É sempre válido saber o que aconteceu no último mês para entender quais são os próximos passos da economia brasileira e do mundo. Quer um balanço simples do que foi o mês de maio? A Genial ajuda você a interpretar os principais acontecimentos que mexeram com o mercado financeiro.

1) Ibovespa

No Brasil, o Ibovespa, índice que mede o desempenho da Bolsa brasileira, valorizou 0,7% em maio, em relação ao fechamento de abril, porém, houve queda de 1,3% em relação ao preço médio das ações em abril.

A Bolsa apresentou tendência de alta nas últimas duas semanas do mês de maio influenciada pela melhora no ambiente político. Tem aumentado o sentimento de que a reforma da Previdência será aprovada com uma poupança significativa, apesar do pouco diálogo entre o Executivo e o Legislativo.

2) Dólar

Em maio, mesmo com a elevação das incertezas por causa do acirramento das disputas comerciais entre EUA e China, o real se depreciou apenas 0,03% em relação ao dólar, em comparação com os resultados de abri. A moeda americana fechou em R$ 3,92, valor considerado bom pelo mercado já que o dólar chegou a estar mais de R$ 4 no meio do mês.

3) Queda do PIB brasileiro

O Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2019. O resultado teve influência considerável do desastre de Brumadinho, em barragem da Vale, responsável por uma queda de 0,17 pontos percentuais no PIB). Os dados de maio indicam que há queda nos setores de serviços e comércio, que têm sido responsáveis pela retomada do crescimento após a crise de 2015. Mesmo com o retrospecto negativo, já era esperado pelo mercado um mau desempenho do indicador.

Já a produção industrial teve alta de 0,3% de março para abril, com destaque positivo para a indústria de transformação que cresceu 1,2% na comparação mensal, melhor desempenho desde junho de 2018. Uma recuperação mais forte do PIB passa necessariamente por uma recuperação mais consistente da indústria de transformação.

4) Guerra comercial entre EUA e China atrapalha crescimento econômico mundial

A atividade econômica global tem caminhado para um crescimento econômico menor devido às incertezas causadas pela guerra comercial entre EUA e China.

A Zona do Euro continua mostrando sinais de desaceleração econômica. Os índices de atividade industrial não apresentaram melhora em maio. Os índices se mantêm abaixo do nível neutro, indicando queda na produção industrial no segundo trimestre.

É possível observar aumento em relação à preocupação com as condições de demanda por causa da intensificação da guerra comercial entre EUA e China. O setor de serviços da Europa continua em ritmo forte, mas se não houver melhora na indústria o segmento terá seu desempenho prejudicado nos próximos meses.

Seguindo o mesmo sentido, a economia chinesa também continua tendo indícios de queda no crescimento econômico no segundo trimestre, principalmente relacionado ao desempenho do setor industrial, que vem sofrendo com a menor demanda externa.

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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