Conforme explicado em um post anterior, uma ação é a menor parcela do capital social de uma companhia ou sociedade anônima. Quem compra uma ação torna-se sócio da empresa.

O investimento em ações pode ser uma ótima forma de obter rentabilidades superiores às da renda fixa. É possível multiplicar o patrimônio substancialmente, desde que haja diversificação para reduzir o risco e foco no longo prazo.

Isso porque as ações são investimentos de risco significativo, especialmente no curto prazo. A oscilação nos preços dos papéis pode ser intensa, e o pagamento dos dividendos depende do bom desempenho da empresa.

Ter uma parte da carteira investida em ações, ainda que mínima, é importante até mesmo para investidores conservadores. No caso dos mais arrojados, sedentos por multiplicar seu patrimônio o máximo possível e dispostos a correr mais riscos, as ações são fundamentais.

Mas como investir em ações? Quais as maneiras de fazê-lo? Quanto custa? O que é preciso?

Fundos de investimento tradicionais

A maneira mais indicada para a pessoa física é investir em ações por meio de fundos. Especialmente se o investidor não tem tempo de conhecer melhor as empresas ou ler os relatórios da corretora.

Os fundos oferecem gestão profissional e uma carteira diversificada sem que o investidor precise de muitos recursos para investir.

Para investir em fundos de investimento, é preciso abrir conta em uma instituição financeira que os ofereça, como uma gestora de recursos ou corretora de valores.

Cada fundo tem um valor de aporte inicial diferente, mas há fundos de ações bastante acessíveis. Com 100 reais já é possível investir em um fundo de ações.

Os fundos de ações tradicionais permitem resgate de cotas. Eles também sofrem cobrança de taxa de administração, que remunera a gestão e a administração do fundo. O imposto de renda é de 15% sobre os ganhos, cobrado apenas no resgate. Não há incidência de IOF nem de come-cotas.

Alguns fundos podem cobrar uma taxa de performance. Trata-se de um percentual (em geral 20%) sobre a rentabilidade que exceder o índice de referência do fundo, o chamado benchmark.

Entenda melhor como funciona um fundo de investimento e saiba mais sobre os custos dos fundos de investimento.

Fundos indexados ou passivos

Os fundos indexados, também chamados de passivos, propõem-se a seguir o desempenho de um índice da bolsa de valores, como o Ibovespa ou o IBrX.

Os índices replicam o desempenho de uma carteira hipotética formada por ações com determinadas características. Por exemplo, as mais negociadas da bolsa, ações de um determinado setor ou companhias de pequeno porte (small caps).

Fundos indexados são recomendados para os investidores que querem se manter na média de desempenho do mercado ou de um segmento dele.

Fundos ativos

Já os fundos ativos, em que o gestor escolhe as ações e o percentual do patrimônio a ser investido em cada uma delas, podem assumir inúmeras formas.

No geral, eles têm o objetivo de superar um índice de ações, normalmente o Ibovespa. Ou seja, visam a ficar acima da média do mercado ou de um segmento dele.

Há os fundos que escolhem livremente suas ações dentre todas as ações da bolsa, os que só podem escolher ações que componham o Ibovespa e os que só investem em papéis de determinado setor.

Também existem os que só investem em boas pagadoras de dividendos, os que só compram ações de empresas de menor porte (small caps) e os que aplicam em ações de empresas com boa governança e práticas de sustentabilidade.

Os fundos de ações também podem diferir nas estratégias adotadas.

Há aqueles que podem investir em ações no exterior, os que usam alavancagem, os que só investem em ações de grande potencial de valorização e os que utilizam estratégias para ganhar até com o mercado em queda, por exemplo.

Assim, os fundos são classificados de acordo com o tipo de ação em que investem e a estratégia adotada.

Investimento direto em ações

Pessoas físicas podem investir diretamente em ações na bolsa, desde que tenham conta em uma corretora de valores. É possível enviar as ordens de compra e venda pelo telefone ou pela internet, por meio do home broker.

As corretoras normalmente contam com analistas e consultores que auxiliam o investidor individual a escolher seus investimentos. Há também relatórios e algumas investem até mesmo em cursos na área.

O investimento direto em ações exige que o investidor tenha mais conhecimento e tempo para se informar sobre o mercado.

As operações tradicionais de compra e venda de ações são feitas no mercado à vista. As ações são negociadas em lotes-padrão que reúnem uma determinada quantidade de ações, como se fossem pacotes. Normalmente os lotes-padrão são de 100 ações.

Mas essa quantidade pode ser um pouco alta para o pequeno investidor. Imagine uma ação de 30 reais negociada em um lote-padrão de 100 ações. Um único lote demandaria um investimento de 3 mil reais.

Para facilitar a vida do pequeno investidor, a bolsa também possibilita a negociação de lotes-fracionários. São quantidades “quebradas” de ações – 50 ações, 65 ações, e assim por diante.

No mercado de ações, você não conhece os compradores das ações que você quer vender ou vice-versa. Todas as operações são garantidas pela bolsa e a liquidação no mercado à vista leva três dias úteis.

Isso significa que, se você der uma ordem de venda hoje, só três dias úteis depois o dinheiro estará disponível na sua conta.

As ações ficam custodiadas no nome do seu proprietário na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Assim, se o investidor quiser trocar de corretora ou mesmo se sua corretora quebrar, basta migrar para outra instituição, que seus papéis estarão intactos. A corretora atua apenas como uma intermediária.

Custos

Os custos de investir diretamente em ações incluem a taxa de corretagem, a taxa de custódia, os emolumentos pagos à bolsa e, em certos casos, o imposto de renda.

A taxa de corretagem é o principal custo da negociação de ações. Pode ser um valor fixo ou um valor variável e proporcional ao volume da operação, variando de corretora para corretora.

A taxa de custódia remunera a guarda das ações e também varia bastante de uma corretora para outra.

Já os emolumentos são pagos à bolsa de valores para cobrir os custos operacionais. São percentuais que incidem sobre o valor de cada operação. As taxas podem ser conhecidas no site da BM&FBovespa.

O lucro com a venda de uma ação é chamado de ganho líquido, e está sujeito à cobrança de imposto de renda. A definição de ganho líquido é “a diferença positiva entre o valor de venda e o valor de compra de uma ação, já descontadas as taxas”.

Ganhos líquidos com operações comuns são tributados em 15%. Já aqueles obtidos com operações day-trade (compra e venda da ação no mesmo dia) são tributados em 20%.

No entanto, os ganhos são isentos para vendas no valor de até 20 mil reais no mês. Dividendos também são isentos de IR, e Juros sobre Capital Próprio são tributados em 15%.

A apuração e o recolhimento do imposto de renda são de responsabilidade do próprio investidor.

Quando houver uma venda de ações sujeita à tributação, o investidor deve emitir um DARF por meio do programa Sicalc, da Receita Federal. O pagamento deve ocorrer até o último dia útil do mês seguinte ao da operação.

Para chegar à base de cálculo do IR, o investidor pode deduzir as taxas pagas na operação e o “dedo-duro”. Este é o apelido daquele pequeno percentual de IR recolhido no ato da venda de uma ação. Ele sinaliza à Receita Federal que uma operação de venda de ações foi feita.

Nas operações comuns, essa antecipação de IR é de 0,005% do ganho, e nas operações day-trade, é de 1%.

Prejuízos com investimentos no mercado de ações podem ser compensados, para reduzir o imposto a pagar.

Mas como as alíquotas de IR variam de acordo com o tipo de operação, operações comuns só compensam operações comuns, e operações day-trade só compensam operações day-trade.

Neste post você encontra todos os detalhes sobre como apurar, recolher e declarar imposto de renda com ações.

Exchange Traded Funds (ETFs)

Os ETFs são fundos indexados cujas cotas são negociadas em bolsa como se fossem ações. Há ETFs referenciados em vários índices além do Ibovespa e dos IBrX, como o Índice de Dividendos, o Índice Small Cap e índices setoriais, como o financeiro, o de consumo e o imobiliário.

Assim como os fundos indexados, os ETFs são recomendados para os investidores que querem se manter na média de desempenho do mercado ou de um segmento dele.

A diferença é que a taxa de administração dos ETFs é bem menor que as taxas dos fundos indexados tradicionais.

Porém, como suas cotas são negociadas como ações, os ETFs também estão sujeitos às cobranças de corretagem, custódia e emolumentos.

A cobrança de imposto de renda é semelhante à das ações. Mas não há a isenção para vendas de até 20 mil reais em um mês.

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