuro.
Valorização potencial das ações
O preço das ações tende a cair inicialmente, tendo em vista que aconteceu uma diluição de participação. No entanto, no longo prazo, caso a empresa tenha bons fundamentos e apresente um desempenho positivo, o cenário pode levar a uma valorização dos ativos.
Potencial de aumento na liquidez
A distribuição de bonificações pode chamar a atenção do mercado para o potencial de remuneração da empresa. O resultado dessa dinâmica costuma ser o maior interesse de investidores institucionais e individuais, o que pode aumentar a liquidez das ações e o volume de negociações no mercado.
O que fazer com as bonificações de ações?
Se você tem ações e a empresa anunciou a bonificação, é possível surgir a dúvida sobre o que fazer com esse provento. Na prática, o investidor não precisa tomar nenhuma atitude específica para receber os novos papéis.
O processo é automático e coordenado pela bolsa de valores, garantindo que as bonificações sejam distribuídas de forma igualitária entre os acionistas. Após a data estabelecida para a bonificação, os novos papéis são creditados diretamente na conta do investidor.
Uma vez que o acionista recebe as bonificações, ele tem alternativa para decidir sobre como utilizá-las. Para começar, o investidor pode optar por manter as novas ações em sua carteira de investimentos.
Outra possibilidade é vender os novos papéis no mercado secundário em momentos considerados oportunos. Dependendo das condições da transação, há chances de realizar lucros imediatos ou aproveitar o cenário para fazer ajustes na composição do portfólio de investimentos.
Quais são os outros tipos de proventos?
Você entendeu que existem outros tipos de proventos, não é mesmo? Como eles fazem parte do investimento em ações, vale a pena conhecer as outras modalidades desses benefícios.
Saiba mais sobre os demais tipos de proventos!
Dividendos
Os dividendos são uma das formas mais tradicionais e frequentes de distribuição de lucros pelas empresas aos acionistas. Eles constituem pagamentos em dinheiro que refletem a parcela dos ganhos da companhia destinada aos seus investidores.
O montante distribuído como dividendos pode variar anualmente, já que não há legislação que determine o percentual mínimo de pagamento. Mas, para isso, a empresa deve ter em seu estatuto o cálculo que será utilizado para a distribuição.
Quando o estatuto não especifica a política de distribuição de dividendos, a assembleia-geral ganha o poder de deliberar sobre o assunto. Se a assembleia decidir não estabelecer um percentual, automaticamente, é aplicado o mínimo de 25% sobre o lucro líquido ajustado, como determina a legislação.
Também é importante destacar que os dividendos são isentos de Imposto de Renda (IR). Essa regra vale para pessoas físicas no Brasil, e ocorre porque a contribuição já é recolhida antes da distribuição.
Juros sobre capital próprio
Os juros sobre capital próprio (JCP) representam outra forma de remunerar os acionistas a partir dos lucros da empresa. Nesse caso, como os dividendos, eles são pagamentos realizados em dinheiro diretamente na conta do investidor.
Porém, diferentemente dos dividendos, os JCP são contabilizados como despesa para a companhia. Dessa maneira, eles são pagos antes da contribuição do Imposto de Renda. Como resultado, esses proventos são tributados para o investidor — há uma alíquota de 15% sobre o valor distribuído, com retenção na fonte.
Direito de subscrição
O direito de subscrição concede aos acionistas o privilégio de adquirir novas ações emitidas pela empresa antes de elas serem oferecidas ao público. Esse direito é concedido proporcionalmente ao número de ações já detidas pelo investidor.
Ao contrário da bonificação de ações, em que os novos papéis são distribuídos gratuitamente, no direito de subscrição, os acionistas precisam comprar ativos. Entretanto, é comum que o preço seja mais atrativo do que a cotação de mercado.
O direito de subscrição permite que os acionistas mantenham sua participação proporcional na empresa quando há emissão adicional de ações para levantar capital. Vale destacar que não é obrigatório exercer esse direito — e também é comum que seja possível negociá-los na bolsa.
Como investir pensando em proventos?
Ao conhecer mais sobre os proventos, você pode ter interesse em investir com foco em receber esses benefícios. Para isso, é importante ter em mente a necessidade de uma abordagem estratégica e fundamentada, especialmente se o objetivo f
or o investimento de longo prazo.
Observe o que considerar ao investir pensando em proventos!
Análise dos fundamentos da empresa
Inicialmente, realize uma análise dos fundamentos da empresa. Essa medida envolve, por exemplo, examinar a saúde financeira da companhia, sua capacidade de gerar lucros, sua posição competitiva no mercado e suas perspectivas de crescimento futuro. A qualidade da gestão e sua capacidade de executar estratégias também são considerados.
Histórico de distribuições
Examinar o histórico de distribuições de dividendos, JCP e bonificações de ações pode fornecer insights interessantes. Essa avaliação inclui entender como e quando os proventos costumam ser pagos e qual é a frequência desses pagamentos.
Além disso, é preciso checar qual é a política da empresa em relação às bonificações de ações e outros proventos. Companhias com uma história consistente de distribuição de benefícios estáveis e crescentes são geralmente vistas como atrativas para investidores focados em renda passiva.
No entanto, é essencial ter em mente que desempenho passado não garante resultados futuros. Mesmo tendo um bom histórico de pagamento de proventos, há possibilidade de uma empresa passar a não fazer uma distribuição tão frequente. Tenha em mente que o negócio pode sofrer com as variações do mercado ou, até mesmo, modificar suas estratégias.
Expectativas de crescimento e divisão de lucros
Empresas com maior potencial de expansão frequentemente optam por distribuir menos proventos, por preferirem reinvestir seus lucros no próprio negócio para sustentar seu crescimento. Esse reinvestimento pode ser atrativo para investidores de longo prazo, por exemplo.
O motivo é que ele sugere uma expectativa de valorização maior no futuro, conforme a companhia continua a expandir suas operações e aumentar seu valor de mercado. Por outro lado, empresas maiores e mais consolidadas, que já atingiram um estágio de crescimento mais maduro, tendem a distribuir mais proventos aos acionistas.
Essa distribuição frequente ocorre porque os negócios não necessitam de tantos recursos para expansão. Assim, eles têm capacidade de pagar proventos mais consistentes — o que é atrativo para investidores que buscam renda passiva regular.
Portanto, os investidores podem optar por estratégias diferentes com base nas suas necessidades e objetivos financeiros. Desse modo, há como escolher entre oportunidades de valorização de longo prazo ou geração de renda passiva constante.
Como investir em ações?
Conhecendo mais sobre bonificação de ações e outros tipos de proventos, você pode ter interesse em investir em ações. Por isso, é interessante compreender os principais passos para realizar esse investimento.
Acompanhe!
Identifique o seu perfil de investidor
Antes de começar a investir em ações, é essencial conhecer seu perfil de investidor para tomar decisões alinhadas com sua tolerância ao risco. É possível identificá-lo por meio de um teste, resultando em um dos seguintes perfis:
- conservador: prefere estratégias de baixo risco;
- moderado: está disposto a assumir um pouco mais de risco em busca de retornos maiores;
- arrojado: busca maximizar retornos investindo em alternativas com maiores riscos.
Defina seus objetivos financeiros
Ter objetivos financeiros definidos e realistas é essencial para direcionar seus investimentos em ações. Essas metas podem incluir aposentadoria, compra de imóveis, educação dos filhos ou aumentar seu patrimônio ao longo do tempo.
Estabelecê-las ajuda a manter o foco e a disciplina financeira, ajustando suas estratégias de investimento conforme as necessidades e o prazo para alcançar cada objetivo.
Abra conta em uma corretora de investimentos
A escolha da corretora de valores é uma decisão estratégica. Empresas como a Genial Investimentos oferecem plataformas digitais intuitivas e serviços que facilitam a vida do investidor, desde a abertura de conta até o suporte na gestão de investimentos.
De modo geral, abrir uma conta envolve preencher o formulário com informações pessoais e documentos. Após a aprovação da conta, você pode transferir dinheiro para começar a investir em ações e outros ativos disponíveis na plataforma da corretora.
Negocie no home broker
O home broker é a interface que permite comprar e vender ações e outros ativos na bolsa de valores de forma simples e segura. Ao acessar sua conta na corretora, você pode utilizar essa plataforma para pesquisar ações e emitir as ordens de compra e venda. A corretora executa a transação e as ações são adicionadas à sua carteira de investimentos.
Diversifique a carteira
Por fim, muitos investidores se beneficiam de uma abordagem de investimento disciplinada e diversificada. Diversificar entre diferentes setores e tipos de empresas pode reduzir o risco específico de uma única companhia, aumentar o potencial de ganhos e a estabilidade dos proventos recebidos.
Neste artigo, você descobriu como funcionam as bonificações de ações, além de entender outros tipos de proventos. Agora, com essas informações, é possível tomar decisões mais estratégicas e bem informadas sobre o investimento em papéis.
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