Manter suas finanças sob controle é fundamental para conseguir equilibrar as contas e garantir mais tranquilidade no seu dia a dia. Mais do que isso, é necessário considerar possíveis situações de instabilidade financeira e saber como lidar com os imprevistos. 

É por esse motivo que uma das lições básicas da educação financeira é compreender a utilidade de se criar uma reserva de emergência. Ela funciona como um colchão de segurança, pois os recursos são reservados para os momentos diante de situações não planejadas. 

Com esse recurso, é possível se resguardar economicamente e lidar de maneira saudável com as finanças. Para tanto, você deve saber como guardar e investir o dinheiro destinado para as situações não previsíveis e de maior urgência. 

O que é reserva de emergência? 

A reserva de emergência é uma quantia disponível para ser utilizada apenas em casos de urgência financeira. Desse modo, ela ajuda a cobrir as despesas que podem surgir inesperadamente, proporcionando tranquilidade para lidar com situações pontuais. 

Por melhor que seja o seu controle financeiro, inúmeras situações adversas podem acontecer de uma hora para a outra e descontrolar a sua rotina, concorda? O problema é que esses imprevistos podem causar problemas mais graves — inclusive, o endividamento. 

Sendo assim, a reserva de emergência é um montante guardado que possa cobrir o seu custo de vida por alguns meses. Preferencialmente, esse dinheiro deve ser investido em alguma aplicação que permita o resgate rápido (ou seja, tenha liquidez diária) e sem perdas para você.

Quanto deve ser a reserva de emergência?

Uma dúvida bastante comum entre quem está montando a reserva de emergência é qual a quantia que deve ser destinada a esse objetivo. Apesar de não existir um montante exato, há um cálculo base que você pode fazer. 

De maneira geral, a reserva de emergência deve ter recursos suficientes para cobrir um período mínimo de 6 meses das suas despesas médias mensais. Assim, você pode se manter por até 1 semestre, caso a sua renda seja totalmente comprometida — como na perda do emprego. 

Isso significa que se a soma das suas despesas fixas com as temporárias der, por exemplo, R$ 2 mil por mês, você deverá assegurar uma reserva com recursos entre R$ 12 mil (6 meses) e R$ 24 mil (12 meses). 

No entanto, há pessoas que se sentem mais seguras tendo uma reserva maior. Nesse caso, o valor a ser guardado fica a seu critério, buscando o montante que conseguirá trazer maior tranquilidade para a sua rotina.  

Como organizar as finanças para começar a reserva? 

Ao observar o cálculo para a criação da reserva financeira, há quem pense que criá-la é praticamente impossível. Para algumas pessoas, é difícil fechar as contas no fim do mês sem ficar no vermelho. Então como fazer para guardar dinheiro para esse objetivo? 

Saiba que com um bom planejamento financeiro, será mais fácil traçar uma estratégia para montar a sua reserva. Veja as dicas a seguir para organizar as finanças e ter o seu fundo emergencial! 

1. Seja realista ao planejar o uso do dinheiro 

É fundamental ser realista quando você estiver organizando as suas finanças. Ao observar as suas despesas pessoais, é normal acreditar que consegue diminuir bastante algumas delas. Contudo, nem sempre é possível fazer cortes consideráveis. 

Apesar de todo esforço e qualquer economia serem úteis para o controle das suas finanças, o processo precisa ser sustentável a longo prazo. Por esse motivo, reduzir uma conta pontualmente pode não fazer tanta diferença no seu orçamento ao longo do tempo. 

Pense, ainda, que alguns gastos são válidos para a sua qualidade de vida. Pagar uma plataforma de streaming para ver filmes e séries, por exemplo, pode ser uma forma interessante de se divertir — e ainda ajuda a economizar, pois você pode ter mais programas divertidos sem sair de casa.  

Para controlar de forma realista a sua renda e os gastos, registre os valores rotineiramente. Você pode utilizar planilhas ou aplicativos — o que costuma ser mais prático, pois algumas dessas ferramentas são usadas no smartphone e sincronizam com o computador. 

Lembre-se de anotar até os menores gastos, que podem se acumular com o tempo e prejudicar o orçamento. Dessa forma, você conseguirá fazer um planejamento mais adequado. 

2. Quite as dívidas 

Outra atitude essencial para quem deseja organizar as finanças a fim de iniciar a reserva de emergência é quitar dívidas e evitar fazer novos débitos no futuro. Afinal, eles resultam no pagamento de juros, o que pode prejudicar a sua saúde financeira. 

Então o primeiro passo é fazer o levantamento de todas as suas dívidas, organizadas por data de vencimento e cobrança de juros. Comece a quitar aquelas com juros maiores, impedindo que elas se acumulem e causem mais prejuízos. 

Se você não tiver condições de pagar todo o montante à vista, tente renegociar os valores. Algumas instituições financeiras oferecem parcelamentos com juros menores, pois os credores costumam buscar oportunidades para garantir que receberão o dinheiro. 

3. Defina metas financeiras 

Traçar metas financeiras é essencial para melhorar a organização das suas finanças. Essa estratégia ajuda a garantir um foco para as suas economias, permitindo um preparo mais adequado para poupar mensalmente. 

Além de estabelecer que você deseja montar uma reserva de emergência, é válido definir outros objetivos de curto, médio e longo prazo. Ao alcançar cada meta, a motivação para continuar a se organizar financeiramente aumenta.  

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Como fazer a reserva de emergência? 

Agora que você sabe como organizar as finanças para começar a sua reserva de emergência, é hora de aprender a colocar a estratégia em prática. 

Confira o passo a passo a seguir! 

1º Defina todos os gastos mensais 

O primeiro passo para montar a sua reserva emergencial é determinar todos os gastos mensais da sua rotina. Ao detalhar seus custos, você observará que alguns deles são fixos e outros são variáveis. 

As despesas fixas são aqueles gastos recorrentes, que devem ser pagos todos os meses. É o caso de compras parceladas, pagamento de aluguel ou de parcelas do financiamento imobiliário, taxa de condomínio, mensalidades escolares, planos de saúde, serviços de assinatura, entre outros.  

Já as despesas variáveis são aqueles gastos realizados de acordo com seus hábitos de consumo ou necessidades pontuais. Entram nessa conta as contas de consumo, como a de energia elétrica e a de água, que têm alteração nos valores conforme são usadas. 

Também são considerados gastos variáveis compras de supermercado, despesas em restaurantes e bares, uso de estacionamento ou de serviços de transporte por aplicativo, passeios e ingressos para eventos etc.  

Perceba, então, que entre as despesas variáveis, há aquelas essenciais e outras que podem ser consideradas supérfluas — e até passíveis de cortes, se for necessário. 

2º Calcule o seu custo de vida 

Após identificar os seus gastos mensais, some as suas despesas fixas e variáveis para saber quanto dinheiro você precisa ter por mês. Para uma visão mais realista, vale fazer uma média entre os custos de diversos meses, para considerar as variações no seu orçamento.  

Essa será a referência do seu custo de vida, que servirá como base para criar a sua reserva de emergência. 

3º Estabeleça metas de economia 

O próximo passo para montar a sua reserva emergencial é definir a sua meta de economia. Esse processo está bastante relacionado à organização financeira, pois você deve planejar seus gastos e receitas para conseguir poupar mensalmente, certo? 

Após estabelecer quanto você deve economizar por mês para iniciar o seu fundo emergencial, é hora de encontrar formas de economizar. Para tanto, você pode ter atitudes como: 

  • eliminar gastos considerados supérfluos; 
  • reduzir os valores de contas de consumo, como a de energia e de água; 
  • fazer substituições de marcas por outras mais baratas e priorizar promoções no supermercado; 
  • aproveitar descontos em pagamentos antecipados de mensalidades escolares; 
  • negociar condições mais acessíveis para as parcelas de financiamento etc. 

4º Invista o capital 

Considerando o montante que você precisa ter para a sua reserva de emergência, você pode pensar que demorará muito tempo para juntar essa quantia. Contudo, há a possibilidade de fazer o dinheiro render, investindo o valor que você economizou. 

Dessa forma, esse capital não fica parado e você consegue rentabilizar a reserva — desde que o investimento tenha segurança e alta liquidez para que seja possível acessar os recursos quando necessário. Logo, é essencial estudar as alternativas disponíveis no mercado financeiro, como você verá

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O que pode ser considerado emergência e quando posso usar?

Você entendeu que a reserva de emergência é um dinheiro que você guarda para cobrir imprevistos financeiros em situações emergenciais, certo? Agora, para compreender melhor a sua utilidade, imagine um vendedor autônomo que tem o seu carro como instrumento de trabalho. 

Caso aconteça um imprevisto com o veículo, como uma peça quebrada, esse profissional precisará de dinheiro para consertar o automóvel, certo? Ademais, ele necessitará de recursos para alugar outro carro para trabalhar ou cobrir o orçamento nos dias em que não obterá renda. 

Se ele tiver uma reserva de emergência, será mais fácil passar por essa adversidade sem se desesperar por falta de dinheiro. Dessa maneira, é possível entender que essa ferramenta financeira serve como um fôlego nas eventualidades da vida. 

Em caso de desemprego, por exemplo, contar com um fundo emergencial ajuda a amenizar as dificuldades que podem surgir nesse período. Afinal, você precisará de recursos para continuar pagando as contas quando estiver sem uma fonte de renda. 

O mesmo vale para problemas de saúde, que demandam gastos extras com internações, atendimentos médicos e compra de medicamentos — tanto para você quanto para a sua família. Mais um caso que pode se tornar emergencial é o pagamento de dívidas. 

O ideal é manter o controle sobre as despesas para evitar endividamento. Porém, caso essa situação ocorra, você pode acionar a reserva de emergência, já que pagar a dívida de uma única vez implica na possibilidade de negociar descontos e condições melhores. 

Por fim, a reposição de bens materiais é outro exemplo de emergência que pode ser sanada com o uso da reserva. Entre eles, está o surgimento de um problema inesperado que demande intervenções e reparos em sua residência. 

Qual é a importância de ter uma reserva de emergência? 

Além de garantir proteção contra imprevistos, a reserva de emergência tem outras vantagens. Inclusive, mesmo pessoas com certa estabilidade financeira podem aproveitar essa estratégia, usando o dinheiro com mais inteligência. 

Veja quais são os principais benefícios que a reserva de emergência pode trazer para você! 

a) Proporciona estabilidade financeira 

Um dos grandes motivos para ter uma reserva financeira é o fato de ela proporcionar estabilidade em momentos de desafios no seu orçamento. Desse modo, você não precisa recorrer a um empréstimo, por exemplo, para manter seu custo de vida. 

Ainda que você já tenha uma carreira estável, é preciso pensar que a sua vida financeira pode passar por intercorrências. Ao ter um dinheiro guardado para os imprevistos, é possível manter o equilíbrio — ainda que a sua fonte de renda diminua momentaneamente ou os seus gastos aumentem. 

b) Garante tranquilidade emocional 

Mais um ponto relevante da reserva de emergência é a tranquilidade emocional. Quem tem esses recursos disponíveis exclusivamente para imprevistos não precisa se preocupar tanto com a sua situação financeira. 

Como você viu, se você perder o emprego, por exemplo, não ficará desassistido financeiramente ou dependente apenas de auxílios governamentais. Dessa maneira, há a chance de conquistar mais qualidade de vida, até mesmo em períodos delicados. 

c) Previne a realização de prejuízos 

Manter esse dinheiro guardado também contribui para os investidores manterem suas estratégias no mercado financeiro. Isso porque a segurança que a reserva proporciona ajuda a evitar a necessidade de deixar de fazer aportes em épocas de crise, por exemplo. 

Ainda, caso o investidor precise de dinheiro rapidamente, não precisará recorrer ao levantamento de ativos que podem acabar em prejuízo, devido à oscilação de preços no mercado. Dessa forma, ele consegue prevenir perdas por falta de planejamento. 

d) Traz mais liberdade financeira 

Você sabia que quem tem uma reserva de emergência tem maior liberdade financeira? Como as suas finanças estarão protegidas, é possível tomar decisões que envolvem dinheiro com mais segurança e menos preocupação. 

Ter recursos guardados ajuda você a sair de um emprego que traz pouca satisfação, por exemplo, para buscar outra carreira. Você também pode se programar melhor para mudar de casa, fazer uma viagem ou comprar um carro novo. 

Todo mundo precisa de reserva de emergência? 

Uma dúvida muito comum sobre essa reserva financeira é: para quem o montante é indicado? Na prática, essa quantia exclusiva para emergências deve fazer parte do planejamento financeiro de qualquer um que tenha despesas em sua rotina — seja pessoa física ou jurídica. 

Imprevistos podem acontecer com todos. Então, se você tem compromissos monetários, precisa estar protegido. Vale destacar que a reserva é ainda mais importante para indivíduos que tenham pessoas dependendo deles financeiramente. 

Desse modo, quem tem filhos, outros parentes e até mesmo animais precisa se preocupar ainda mais com a reserva emergencial. Nesse caso, o dinheiro pode ser usado tanto para necessidades próprias quanto para os dependentes. 

Por fim, empreendedores e profissionais autônomos podem ter uma segunda reserva de emergência para ser usada em seus negócios. Desse modo, fica mais fácil cobrir os imprevistos da empresa ou até o próprio salário em momentos de baixa nas vendas, sem comprometer o orçamento pessoal. 

Onde guardar a reserva de emergência em 2023?

Até aqui, você entendeu a importância de ter uma reserva financeira para lidar melhor com as emergências e aprendeu a preparar o orçamento para a criação da sua. Agora, vale a pena pensar em como fazer o dinheiro poupado a cada mês se transformar no montante necessário para cobrir seu custo de vida por alguns meses, caso haja necessidade. 

Embora a função principal da reserva financeira seja cobrir despesas imprevistas, e não necessariamente acumular patrimônio, o ideal é investir essa quantia. Com isso, é possível obter uma rentabilidade e evitar que o dinheiro perca o poder de compra para a inflação. 

Nessa condição, é fundamental que os recursos da reserva possam ser acessados com facilidade e a qualquer momento. Lembre-se de que problemas acontecem sem que você possa prevê-los, então o dinheiro deve estar disponível a todo instante. 

Por essa razão, é interessante investir a reserva em alternativas com liquidez diária. Logo, você deve escolher investimentos que permitam o resgate a qualquer momento, sempre que precisar. 

Além da liquidez diária, é essencial que a sua reserva emergencial esteja em segurança. Desse modo, você evita prejuízos que possam reduzir o montante guardado. A dica, aqui, é alocar a quantia em alternativas de renda fixa que sejam mais conservadoras. 

Onde investir a sua reserva emergencial? 

Como você aprendeu, um aspecto a ser observado no momento de investir a sua reserva de emergência é que o investimento tenha alta liquidez. Isso evita que você tenha dificuldades de acessar o dinheiro quando for necessário resgatar os recursos. 

Nesse sentido, é importante que você saiba reconhecer algumas nomenclaturas utilizadas pelo mercado: 

  • liquidez imediata ou D+0: o dinheiro entra na sua conta logo após o resgate; 
  • liquidez diária ou D+1: o dinheiro entra na sua conta no dia útil seguinte à solicitação do resgate; 
  • liquidez D+30: o dinheiro entra na sua conta 30 dias após a solicitação do resgate; 
  • liquidez no vencimento: o dinheiro entra na sua conta na data de vencimento determinada na ocasião em que você fez o investimento. 

Existem outras variações. De qualquer modo, com esse conhecimento, fica mais fácil identificar os investimentos mais adequados para alocar a sua reserva de emergência.  Já a segurança varia conforme as características do emissor e das alternativas disponíveis no mercado.  

Confira as principais opções de investimentos disponíveis no mercado financeiro que podem servir para alocar a sua reserva emergencial! 

1. Tesouro Selic 

O Tesouro Selic é um título público disponível na plataforma do Tesouro Direto e emitido pelo Tesouro Nacional com o objetivo de captar recursos para o Governo Federal. Devido às suas características, essa aplicação é considerada uma substituta da poupança

A grande vantagem do Tesouro Selic sobre a caderneta é a maior rentabilidade, pois o título público rende 100% da taxa Selic (a taxa básica de juros brasileira) em qualquer contexto. Já a poupança pode apresentar retorno inferior em consequência de suas regras de rendimento. 

Assim, mesmo que o Tesouro Selic tenha a incidência do Imposto de Renda, ele costuma proporcionar rentabilidades mais atrativas.  

Além disso, a aplicação  tem liquidez diária, pois o Governo garante a recompra de todos os títulos públicos quando os investidores solicitam o resgate antes do vencimento. Como o Tesouro Selic tem rendimento diário e baixa exposição à marcação a mercado, ela permite fazer resgates antecipados sem perda de rentabilidade. 

Outro benefício é que, por ser um título público, a aplicação é integralmente garantida pelo Tesouro Nacional. Como o Governo é o único que pode emitir papel-moeda, o risco de crédito é bastante baixo. 

2. CDB com Liquidez Diária 

Outra possibilidade para investir a sua reserva de emergência são os CDBs (certificados de depósito bancário) com liquidez diária. Esses títulos são emitidos por instituições financeiras para captar recursos para suas operações, como oferecer empréstimos e financiamentos. 

Em relação à rentabilidade, ela pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida (que apresenta uma taxa prefixada e outra pós-fixada). É bastante comum encontrar CDBs cujo retorno acompanha o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), uma taxa que fica próxima à Selic. 

Um ponto de atenção é observar se o CDB oferece liquidez diária, pois alguns permitem resgate apenas no vencimento — ou você precisará negociar o título no mercado secundário. Nesse caso, será preciso ter atenção à marcação a mercado, que precifica as aplicações diariamente e pode gerar perdas.  

Vale ressaltar que a rentabilidade dos certificados de depósito bancário está sujeita à incidência de Imposto de Renda, conforme a tabela regressiva de alíquotas. Outra característica desses títulos é contar com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), em caso de falência da instituição. 

A entidade garante o pagamento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição financeira. O limite global é de R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos. 

3. Fundos de Renda Fixa 

No momento de alocar a sua reserva de emergência, você também pode recorrer aos fundos de investimento de renda fixa. Eles funcionam de maneira coletiva e, para participar dos seus resultados, é preciso adquirir cotas. 

Os recursos captados pelo fundo são gerenciados por um gestor. Contudo, vale observar que muitas alternativas contam com a cobrança da taxa de administração, utilizada para remunerar o trabalho do profissional. 

Os resultados do fundo dependem da carteira montada pelo gestor. As aplicações são escolhidas de acordo com os objetivos do veículo. Os fundos referenciados, por exemplo, visam acompanhar o desempenho de determinado indicador de referência. 

Para alocar a reserva, os fundos DI se destacam. Eles visam seguir a taxa CDI, aplicando os recursos em alternativas de alta segurança na renda fixa. Esse tipo de fundo também proporciona liquidez diária.  

Vale ressaltar que, para alocar a sua reserva de emergência, você pode contar com o auxílio de uma plataforma de investimentos, como a Genial Investimentos. A corretora de valores dá acesso às alternativas mais adequadas para o seu perfil de investidor. 

Quando posso usar a reserva de emergência? 

Você já entendeu o que é, para que serve e onde investir a sua reserva de emergência. Mas você sabe quando utilizá-la? Algumas pessoas acreditam que esse dinheiro deve ser usado em qualquer situação que exija recursos fora do orçamento — o que poderia incluir a compra de uma roupa para um evento inesperado. 

No entanto, esse não é o objetivo da reserva emergencial. O motivo é simples: a situação não é, de fato, uma emergência, concorda? 

Por outro lado, existem pessoas que sentem dificuldade em usar esse dinheiro, ainda que seja um imprevisto que justifique o gasto.  

Então se você tem dúvidas se é ou não o momento adequado para usar a reserva emergencial, vale analisar se a despesa é urgente, inesperada e necessária. Caso a resposta seja sim para todos esses pontos, você estará diante de uma situação em que deverá usar a reserva de emergência. 

Qual é a relação da reserva de emergência com os investimentos? 

Um ponto relevante a saber sobre a reserva de emergência é que ela pode ajudar a proteger os seus investimentos e, consequentemente, o seu patrimônio. Isso porque, na ocorrência de um imprevisto, você não precisa resgatar o dinheiro investido para outros objetivos a fim de cobrir as urgências, já que pode usar a sua reserva. 

Se você não tem uma reserva financeira, mas possui investimentos de longo prazo, pode ter prejuízo ao resgatar o capital antes do tempo. Portanto, para quem é investidor, ter uma reserva emergencial deve ser a primeira etapa da sua estratégia no mercado financeiro. 

O que fazer após finalizar a reserva emergencial? 

Depois que você finalizar a sua reserva de emergência, podem surgir dúvidas sobre qual caminho seguir. Uma possibilidade é continuar a fazer investimentos para construir patrimônio e alcançar outros objetivos. Nesse cenário, é preciso seguir algumas etapas. 

Acompanhe as principais! 

1º Conheça seu perfil de investidor 

Antes de investir, é fundamental definir o seu perfil de investidor. Ele indica o seu nível de abertura aos riscos, permitindo que você escolha os investimentos mais compatíveis com as suas necessidades e expectativas. 

O investidor conservador é aquele que não aceita correr riscos elevados no mercado financeiro. Então ele prefere investir em alternativas mais seguras, mesmo que elas tenham retornos limitados. 

Outro perfil de investidor é o moderado. Esse tipo aceita renunciar a parte da segurança do portfólio em busca de melhores oportunidades de rentabilidade. Contudo, ele ainda prioriza o equilíbrio entre risco e retorno financeiro. 

Já o investidor arrojado está disposto a arriscar parte do seu capital, com o objetivo de obter o maior retorno possível. Embora o cenário possa gerar maiores chances de perdas financeiras, ele se expõe a riscos controlados e pode contar com alternativas conservadoras na carteira para objetivos que exijam segurança.  

2º Revise seus objetivos financeiros 

Outro fator que ajuda a escolher os investimentos mais compatíveis para a sua carteira são os seus objetivos financeiros. Portanto, você deve saber onde quer chegar para identificar quais alternativas são mais adequadas para ajudar nessas conquistas. 

Então revise os seus objetivos e entenda o que mudou. Tenha atenção especial aos prazos em que você pretende realizá-los para escolher investimentos que atendam a essas necessidades.  

Quem deseja realizar metas de curto prazo possivelmente não se interessará por títulos com vencimento em 10 anos, por exemplo. O alinhamento entre objetivos e prazos com o investimento também evita resgates não planejados, que podem gerar prejuízos.  

3º Faça aportes mensais 

Uma estratégia bastante útil para ter sucesso nos investimentos é fazer aportes mensais. Quando você investe apenas uma vez e espera os resultados, o patrimônio é construído em menor velocidade. 

Por outro lado, quando você investe com frequência, o montante alocado aumenta — ampliando também o patrimônio e o potencial de resultados. Com a ação dos juros compostos e da economia real, a tendência é criar um efeito bola de neve positivo para a construção do seu capital. 

4º Estude os investimentos do mercado 

Após definir seu perfil e revisar seus objetivos, é hora de estudar sobre investimentos. Você encontrará inúmeras alternativas na renda fixa e na renda variável para escolher as mais adequadas às suas necessidades. 

As opções de renda fixa funcionam como um empréstimo feito a uma instituição e permitem saber qual será a lógica de rentabilidade antes mesmo do aporte. Logo, elas apresentam previsibilidade nos rendimentos, que podem ser ligados a índices da economia ou a um percentual fixo. 

Alguns exemplos de investimentos dessa classe são: 

Já os investimentos de renda variável não oferecem previsibilidade sobre o retorno e apresentam maior volatilidade. Por isso, quem investe nessa classe está exposto a mais riscos, mas também a um potencial maior de rentabilidade.  

Entre as possibilidades, estão: 

  • Ações
  • FIIs (fundos de investimento imobiliário); 
  • ETFs (fundos de índice). 

5º Diversifique a carteira 

A diversificação é uma estratégia bastante utilizada pelos investidores que desejam mitigar os riscos das suas carteiras. Ela envolve investir em alternativas com características distintas para evitar que o seu capital fique exposto ao mesmo tipo de risco e condição do mercado. 

Na prática, você deve escolher investimentos descorrelacionados ou com correlação negativa. Desse modo, eles tendem a apresentar resultados diferentes diante das mesmas condições de mercado. Como consequência, a estratégia permite que o risco e o retorno da sua carteira fiquem mais equilibrados. 

Ao adotar a diversificação, as chances de você ter prejuízos financeiros diminuem, enquanto a possibilidade de obter sucesso e atingir seus objetivos aumenta. 

Neste artigo, você aprendeu a importância de ter uma reserva de emergência para evitar problemas financeiros em situações imprevistas. Ao seguir as dicas apresentadas, você terá os recursos necessários para proteger seu patrimônio e ter mais tranquilidade em momentos desafiadores. 

Agora que você descobriu como construir a sua reserva de emergência, abra sua conta na Genial e não deixe o seu dinheiro parado! 

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