Você tem renda própria? Então você pode, em tese, guardar um pouco de dinheiro todo mês e investi-lo para fazê-lo render. Mas a verdade é que, para ser um investidor de sucesso, é preciso um certo preparo.

Na GENIAL, defendemos a ideia de que qualquer um pode ser um investidor. Mas se ao ler isso a primeira coisa que veio à sua cabeça foi “até parece, eu mal tenho dinheiro para pagar minhas contas!”, você pertence ao grupo de pessoas que precisam dar um passo atrás e passar por essa preparação.

Não basta ter sobras no orçamento. Precisa também de outros três ingredientes. Mas não é nada impossível. Aí vão eles:

1. Sua conta está no azul

Como eu disse, a primeira coisa é ter sobras, isto é, gastar menos do que ganha. Mas de forma consistente, todos os meses. Não é poupar um pouco só agora e nunca mais.

É claro que eventualmente você não vai conseguir essa brecha. Haverá um ou outro momento de vida mais complicado, com doenças, desemprego ou outros gastos extraordinários importantes. Mas uma coisa é passar por uma fase difícil, a outra é deixar de poupar por descuido.

Se sua vida está equilibrada, mas você consome toda a sua renda, é hora de sentar, anotar receitas e despesas e montar um orçamento, com o intuito de fazer sobrar dinheiro todos os meses.

“A pessoa deve listar todas as suas despesas por dois ou três meses, e depois separar o que é totalmente indispensável – como moradia, alimentação, transporte e educação. Em relação às demais despesas, cabe se perguntar: elas estão de acordo com os meus objetivos de vida?”, aconselha Humberto Veiga, consultor e blogueiro de finanças pessoais.

Nessa hora, você deve avaliar o que é prioridade na sua vida e o que é dispensável a ponto de ser cortado ou reduzido. São decisões muito pessoais, pois o que é fundamental para uma pessoa pode ser supérfluo para outra. Também é necessário envolver toda a família para que todos colaborem.

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2. Você se livrou das dívidas

Se você gasta mais do que você ganha, então a tarefa de criar brechas no orçamento tem um papel ainda mais importante. Suas sobras devem se destinar, primeiramente, à quitação das suas dívidas, especialmente das que estão em atraso.

A exceção pode ficar por conta do financiamento da casa própria. Imóveis valorizam com o tempo, e muita gente troca o aluguel pela prestação do financiamento, o que pode ser vantajoso, tendo em vista que poupar toda a quantia para comprar um imóvel à vista poderia levar uma vida inteira.

Já o financiamento de bens que se desvalorizam, como carros e eletrodomésticos, deve ser tirado da frente o quanto antes.

“Muita gente encara as dívidas como se fossem investimentos, como a compra de um carro financiado ou mesmo por consórcio”, diz o consultor financeiro e fundador da Academia do Dinheiro, Mauro Calil.

Rotativo do cartão de crédito e cheque especial são as linhas de crédito mais críticas, em função suas altas taxas de juros.

Como os juros das linhas de crédito para a pessoa física costumam ser maiores que a remuneração da maioria das aplicações financeiras, não faz sentido ter dinheiro investido enquanto há dívidas em aberto.

Assim, em um primeiro momento, suas sobras e aplicações financeiras de maior liquidez, como a poupança, devem ser destinadas à renegociação e à quitação das dívidas.

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3. Você tem objetivos financeiros claros

É difícil ter disciplina quando não sabemos bem por que estamos guardando dinheiro. Afinal, poupar é deixar de consumir hoje por um propósito maior no futuro.

Além disso, a escolha dos investimentos depende do objetivo e de quando o dinheiro será usado. “É muito diferente investir para uma segunda lua de mel ou para a faculdade dos filhos”, diz Calil.

Objetivos financeiros e prazos são fundamentais para começar a investir, persistir na poupança e escolher as aplicações certas.

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4. Você tem disciplina

Sanear seu orçamento já é um sinal de disciplina. Mas a preguiça, a distração, as ocupações do dia a dia, as tentações e as emoções podem acabar desviando você dos seus objetivos.

Para manter a disciplina, é preciso poupar todos os meses, sem deixar que as tentações do consumo vençam você. Para isso, o ideal é que a quantia destinada aos investimentos seja a primeira coisa a sair da sua conta, assim que seu rendimento é depositado. Se puder automatizar o processo, melhor.

Além disso, é aconselhável manter o hábito de acompanhar seus investimentos e o mercado, rever suas aplicações e seu orçamento de tempos em tempos, mas sem deixar que as emoções levem você a tomar decisões precipitadas.

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