A diversificação é uma das estratégias mais utilizadas por quem investe. Afinal, por meio dela, você evita que o seu capital fique exposto aos riscos de apenas um investimento. Porém, ter todo o seu patrimônio alocado apenas no mercado nacional pode gerar a mesma ameaça. 

Nesse contexto, vale considerar investir no exterior para reduzir a sua exposição ao risco-Brasil. Contudo, começar a investir fora do país requer atenção a detalhes específicos para que você não tenha surpresas desagradáveis nem sofra o efeito oposto ao buscado. 

Pensando nisso, nós, da Genial Investimentos, preparamos este artigo, trazendo 6 dicas para você começar a investir no exterior com segurança. 

O que é investimento no exterior? 

Em geral, o investimento no exterior se refere à alocação de capital em ativos financeiros ou físicos localizados fora do país de origem do investidor. A prática pode incluir a compra de ações, títulos públicos ou privados, imóveis e outros ativos em mercados internacionais.  

Cada opção tem suas próprias características, vantagens e desvantagens, que devem ser cuidadosamente avaliadas antes de tomar uma decisão de investimento. O objetivo é evitar decisões precipitadas ou que não gerem o retorno financeiro desejado. 

Por exemplo, comprar moedas estrangeiras em espécie não é considerado um investimento efetivo. O motivo é que a prática costuma envolver custos adicionais, cobrados por casas de câmbio e outros intermediários, que reduzem o potencial de ganho. 

Além disso, moedas em espécie não geram rendimentos passivos, como juros ou dividendos — característicos de outros tipos de investimentos tradicionais. Desse modo, é necessário buscar por alternativas mais estáveis e rentáveis, disponíveis no mercado financeiro. 

Por que investir no exterior? 

Agora que você sabe o conceito de investir no exterior, pode surgir a dúvida sobre por que fazer isso, correto? Uma das principais razões é a oportunidade de participar dos resultados de mercados maiores e mais desenvolvidos do que o nacional. 

Destaca-se que a economia global funciona de maneira interconectada — e eventos econômicos ou políticos em um país tendem a afetar fortemente seus mercados. Ao distribuir os investimentos entre diferentes regiões, você tem a chance de minimizar o impacto de crises locais. 

Outro ponto relevante é a possibilidade de exposição a setores da economia que não estão disponíveis ou são limitados no país de origem. Por exemplo, no Brasil, o interessado em investir em tecnologia encontra um número pequeno de oportunidades. 

Já ao fazer investimentos nos EUA, o investidor encontra uma série de alternativas, sejam as gigantes do mercado tecnológico ou empresas com alto potencial de crescimento, como as startups. O mesmo se pode dizer em relação à biotecnologia, comunicações, entre outros segmentos. 

Com a estratégia, você aumenta o seu leque de opções na busca por aproveitar o retorno de áreas relevantes para a economia global. Assim, é possível elevar o potencial de rentabilidade da sua carteira, com a possibilidade de reduzir o tempo necessário para atingir seus objetivos financeiros. 

Quais são as vantagens e desvantagens de investir no exterior? 

Se você continua com dúvidas sobre a importância de investir no exterior, vale conferir as vantagens e desvantagens da prática, concorda? 

Veja quais são os benefícios e os pontos de atenção da estratégia! 

Vantagens  

Como visto, uma vantagem de investir em mercados estrangeiros é ampliar o nível de diversificação da sua carteira. Afinal, no exterior, você consegue acessar diferentes classes de ativos, setores econômicos e regiões descorrelacionados do mercado brasileiro. 

Nesse sentido, mesmo que a economia doméstica passe por períodos de crise, há chance de esses investimentos não serem afetados. A depender do cenário, os ganhos obtidos fora do país podem compensar os prejuízos realizados no mercado nacional. 

Também conta como benefício a possibilidade de proteger o seu patrimônio contra as variações cambiais. Ao investir em outros países, o seu capital fica exposto a outras moedas, mais fortes e menos voláteis que o real — como o dólar e o euro. 

Assim, mesmo que a moeda brasileira passe por desvalorização, os seus investimentos estrangeiros podem não ser afetados negativamente. Portanto, ao construir uma carteira diversificada internacionalmente, você amplia a proteção do seu patrimônio e potencializa os seus ganhos. 

Desvantagens 

Apesar de o investimento no exterior trazer vantagens consideráveis, a estratégia também conta com pontos de atenção que precisam ser conhecidos. Por exemplo, expor-se diretamente a mercados internacionais pode gerar custos adicionais. 

Como nessa modalidade os investimentos são feitos em moeda estrangeira, você precisa fazer câmbio e arcar com os gastos associados. Entre eles estão o custo de conversão de moedas, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a taxa de remessas para fora do país. 

Já para fazer os investimentos, costuma ser necessário pagar custos operacionais em moeda estrangeira. A depender do volume financeiro movimentado, a característica pode impactar a sua rentabilidade. 

A regulamentação é outro ponto relevante a se observar, já que cada lugar tem suas próprias leis e tributação. Logo, pode ser preciso contar com ajuda profissional para garantir o cumprimento das leis e recolher os impostos de cada país. 

É possível investir no exterior com pouco dinheiro? 

Após ver as principais vantagens e desvantagens associadas ao investimento fora do país, muitos se perguntam se é possível investir no exterior com pouco dinheiro — é o seu caso? A resposta é sim, já que mesmo pessoas com capital reduzido conseguem acessar o mercado internacional. 

Inclusive, começar com pouco é uma estratégia adotada por alguns investidores para obter mais dessa experiência antes de alocar quantias maiores. Assim, há como reduzir as chances de se deparar com frustrações e o risco de perder seu capital com decisões equivocadas. 

Entretanto, tenha em mente que o retorno do seu investimento costuma ser proporcional à quantia alocada. Ou seja, não espere obter resultados expressivos investindo uma pequena quantia financeira. 

De toda forma, com a globalização dos mercados e o avanço das plataformas digitais, existem corretoras brasileiras que oferecem maneiras de investir em mercados estrangeiros. Algumas delas até permitem a abertura e a manutenção de conta sem custos. 

6 dicas para começar a investir no exterior 

Ao chegar até aqui, você viu detalhes sobre o investimento no exterior, mas falta saber como começar, certo? Nosso time separou 6 dicas valiosas para você dar os primeiros passos no mercado internacional. 

Confira! 

1. Entenda como funciona o investimento no exterior 

Quem nunca investiu no exterior precisa entender como funciona esse tipo de investimento. Em geral, ele pode ser feito de duas maneiras: direta ou indireta.  

Saiba mais sobre elas: 

  • investimento direto: ocorre quando o investidor envia os seus recursos financeiros para outro país e se expõe às alternativas presentes naquele mercado; 
  • investimento indireto: nessa modalidade, a pessoa investe em alternativas nacionais ligadas a investimentos ou mercados internacionais. 

Seja por meio da exposição direta ou indireta, o investidor encontra uma infinidade de alternativas que permitem acessar o mercado global. Elas incluem ações de empresas internacionais, títulos públicos estrangeiros, fundos de investimento, entre outras. 

Cada uma das opções atende a variados perfis e objetivos, havendo oportunidades tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Contudo, é preciso entender como os ativos funcionam e quais são os riscos associados antes de investir, ok? 

2. Saiba quais são os tipos de investimentos no exterior 

Além das maneiras de investir no exterior, você deve conhecer os tipos de investimentos encontrados em cada modalidade.  

Veja exemplos de investimentos diretos e indiretos no mercado estrangeiro! 

Investimento direto 

Ao optar pelo investimento direto fora do país, você encontra alternativas, como: 

  • Treasury bonds: são títulos emitidos pelo Governo dos EUA, usados para financiar atividades governamentais e que oferecem rendimentos previsíveis aos investidores; 
  • Corporate bonds: referem-se a aplicações de renda fixa emitidas por empresas estrangeiras que pagam juros sobre o valor investido;  
  • Stocks: são as ações de companhias estrangeiras com capital aberto. Ao investir nesses papéis, você se torna sócio do negócio, podendo receber parte de seus lucros na forma de dividendos (quando pagos); 
  • REITs (real estate investment trusts): trata-se de empresas que funcionam de maneira semelhante aos fundos imobiliários brasileiros, permitindo a exposição ao mercado imobiliário dos EUA; 
  • ADRs (american depositary receipts): são certificados negociados no mercado americano, atrelados a investimentos internacionais; 
  • ETFs (exchange traded funds) estrangeiros: dizem respeito a fundos de investimento estrangeiros cujas cotas são negociadas em bolsa de valores. 

Investimento indireto 

Já o investidor que pretende se expor indiretamente ao exterior pode fazer isso com investimentos, como: 

  • Fundos internacionais: são veículos de investimento coletivo geridos por um profissional do mercado, voltados a alternativas emitidas no exterior; 
  • BDRs (brazilian depositary receipts): certificados que representam um investimento estrangeiro, negociados na B3 (a bolsa de valores brasileira); 
  • Fundos cambiais: fundos de investimento que focam na exposição a alternativas ligadas ao câmbio; 
  • ETFs nacionais: no mercado nacional, existem ETFs que acompanham índices de mercado internacionais; 
  • Ações de empresas exportadoras: muitas companhias brasileiras que exportam os seus produtos têm as suas receitas dolarizadas, permitindo a exposição indireta ao exterior. 

3. Conheça os tributos e taxas aplicáveis 

Se você não quer ter surpresas nem problemas com o Fisco, deve conhecer os tributos e as taxas aplicáveis aos investimentos no exterior. A tributação pode acontecer no Brasil e no país de origem, variando conforme a alternativa e a operação realizada. 

No Brasil, a partir da Lei nº 14.754/2023, a tributação sobre os rendimentos de investimentos feitos fora do país passou a ser única para pessoas físicas. Logo, sobre os ganhos com dividendos ou com a compra e venda ativos, o investidor paga 15% de imposto. 

Já para investimentos no Brasil com exposição internacional as regras variam. Em operações na bolsa de valores de compra e venda de um ativo no mesmo pregão (day trade), os ganhos são tributados em 20%. Caso elas sejam feitas em dias diferentes, a alíquota cai para 15%. 

Até 2024, os dividendos pagos por empresas ou fundos nacionais eram isentos de IR (Imposto de Renda), seguindo alguns critérios. Também havia isenção para a negociação de ações, caso o volume financeiro de venda mensal ficasse abaixo de R$ 20 mil. 

Para fundos de investimento negociados em plataformas, as alíquotas variavam conforme o seu prazo, ficando entre 22,5% e 20% (curto prazo) e entre 22,5% e 15% (longo prazo). Por sua vez, os principais custos incluem taxa de corretagem e custódia, cobradas pelas corretoras e bolsas de valores.  

4. Considere a composição da sua carteira 

Como visto, a diversificação é um dos principais motivos que levam investidores a buscar investimentos estrangeiros. Contudo, esse potencial pode não ser bem explorado se você concentrar o seu capital em apenas uma alternativa internacional. 

Portanto, a decisão de investir no exterior deve ser feita considerando a diversificação da sua carteira. O percentual destinado a ativos internacionais pode variar, mas vale considerar equilibrar os ativos nacionais e internacionais. 

Mesmo entre os ativos internacionais, é válido escolher alternativas que possam entregar resultados diferentes, ainda que submetidas às mesmas condições de mercado. Um exemplo é investir em stocks de empresas de tecnologia e REITs no exterior. 

Afinal, o setor da tecnologia tende a ser descorrelacionado do segmento imobiliário. Já para não ficar exposto apenas ao mercado estrangeiro, você tem a opção de incluir na sua carteira alternativas nacionais, equilibrando os riscos dos ativos — de renda variável ou não — no exterior. 

Cabe ressaltar que os exemplos dados não são indicação de investimento. Existem diferentes estratégias que podem ser realizadas e cabe a cada pessoa avaliar quais delas fazem mais sentido para o seu portfólio. Para tomar as decisões adequadas, não deixe de considerar seu perfil e objetivos, combinado? 

5. Abra conta em uma corretora internacional 

Na hipótese de você ter a intenção de investir diretamente no exterior, é necessário abrir uma conta em uma corretora internacional. Afinal, ela é a responsável pelo intermédio entre o investidor e o mercado externo. 

Para converter moedas e enviar recursos para o exterior, vale a pena contar com a conta Global Genial. Com ela, as suas operações de câmbio são instantâneas e com IOF reduzido. Além disso, não há taxa de abertura e manutenção de conta.  

6. Invista sem sair do Brasil 

Se você não deseja ter custos com taxas, câmbio ou tributos de outros países, uma alternativa é fazer o investimento indireto no exterior. Como foi possível aprender, ele se dá ao se expor a ativos nacionais ligados ao mercado internacional. 

Para acessá-los, abra a sua conta em uma corretora de valores de sua confiança, como a Genial Investimentos. Somos uma instituição completa com mais de 10 anos oferecendo acesso a serviços financeiros de qualidade, com simplicidade e eficiência.  

Conosco, você pode solicitar o suporte gratuito de um dos nossos assessores de investimentos. Os profissionais têm o conhecimento necessário para apresentar as alternativas mais adequadas para o seu perfil e objetivos, facilitando a sua jornada. 

Neste artigo, você conferiu 6 dicas para quem deseja começar a investir no exterior. Com o conhecimento, você está mais preparado para dar os primeiros passos no mercado internacional e ampliar o nível de diversificação da sua carteira. 

Quer investir em ativos nacionais com exposição internacional agora mesmo? Abra a sua conta na Genial! 

Genial Investimentos

Somos uma plataforma de investimentos que tem como objetivo facilitar o acesso ao mercado financeiro e ampliar a educação financeira no Brasil.

Ver todos os artigos
Cartão de Crédito Black

Navegação rápida

O link do artigo foi copiado!

Planilha Comparativa de Renda Fixa