As empresas de tecnologia têm um papel importante no mercado financeiro, geralmente com resultados significativos e crescimento acelerado. Nesse cenário, algumas companhias são mais populares, como as que fazem parte do grupo FAANG e as magnificent seven. Você as conhece?
Essas divisões destacam negócios que são líderes mundiais e contam com um desempenho elevado, despertando a atenção dos investidores. Então entender mais a respeito dessas empresas ajuda você a verificar se essas são possíveis oportunidades de investimento para o seu caso.
Quer aprender mais sobre as companhias dos grupos FAANG e magnificent seven? Confira mais sobre eles e seus resultados e descubra como investir!
O que é FAANG?
Primeiramente, você precisa saber o que é FAANG. Trata-se do acrônimo que representa cinco empresas de tecnologia com destaque mundial: Facebook (atual Meta Platforms), Amazon, Apple, Netflix e Google (atual Alphabet).
O termo surgiu em 2013, como FANG. Em 2017, a Apple se juntou ao grupo, originando o FAANG. A expressão foi criada pelo apresentador de televisão Jim Cramer, do Mad Money da CNBC.
Ele verificou que o grupo está conectado com as tendências do futuro e domina o setor em que atua — nesse caso, de tecnologia — e outras ramificações.
Na época, as empresas estavam entre as mais caras e valiosas do mundo, com ações de destaque na bolsa de valores. Cabe mencionar que os ativos dessas companhias estão listados na Nasdaq, dos Estados Unidos, que costuma abranger as grandes empresas de tecnologia.
O que é magnificent seven?
Agora que você sabe quais são as empresas do grupo FAANG, precisa conhecer outro conjunto de companhias: as magnificent seven. Ele surgiu devido ao dinamismo do mercado, especialmente em um segmento como o de tecnologia.
Desse modo, enquanto o FAANG reúne as cinco maiores empresas do mundo no setor — segundo os critérios de quando o termo foi criado —, esse outro grupo abrange sete negócios. A divisão surgiu em 2023, tornando-se popular na mídia e entre os investidores.
Ele faz uma referência ao filme de faroeste “The Magnificent Seven”, da década de 1960. Na obra, sete pistoleiros eram contratados para proteger uma vila. Assim, as companhias da lista são consideradas protetoras do mercado em tempos de incerteza e impulsionadoras do crescimento.
A origem da expressão é associada a Michael Hartnett, que era analista do Bank of America. Fazem parte das magnificent seven:
- Apple;
- Alphabet;
- Amazon;
- Microsoft;
- Tesla;
- Meta Platforms;
- Nvidia.
Nesse contexto, é interessante saber que a classificação setorial dos negócios abrange a tecnologia quando se trata de Microsoft, Apple e Nvidia. Enquanto isso, a Alphabet e a Meta Platforms lideram o setor de comunicação. Por fim, a Amazon e a Tesla são empresas de consumo discricionário.
Qual é a importância dessas empresas para os investidores?
Após conhecer as companhias dos grupos FAANG e magnificent seven, você pode se perguntar qual é a relevância desses negócios para os investidores, certo? Eles representam a vanguarda da tecnologia e desempenham um papel significativo no mercado.
Trata-se de empresas que consistentemente demonstram inovação, liderança e resiliência. A razão é que elas conseguem criar soluções transformadoras e responder às novas demandas do público com frequência.
Essas gigantes são tão valiosas que, de acordo com dados da Nasdaq de 2024, as companhias do magnificent seven representavam 35,5% do S&P 500 (Standard & Poor’s 500). Esse é um dos principais índices das bolsas de valores dos Estados Unidos.
O S&P 500 reúne as 500 empresas de maior capitalização de mercado listadas na Nasdaq e na NYSE (New York Stock Exchange). Também são considerados critérios de liquidez e representatividade para inclusão de nomes em sua carteira teórica.
Note que os acontecimentos nessas empresas são capazes de impactar o mercado, por exemplo, quando elas apresentam ganhos significativos. Nesse contexto, os negócios do magnificent seven conseguem, sozinhos, realizar uma correção no S&P 500, por exemplo.
Esse tipo de evento ocorre quando há uma variação em um índice de mercado entre 10% e 20%. Segundo a Nasdaq, o grupo de companhias até aquele momento havia sido responsável por gerar retornos expressivos para o índice.
Mas esse tipo de comportamento também gera pontos de atenção. O motivo é que os movimentos podem tornar o mercado excessivamente dependente do setor ou mesmo de nomes específicos.
Ainda, o segmento de tecnologia e inovação está sujeito a diversos riscos, como técnicos, sociais, de segurança e de regulamentação.
O que analisar antes de investir nessas companhias?
Antes de investir em empresas dos grupos FAANG ou magnificent seven, é essencial considerar alguns fatores capazes de influenciar a sua decisão e os retornos. Por mais que elas tenham um histórico de bons resultados e dominem seu mercado, é preciso considerar sua estratégia individual.
Acompanhe pontos que você deve analisar antes de alocar seu capital!
Perfil de investidor e objetivos
O primeiro passo antes de qualquer investimento é entender qual é o seu perfil de investidor e quais são seus objetivos no mercado financeiro. Esses fatores devem orientar as suas decisões, buscando tornar a carteira eficiente conforme as suas necessidades.
Embora as empresas que fazem parte do setor de tecnologia ofereçam oportunidades de valorização expressiva, elas também costumam apresentar mais volatilidade. Se você tem um perfil mais conservador e busca previsibilidade, a análise deve ser mais cuidadosa, está bem?
Já para os investidores moderados e arrojados, que aceitam oscilações maiores, a exposição a esses ativos tende a ser uma estratégia atrativa. Mesmo assim, ela não dispensa os estudos de cada alternativa.
Além disso, o investimento deve estar alinhado aos seus objetivos. Verifique se as características dos ativos e das empresas atendem ao que você busca em termos de prazos, liquidez, segurança e retornos. Com a medida, você aumenta as chances de alcançar o desempenho desejado.
Análise dos ativos
Outro aspecto que você precisa considerar é fazer a análise dos ativos. O fato de as empresas estarem em grupos que normalmente têm bons resultados no mercado não elimina a necessidade de realizar os estudos fundamentalistas antes de investir, está bem?
Uma das avaliações relevantes nesse contexto é sobre a adequação dos preços dos ativos. Essas companhias costumam ter grande visibilidade no mercado, atraindo um volume expressivo de investimentos. Como consequência, os ativos podem ficar supervalorizados.
Nesse contexto, você paga a mais pelas alternativas, afetando o potencial de ganhos. Alguns indicadores ajudam a verificar se os preços estão adequados, contribuindo para a sua tomada de decisão.
Mais um ponto é que a análise fundamentalista tem outros instrumentos para conhecer melhor a empresa, sua saúde financeira, posicionamento no mercado e potencial de retorno. Alguns exemplos são:
- P/L (preço sobre lucro);
- ROE (return on equity);
- Ebitda (earnings before interest, taxes, depreciation and amortization).
Cenário do mercado
Você viu que as empresas de tecnologia são sensíveis a mudanças nos cenários econômico e regulatório. Fatores como taxas de juros, inflação e políticas governamentais — como taxações sobre importações — podem afetar as suas receitas e desempenho.
Como você aprendeu, o setor está constantemente sujeito aos impactos de mudanças regulatórias. Há chance de essas alterações ocorrerem no que diz respeito à privacidade de dados e inteligência artificial, por exemplo.
Qualquer alteração nas regulamentações pode afetar as perspectivas de crescimento dessas companhias. Ainda, as propostas inovadoras dependem da aceitação do mercado — e não somente da capacidade criativa dos empreendimentos.
Portanto, para se expor a esses negócios, vale a pena avaliar relatórios de mercado, projeções econômicas e análises setoriais. Esses elementos ajudam a entender melhor o contexto em que essas empresas estão inseridas e a tomar decisões mais conscientes.
Como investir nessas big techs diretamente?
Se você pretende investir em big techs, deve conhecer as formas disponíveis para incluí-las em sua carteira. Existem dois caminhos principais: o investimento direto e o indireto.
No investimento direto, você compra as ações individuais dessas empresas por meio de corretoras internacionais. Para tanto, você precisa de uma conta que permita operar na Nasdaq — a bolsa em que esses papéis estão listados.
Esse tipo de investimento oferece maior controle sobre sua carteira, permitindo que você escolha exatamente quais empresas deseja adquirir e em qual proporção. No entanto, essa forma de operar exige lidar com a conversão de moedas e as regras de ambos os países — EUA e Brasil.
Desse modo, apesar de ser um caminho viável, há investidores que o consideram mais complexo, demandando uma atenção maior para a regulamentação e os custos envolvidos.
Como investir nas big techs indiretamente?
O investimento nas empresas do grupo FAANG e magnificent seven também pode ocorrer indiretamente. Nesse caso, você abre a sua conta em uma corretora nacional, como a Genial Investimentos, e acessa alternativas da B3, a bolsa de valores brasileira.
Nela, você encontra investimentos com lastro em ativos estrangeiros. Logo, você tem os resultados das empresas na carteira, porém, não têm as ações diretamente em seu portfólio. Ademais, as negociações são feitas em reais, então o investidor não precisa fazer a conversão da moeda.
Nesses casos, você opera seguindo as regras dos investimentos brasileiros, não precisando se preocupar em lidar diretamente com normas de negociações internacionais. Mas é recomendável entender as dinâmicas dos investimentos nos Estados Unidos.
Afinal, mesmo que você não precise operar diretamente com os ativos estrangeiros ou fazer conversão cambial, as condições e o comportamento do mercado do país impactam seus ativos internacionais. Então fique atento, está bem?
Confira formas de investir em empresas globais pela bolsa brasileira!
BDRs
Os BDRs (brazilian depositary receipts) são certificados de depósito de valores mobiliários. Eles são criados por uma instituição depositária, que adquire os ativos no mercado internacional — por exemplo, as ações de uma empresa.
Mas os BDRs também podem ter lastro em outros ativos estrangeiros, como bonds e cotas de ETFs (exchange traded funds). Posteriormente, a instituição disponibiliza os certificados no Brasil, proporcionando uma exposição aos resultados sem sair do país.
Os ganhos na modalidade tendem a ocorrer pela valorização do preço das ações. Ainda, caso a empresa emissora dos ativos pague dividendos, alguns BDRs podem repassar a quantia aos investidores. Então essa também é uma alternativa capaz de gerar renda passiva recorrente.
ETFs
Outra forma de se expor indiretamente aos ativos das companhias do FAANG ou magnificent seven é por ETFs. Eles são fundos de investimentos que buscam acompanhar os resultados de um índice de mercado. Portanto, nessa modalidade, é comum haver acesso a uma carteira de ativos diversificada.
Isso significa que, em vez de ter o investimento atrelado a apenas uma ação, o fundo pode abranger diferentes ativos que façam parte do índice de referência. Você encontra ETFs que seguem o S&P 500, índices de tecnologia ou semelhantes.
A seleção dos ativos para a carteira de um ETF é feita por um gestor profissional, que fica responsável pelas eventuais atualizações na carteira. Na modalidade, a gestão é passiva, então o objetivo é se aproximar dos resultados do indicador — e não o ultrapassar.
Os ganhos com ETFs acontecem por meio da valorização das cotas no mercado. Tenha em mente que os fundos desse tipo no Brasil não costumam distribuir dividendos entre os acionistas.
Logo, caso alguma das empresas faça o pagamento, o ETF tende a reinvestir no crescimento do veículo de investimento.
Quais são os passos para investir sem sair do Brasil?
Você aprendeu que o investimento indireto pode ser feito pela bolsa de valores brasileira, por meio de uma corretora nacional. Então o primeiro passo é abrir a sua conta em uma instituição segura, completa e eficiente, como a Genial Investimentos.
Nossos clientes contam com conta digital, conta global e cartão de crédito. Dessa forma, você consegue concentrar as suas operações financeiras em um só lugar.
Com a conta aberta, basta selecionar as alternativas do seu interesse disponíveis na B3, transferir os recursos e emitir a ordem de compra. Lembre-se de acompanhar os resultados para garantir que o investimento permaneça adequado a você, combinado?
Como você viu, as empresas do FAANG e magnificent seven costumam apresentar resultados expressivos, capazes de afetar o mercado mundial. Cheque se a exposição a essas alternativas vale a pena para você e escolha a melhor forma de fazer a alocação.
Quer investir em empresas de destaque no Brasil e no mundo? Então abra a sua conta na Genial Investimentos e explore o nosso portfólio!

[INFOGRÁFICO] FAANG e Magnificent Seven: como investir nas gigantes do mercado?
O mercado de tecnologia é dinâmico e tem um impacto cada vez maior globalmente. Nesse contexto, algumas empresas se destacaram por sua influência e crescimento.
O que começou com “FANG” para agrupar essas companhias evoluiu para “FAANG” e, posteriormente, para “magnificent seven”.
Quer entender essa jornada e o impacto ao investidor? Confira!
FANG (2013)
O termo FANG foi criado por Jim Cramer, da CNBC, para agrupar empresas de tecnologia de alto crescimento. O conjunto reuniu as companhias mais relevantes do mundo naquele momento.
O FANG abrangia:
- Facebook (atual Meta Platforms): rede social líder mundial, expandindo para o metaverso
- Amazon: destaque do e-commerce e serviços em nuvem
- Netflix: revolucionária no entretenimento por streaming
- Google (atual Alphabet): dominante em busca online e publicidade digital
FAANG (2017)
O mercado seguiu evoluindo e houve a necessidade de incluir mais uma empresa no acrônimo: a Apple.
Assim, o grupo tornou-se FAANG, sendo composto por: Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google.
Magnificent seven (2023)
Com o dinamismo do segmento tecnológico, em 2023, surgiu um novo grupo: magnificent seven. O termo foi criado por Michael Hartnett, analista do Bank of America.
Ele representa as sete maiores empresas de tecnologia e suas ramificações, que ajudam a proteger o mercado e a impulsionar os seus resultados.
Somadas às companhias do FAANG, participam do magnificent seven:
- Microsoft: destaque em software e computação em nuvem com Azure
- Nvidia: referência em chips para IA (inteligência artificial) e computação gráfica
- Tesla: pioneira em veículos elétricos e IA
Como esses grupos impactam o investidor?
Entenda como as movimentações dessas empresas de tecnologia interferem na sua estratégia ao investir!
Crescimento e inovação
Essas big techs representam setores estratégicos e de rápido crescimento, sendo opções para quem deseja investir em líderes globais.
A constante evolução tecnológica costuma impulsionar seus valores no mercado e influenciar outras indústrias. Inclusive, elas são capazes de afetar índices de mercado sozinhas.
Resiliência a crises
Essas empresas se destacam por historicamente ser resilientes a crises do mercado — mas não imunes. Geralmente, elas mantêm bons resultados pelo pioneirismo e pela capacidade de adaptação.
Riscos e volatilidade
Apesar do forte desempenho, ações dessas empresas costumam ser sensíveis a mudanças econômicas e regulatórias. Portanto, as escolhas devem se alinhar ao perfil de investidor e objetivos.
Múltiplas formas de investir
O investimento nessas companhias pode ocorrer diretamente, adquirindo ações na Nasdaq, uma das bolsas de valores dos Estados Unidos.
Mas também é possível investir indiretamente pela bolsa brasileira (B3), por exemplo, via BDRs (brazilian depositary receipts).
Diversificação da carteira
Investidores que se expõem a esses ativos costumam considerar a diversificação em suas estratégias.
Nesse sentido, vale explorar alternativas que contribuam para manter uma margem de segurança e lidar com a volatilidade do setor tecnológico.
Os grupos FAANG e magnificent seven refletem como a tecnologia molda os mercados financeiros e a economia global. Essas empresas lideram a inovação e influenciam os investimentos e até os índices de mercado.
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