Você sabe quanto custa investir em ações? Muitas pessoas pensam que esse tipo de operação só cobra o valor da compra e da venda dos papéis. Mas não é apenas isso! Existem taxas e impostos que são cobrados e que precisam ser analisados antes para descobrir o valor total da operação e se vale a pena mesmo investir. Saiba mais abaixo! 

Quanto custa investir em ações?

Para saber quanto custa investir em ações, nós precisamos falar de todos os custos cobrados que envolvem esse tipo de investimento na Bolsa de Valores

Além de pagar pela compra e venda dos papéis, o ideal é saber quais são os custos cobrados pela sua corretora, pela B3 e também pelo governo. Existem ainda outras taxas, como Emolumentos e Taxa de Custódia. 

É muito importante saber quais valores serão cobrados para entender se essas cobranças afetarão a rentabilidade da sua aplicação. 

Portanto, confira os principais custos e como eles são cobrados, abaixo:

  • Taxa de corretagem

A taxa de corretagem é cobrada por algumas corretoras de valores pela intermediação do serviço de compra e venda das ações. 

Geralmente, as corretoras cobram um valor fixo para essa taxa em todas as operações, mas algumas costumam cobrar um percentual sobre a quantia transacionada. Então verifique antes de fazer o seu cadastro.

Porém, também existem corretoras que não cobram essa taxa de corretagem, então descubra como funciona esse tipo de taxa na corretora que estiver interessado.

  • Taxa de custódia da corretora

A taxa de custódia cobrada por algumas corretoras se refere à guarda das ações que o investidor tem na carteira. 

Essa taxa possui um valor fixo cobrado a cada mês para manter o cadastro e as operações registradas nos sistemas de Home Broker ou na mesa de operações. 

Algumas corretoras cobram a taxa para contas com movimentação ou posição, enquanto outras apenas se houver posição de ações ou opções registradas no período.

A cobrança da taxa de custódia não é obrigatória, então muitas corretoras não cobram. Mas verifique com a corretora  se essa taxa é cobrada ou algum outro tipo de taxa de custódia diferenciada.

  • Cobranças da B3

A B3 (Bolsa de Valores) também pode cobrar algumas taxas referentes às operações realizadas pelo investidor, que muitas corretoras não costumam isentar. São elas:

Emolumentos:  também chamada de taxa de negociação, cobra valores fixos para cada operação realizada.  Elas costumam variar conforme a modalidade de operação (Day Trade ou normal), tipo de investidor (pessoa física, fundos ou clubes de investimento) e montante negociado. Valor para pessoa física: 0,003006%.

Taxa de liquidação: a B3 também cobra pela taxa de liquidação na mesma operação. A porcentagem cobrada das operações realizadas pelas pessoas físicas é 0,0275%.

Taxa de dividendos: uma taxa de 0,12% é cobrada do pagamento de dividendos a investidores com mais de R$ 20 mil investidos na B3.

Taxa de custódia:  um valor extra é cobrado, dependendo do valor investido na B3. O percentual incide sobre posições superiores a R$ 300 mil, que aumenta de acordo com o valor da posição. Confira a tabela abaixo: 

De 0 a  R$ 1 milhão0,0130% por ano
De R$ 1 milhão0,0072% por ano
De R$ 10 milhões a 100 R$ milhões0,0032%
De R$ 100 milhões a R$ 1 bilhão0,0025% por ano.
De R$ 1 bilhão a R$ 10 bilhões0,0015% por ano.
Acima de R$ 10 bilhões0,0005% por ano.

Para as operações Day Trade, operação da compra e venda do papel no mesmo pregão, a porcentagem sobre os valores são um pouco diferentes. Veja a tabela abaixo:

Volume Day TradeNegociaçãoLiquidaçãoTotal
Até 4 (inclusive)0,004105%0,0200%0,024105%
De 4 até 12,5 (inclusive)0,0030%0,0200%0,0230%
De 12,5 até 25 (inclusive)0,0005%0,0195%0,0200%
De 25 até 50 (inclusive)0,0005%0,0175%0,0180%
Mais de 500,0005%0,0155%0,0160%

Cobranças do Governo

O Governo realiza a cobrança dos investidores por meio da Declaração Anual de Imposto de Renda.

No período de declaração, o investidor precisa reunir todas as informações das movimentações na Bolsa em relação ao ano anterior. 

O ideal é ter uma tabela de controle com todas as operações que envolvem compra, venda, lucro e prejuízo na Bolsa.

O investidor irá enviar as notas de corretagem (emitidas pelas corretoras) e os DARFs, documentos de medição e pagamento de impostos, disponíveis no aplicativo da Receita Federal. 

Além desses documentos para declarar os investimentos, também é necessário solicitar o Informe de Rendimentos à corretora. 

Como os investimentos são cobrados no IR? 

A cobrança dos investimentos na Declaração Anual do Imposto de Renda é realizada de duas maneiras diferentes: 

No caso dos Fundos de Investimento em ações, a cobrança do IR se aplica apenas na venda das ações e se houver lucro. A porcentagem é de 15% sobre o lucro, independente do período em que for feita essa operação.

A alíquota do IR nas operações Day Trade é de 20% sobre qualquer lucro obtido, além dos custos da corretagem.

Lembrando que o investidor precisa pagar os DARFs todo mês, ou seja, o valor devido deverá ser pago até o último dia útil do mês seguinte.

Além disso, quando a operação der prejuízo, você não precisa pagar os impostos e, deverá abater esse valor em seus lucros futuros. 

Imposto Sobre Serviços (ISS)

Existe também o Imposto Sobre Serviços (ISS) cobrado quando a corretora possui taxa de corretagem, como uma prestação de seus serviços. 

Essa tarifa varia para cada município, podendo chegar a até 5% sobre o valor da corretagem. Porém, os investidores que realizam suas operações com corretoras que não cobram a taxa de corretagem, estarão isentos deste imposto.

Como investir em ações?

Agora que você sabe quanto custa investir em ações com as taxas e impostos cobrados, ficou interessado em investir na B3? Então veja o passo a passo:

  • Após a abertura da conta na corretora, faça uma transferência para iniciar os seus primeiros investimentos na B3.
  • Entenda o seu perfil de investidor e analise as ações das empresas listadas na Bolsa. 
  • Faça os seus investimentos, conforme os seus objetivos e metas. 
  • Estude o comportamento das suas operações. 
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