Montar um orçamento pessoal é o primeiro passo de um bom planejamento financeiro, que é a base para se tornar um investidor de sucesso.

O orçamento permite ao futuro investidor saber onde ele está e para onde quer ir, facilitando as decisões financeiras e a montagem das estratégias para realizar seus objetivos. Além disso, ajuda-o a ter disciplina e ser consistente.

De nada adianta ficar correndo atrás do investimento mais rentável do momento se você não sabe quanto ganha e gasta, tem dívidas, não poupa com regularidade, compra por impulso e não tem objetivos financeiros.

Se você não sabe nem por onde começar a se organizar financeiramente, neste artigo você vai aprender o passo a passo para montar um orçamento e se preparar para se tornar um investidor.

1. Entenda onde você está: anote suas receitas e despesas

Anotar receitas e despesas é uma maneira simples, embora talvez um pouco chata, de mapear a forma como você gasta para fazer os ajustes necessários.

Pode ser com lápis e papel, em uma planilha de Excel (como a planilha de gastos gratuita da GENIAL) ou em um dos muitos apps hoje disponíveis para celulares e tablets. O importante é anotar tudinho, até aquela balinha que você comprou depois do almoço, e tornar isso um hábito.

Use informações de holerites, extratos bancários e faturas de cartão de crédito para alimentar sua planilha. Guarde notas, recibos e comprovantes de pagamentos. Se for uma compra pequena em dinheiro que não tenha um comprovante, anote num bloco de notas no celular ou num pedaço de papel para não esquecer. Ao fim do dia ou da semana, lance no seu registro.

O ideal é não demorar muito para anotar na planilha, para não acumular trabalho ou esquecer. Depois de alguns meses, a coisa se torna tão automática quanto escovar os dentes. Com alguns meses de registro, você já pode analisar a sua vida financeira de forma precisa.

2. Entenda para onde o seu dinheiro está indo

Depois de um período de três a seis meses, você terá uma fotografia da sua vida financeira: o fluxo da sua receita, hábitos de consumo, onde você poderia cortar sem grande impacto na sua qualidade de vida, que gastos aumentaram ou diminuíram e por aí vai.

A conta de luz aumentou? Anda gastando demais comendo fora? Seu pacote de TV a cabo consome um percentual um pouco alto da sua renda?

Procure entender por que as coisas estão caminhando daquele jeito e o que você pode fazer para gastar de forma mais inteligente, sem desperdícios.

3. Se tiver dívidas, saiba quanto deve e para quem

Se você tem dívidas, em atraso ou não, é preciso saber quanto você deve e, de preferência, quanto paga de juros. Se tiver dúvidas, você pode se informar com o próprio credor.

As dúvidas em geral aparecem quando a dívida é com o banco. Aí você pode solicitar a tal da planilha de evolução da dívida, que a instituição financeira é obrigada a fornecer.

Se ela se recusar ou você ainda tiver dúvidas sobre os valores, procure uma entidade de defesa dos direitos do consumidor, como os Procons estaduais.

4. Saiba para onde você quer ir – e sonhe!

Sonhar é a forma mais estimulante de poupar com disciplina e se manter no orçamento. Pense no que você deseja fazer ou comprar, em quanto tempo deseja alcançar cada objetivo e quanto eles custam.

Sua prioridade deve ser poupar para pagar as dívidas de juros mais altos e que possam ser quitadas em pouco tempo. Se você puder vender bens ou sacar reservas para a pagá-las, aproveite!

Em seguida, seu objetivo de poupança mais importante deve ser formar uma reserva de emergência, para eventualidades como urgências domésticas, doenças, perda de emprego, esse tipo de coisa. Ela pode corresponder a algo entre três meses e um ano das suas despesas.

Depois vêm os demais objetivos: casa própria, cursos, aposentadoria, carro, casamento, viagem de férias, ano sabático, cirurgia plástica, reforma de imóvel… as possibilidades são muitas. Liste todas em ordem de prioridade e pesquise preços para estimar quanto custam.

Após definir quanto você precisará poupar para cada sonho, calcule quanto você precisaria poupar por mês para alcançá-los no tempo desejado. Aprenda a traçar seus objetivos e a calcular quanto poupar para cada um deles.

Dependendo de quais sejam os seus sonhos e prioridades, você pode poupar para um objetivo de cada vez ou para vários ao mesmo tempo, desde que tenha organização para destinar a cada um deles os investimentos mais adequados segundo prazo e perfil de risco.

5. Ajuste seus gastos e faça sobrar alguma coisa

O objetivo dos dois primeiros passos era chegar aqui. Verifique onde você pode cortar, se é que você consegue cortar alguma coisa. A ideia aqui é reorganizar seus gastos de forma a fazer sobrar uma grana todo mês.

Das duas, uma: ou essa sobra será guardada para ser investida, transformando você em um investidor, ou será destinada a quitar suas dívidas, atrasadas ou não.

Alguns exemplos clássicos são substituir marcas no supermercado, comer menos fora de casa, reduzir o pacote de TV a cabo, cortar os serviços que você não utiliza ou usa muito pouco e assim por diante. Infelizmente, não tem receita mágica.

É legal tentar tornar as substituições divertidas e agradáveis. Por exemplo, se você decidir cozinhar mais em casa, busque receitas diferentes, cozinhe em família ou com os amigos, decore a mesa, tente fazer da coisa toda um evento.

Também evite cortar o que for muito importante para a qualidade de vida. Manter algum lazer é necessário, pois “muito siso e pouco riso” não só deixarão você infeliz, como tornarão impossível manter o planejamento.

O mais importante é tentar reduzir ao máximo os gastos fixos, pois uma vez assumidos, eles não mudam com facilidade. Se seu custo fixo é baixo, você terá mais flexibilidade nas outras despesas.

No caso das finanças, o clichê se aplica: gastar menos do que você ganha e guardar dinheiro para os dias chuvosos é absolutamente fundamental para ter uma vida financeira saudável, enriquecer e ser um investidor bem-sucedido.

Tente adequar seus gastos à quantia que você precisa guardar para quitar suas dívidas ou alcançar seus objetivos. Mas não desanime se perceber que só conseguirá poupar uma quantia menor. Verifique se é possível baratear o objetivo ou aumentar o prazo. O importante é que essa folga no orçamento seja recorrente.

6. Monte o orçamento

Agora é hora de montar seu orçamento propriamente dito, que nada mais é que seu fluxo de caixa futuro. Liste as receitas futuras, a quantia que você vai fazer sobrar todo mês e todas as despesas, já com os cortes planejados.

Faça a projeção dos gastos e sobras mensais para o ano inteiro, montando o orçamento anual. Dessa forma, você pode incluir também as despesas recorrentes anuais, como seguros, impostos (IPVA, IPTU, IR), matrícula dos filhos e material escolar, gastos com presentes em datas especiais e assim por diante.

Especialistas recomendam que gastos com moradia – como aluguel, parcela do financiamento, condomínio, IPTU, água, telefone, internet, TV a cabo, luz, gás e empregados domésticos – não ultrapassem 30% das receitas.

Caso você não tenha conseguido determinar, por algum motivo, quanto precisaria poupar para seus objetivos financeiros – ou caso ainda não os tenha definido, mas queira começar a poupar mesmo assim – e recomendação é tentar fazer sobrar ao menos 10% da sua renda mensal.

Eventuais dívidas, o que inclui compras parceladas no cartão, também não devem ultrapassar 30% da receita.

7. Pague ou renegocie dívidas em atraso

Antes de destinar suas sobras mensais para os investimentos, é fundamental que você esteja livre das dívidas. Em especial das atrasadas.

Não faz sentido ter dinheiro aplicado enquanto você paga juros e outros encargos muito maiores em empréstimos e financiamentos. Principalmente se estiver correndo o risco de ver algum serviço essencial cortado ou mesmo perder algum bem.

É difícil bater o martelo de quais contas em atraso devem ser renegociadas ou pagas primeiro, pois tudo depende de quanto se está devendo.

Mas você com certeza vai querer resolver aquelas que tiverem consequências mais nefastas, principalmente se elas estiverem batendo à sua porta.

Algo como estar prestes a ser despejado (no caso de aluguel), ser preso (no caso de pensão alimentícia), perder um bem (no caso de financiamento de carro ou casa) ou até ter um serviço essencial cortado (como energia elétrica e plano de saúde).

Em seguida, vêm aquelas que não estão relacionadas a bens e serviços essenciais, mas têm juros elevados, como fatura do cartão de crédito ou cheque especial. Dívidas de juros mais baixos e cuja inadimplência não acarrete “desastres” podem ficar por último.

Se não tiver como quitar suas dívidas em atraso, sua opção é renegociá-las, para que elas não se tornem uma bola de neve impagável por conta de juros e eventuais multas.

Mas para fazer isso, você tem que ter cumprido a quarta etapa deste passo a passo: ter um fôlego financeiro. Do contrário, vai se enrolar e se endividar de novo.

Saiba como renegociar dívidas e sair do vermelho.

8. Com as parcelas em dia, adiante os pagamentos

Se tem empréstimos e financiamentos em dia, seu foco deve ser amortizá-los. Isto é, além da parcela que você paga todo mês até a data de vencimento, usar suas sobras (ou pelo menos parte delas) para adiantar o pagamento.

Ao fazer isso, você deixa de pagar os juros que seriam cobrados sobre a quantia amortizada, barateando a dívida e reduzindo o prazo.

É uma boa pedida até mesmo para quem tem financiamentos longos, como os de carros e imóveis. Você se surpreenderá com o quanto vale a pena.

Adiantar as faturas do cartão de crédito só será vantajoso se você conseguir algum desconto. Se não, é melhor simplesmente continuar a pagá-las em dia, como uma conta mensal qualquer.

No caso das compras parceladas, o ideal seria que você não tivesse parcelado em primeiro lugar, mas pedido desconto para pagar à vista.

Mas já que não foi essa a sua opção de pagamento, vale o raciocínio anterior: se você não conseguir desconto pelo adiantamento, melhor continuar pagando as parcelas normalmente.

9. Ponha o plano em prática e comece a encher o porquinho

Cumpridas todas as etapas anteriores, comece a executar o orçamento e a guardar dinheiro em uma aplicação financeira. Pode ser 50, 100 reais por mês, não importa. O recomendado é poupar de 10% a 20% da sua renda todo mês. Mas se você só conseguir 1% que seja, também já está valendo.

O ideal é que a poupança seja a primeira coisa a sair da sua conta assim que caírem seus rendimentos. Pague-se primeiro, como dizem os especialistas em finanças.

Algumas instituições financeiras permitem aplicações automáticas na poupança e em outros investimentos, o que ajuda o investidor a não esquecer nem ceder à tentação de deixar de poupar “só desta vez”.

O importante é firmar primeiro o hábito de poupar. Se você nunca teve este costume (ou se ficou afastado dele por muito tempo), a caderneta de poupança e os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) são boas opções para (re)começar.

Ambos são investimentos de baixo risco, oferecidos pelos bancos e fáceis de resgatar. Dentro de alguns meses, quando seu hábito já estiver formado, será hora de buscar alternativas mais rentáveis, ainda que de baixo risco.

Desenvolva o gosto por ver o porquinho engordar para resistir à tentação de gastar. Pense nos sonhos que você quer realizar, eles vão ajudá-lo a seguir em frente.

Uma vez por mês, faça o fechamento e o balanço das suas contas. Anote todas as despesas e receitas realizadas no mês e compare-as ao que foi projetado no orçamento. Você conseguiu realizar o plano? Se não, o que deu errado e o que pode melhorar?

10. Abra conta numa instituição financeira especializada em investimentos

Agora que você é um poupador, está na hora de sofisticar seus investimentos. E para isso, abrir conta numa instituição financeira especializada em investimentos pode ser a melhor alternativa para conseguir aplicações adequadas ao seu perfil e objetivos.

Grandes bancos dificilmente oferecem opções de baixo custo e boa rentabilidade a clientes pessoa física, a menos que eles tenham muito dinheiro.

Aqui na GENIAL, você encontra investimentos rentáveis e de baixo custo para todos os perfis de investidor. Além disso, seus investimentos podem ser feitos totalmente on-line ou com a ajuda de um assessor de investimentos. Veja como a GENIAL pode ajudar você a investir melhor o seu dinheiro e abra a sua conta!

Publicado por Genial

A Genial é a plataforma de investimentos que está democratizando o acesso aos melhores produtos do mercado, de forma simples, ágil e eficiente, através de uma assessoria financeira isenta, transparente e qualificada.

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