Como começar a investirPlanejamento financeiro

5 aplicações rentáveis para o investidor conservador

Por 17 de maio de 2016 Nenhum comentário

Se você se considera um investidor conservador ou deseja se manter assim neste momento de crise e incerteza econômica, é na renda fixa de baixo risco que você vai encontrar seu porto seguro.

Em tempos de recessão, muitos investidores priorizam facilidade de resgate (liquidez), baixa oscilação de preços (baixa volatilidade) e baixo risco de calote (baixo risco de crédito).

No Brasil, é possível encontrar investimentos com essas características e que ainda oferecem rendimentos formidáveis, superiores aos da caderneta de poupança e à inflação.

Ainda que a taxa básica de juros (Selic) não seja mais tão alta como em outras épocas, a verdade é que o Brasil ainda é um país de taxa de juros elevada.

Mesmo a Selic mais baixa de nossa história – 7,25% ao ano em 2012 e 2013 – ainda foi alta comparada às taxas de juros praticadas em outros países.

Como nossa inflação ainda é elevada, mesmo que a Selic caia neste novo governo, é pouco provável que tenhamos um juro realmente baixo no futuro próximo. Entenda a relação entre a Selic e a inflação.

Isso significa que o Brasil ainda é, e continuará sendo por algum tempo, o país da renda fixa, cuja remuneração é ligada à taxa básica de juros. Bom para o investidor conservador.

Mas mesmo dentro da renda fixa conservadora há diferenças nos níveis de liquidez e volatilidade dos investimentos, o que os torna adequados para diferentes prazos e objetivos.

Veja quais são os investimentos conservadores mais indicados para a sua necessidade:

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

Os CDBs são títulos emitidos por bancos, que permitem ao investidor emprestar dinheiro para a instituição financeira em troca de uma rentabilidade.

Há cobrança de IOF e imposto de renda sobre os rendimentos, mas não há taxa de administração.

Por que é conservador:

– A rentabilidade geralmente é um percentual do CDI, taxa de juros que costuma se aproximar da Selic. É, portanto, uma forma de obter rendimentos que acompanham a taxa básica de juros. Entenda a relação entre o CDI e a Selic.

– A maioria dos CDBs com remuneração atrelada ao CDI tem liquidez diária, podendo ser resgatados a qualquer momento sem perda na rentabilidade contratada.

– CDBs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a mesma garantia da poupança. Se o banco emissor do título quebrar, o investidor recebe seu dinheiro de volta, no limite de 250 mil reais para todos os depósitos e aplicações que tiver naquela instituição.

– Devido à proteção do FGC, o risco de crédito (risco de calote) é o mesmo tanto para CDBs emitidos por bancos grandes quanto para aqueles emitidos por bancos médios, desde que mantido o limite de 250 mil reais por instituição financeira. Saiba mais sobre o FGC.

Para quem é indicado: para investidores que querem liquidez diária ou que desejam investir para objetivos de curto prazo.

Entenda com mais detalhes como funcionam os CDBs.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é a plataforma de compra e venda de títulos do governo federal pela internet. Comprar um título público é o mesmo que emprestar dinheiro para o governo.

Há três tipos de títulos para comprar: os pós-fixados, com remuneração atrelada à Selic; os prefixados, com remuneração pré-definida no ato da compra; e os atrelados à inflação, que pagam uma taxa prefixada mais a variação do IPCA no período.

A rentabilidade está sujeita à cobrança de IOF e imposto de renda. Há também uma taxa de custódia obrigatória, paga à bolsa de valores, de 0,3% ao ano. Além disso, pode haver uma taxa de administração cobrada pela corretora de valores por meio da qual o investidor negociar.

O investidor pode ficar com o título até o vencimento ou vendê-lo de volta ao Tesouro antes do fim do prazo.

A rentabilidade contratada, no entanto, só é garantida para quem leva o papel até o vencimento. A venda antecipada é feita a preço de mercado, e os preços dos títulos variam diariamente.

Por que é conservador:

– Todos os títulos públicos têm garantia do governo federal, por se tratarem de títulos de dívida do governo. Trata-se do menor risco de calote presente hoje na economia brasileira.

– A liquidez de todos os papéis é diária. Embora costumem ter prazos longos, podem ser vendidos de volta para o Tesouro Nacional a qualquer momento.

– O título Tesouro Selic (LFT), cuja rentabilidade é atrelada à taxa básica de juros, é o papel mais conservador. A remuneração do investidor que o leva ao vencimento acompanha a Selic. Como seus preços oscilam pouco, a venda antecipada costuma ter uma rentabilidade positiva, ainda que não corresponda exatamente à Selic do período.

– Os demais títulos (prefixados e inflação) só se mantêm conservadores se levados ao vencimento, quando há garantia de se receber a remuneração contratada. Como seus preços oscilam muito, vendas antecipadas podem acarretar rendimentos negativos.

Para quem é indicado: o título Tesouro Selic (LFT) é indicado para qualquer investidor que deseje se manter conservador, que queira liquidez diária ou esteja investindo para o curto prazo.

Os demais títulos só podem ser considerados conservadores se a intenção do investidor for ficar com eles até o vencimento.

Ou seja, é preciso abrir mão da liquidez para se obter a rentabilidade contratada, uma vez que a venda antecipada pode acarretar perdas. Assim, o ideal é casar o prazo do título com o do seu objetivo financeiro.

Os papéis prefixados são indicados para quem quer garantir uma rentabilidade definida até o vencimento, já sabendo quanto vai ganhar no fim do prazo. Já os atrelados à inflação são interessantes para quem busca proteção contra a inflação.

Esses dois tipos de títulos costumam ter prazos muito longos. Portanto, o investidor conservador deve preferir os de prazo mais curto. Eles são mais indicados para momentos de incerteza política e econômica e cujos preços são menos voláteis.

Entenda com mais detalhes o que são os títulos públicos e veja como investir no Tesouro Direto.

Fundos de renda fixa conservadora

Os fundos de renda fixa conservadora, entre os quais se enquadram os fundos DI, são fundos de investimento que só investem em papéis de baixo risco, como títulos públicos, títulos emitidos por grandes bancos que contem com garantias e operações no mercado financeiro que busquem replicar o desempenho do CDI.

Os rendimentos estão sujeitos à cobrança de IR e IOF. Há também uma taxa de administração, que remunera a gestão profissional do fundo. Não há, entretanto, taxa de performance.

O ideal é que a taxa de administração não ultrapasse 1,0% ao ano, para não sacrificar demais a rentabilidade.

Por que são conservadores:

– A rentabilidade costuma acompanhar o CDI, ou seja, acompanham a taxa básica de juros.

– Esses fundos investem apenas em títulos de baixíssimo risco de calote.

– Sua liquidez costuma ser diária. O investidor recebe seu dinheiro no mesmo dia em que pede o resgate.

– Fundos de investimento contam com um gestor profissional para escolher as melhores aplicações. Interessante, portanto, para quem tem pouco tempo ou pouco conhecimento sobre o mercado financeiro. Também são diversificados, o que reduz ainda mais o risco.

Para quem são indicados: para investidores que querem liquidez diária ou que desejam investir para objetivos de curto prazo.

Entenda como funcionam os fundos de investimento.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

LCIs e LCAs são títulos semelhantes aos CDBs. São emitidas por bancos, protegidos pelo FGC, isentos de taxa de administração e costumam pagar um percentual do CDI.

Contudo, são isentas de imposto de renda e não podem ser resgatadas antes de um prazo mínimo de 90 dias.

Por que são conservadoras:

– A rentabilidade geralmente é um percentual do CDI. É, portanto, uma forma de obter rendimentos que acompanham a taxa básica de juros.

– LCIs e LCAs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a mesma garantia da poupança. Se o banco emissor do título quebrar, o investidor recebe seu dinheiro de volta, no limite de 250 mil reais para todos os depósitos e aplicações que tiver naquela instituição.

– Devido à proteção do FGC, o risco de crédito (risco de calote) é o mesmo tanto para papéis emitidos por bancos grandes quanto para aqueles emitidos por bancos médios, desde que mantido o limite de 250 mil reais por instituição financeira.

Para quem são indicadas: para investidores com objetivos de curto e médio prazo. LCIs e LCAs só costumam ter liquidez no vencimento, que não pode ser ocorrer antes de 90 dias de aplicação.

Portanto, é preciso casar o objetivo com o vencimento do papel. Há títulos de prazos relativamente curtos, como três ou seis meses, ou mesmo um ano.

Veja mais detalhes sobre as LCIs e as LCAs.

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