Especular no mercado financeiro pode gerar ganhos significativos no curto e curtíssimo prazo. Nesse sentido, para aumentar suas chances de sucesso, usar ferramentas como as bandas de Bollinger é oportuno para melhorar a qualidade das suas operações.

Esse indicador faz parte da análise técnica de ativos ou derivativos e contribui para a identificação dos melhores momentos para assumir suas posições no mercado. Portanto, compreender como ele funciona e quando utilizá-lo é vantajoso para a sua estratégia.

Quer saber mais sobre o uso das bandas de Bollinger como parte da análise técnica? Então não perca a leitura deste artigo que nós, da Genial Investimentos, preparamos para você.

Confira!

O que é a análise técnica?

A análise técnica é um dos mecanismos utilizados para a avaliação de ações e de outros ativos e derivativos no mercado financeiro. Ela é bastante usada por traders para identificar oportunidades na bolsa de valores e consolidar ganhos.

Isso acontece porque quem especula no mercado não está em busca de encontrar ativos que possam valorizar no longo prazo ou distribuir proventos, por exemplo. O foco do trader é aproveitar a volatilidade da renda variável para lucrar com oscilações de preço em prazos reduzidos.

Logo, elementos como a cotação e o volume de negociação são mais relevantes para a tomada de decisão dos especuladores. Assim, estudar as oportunidades e os riscos do investimento pela análise fundamentalista não costuma ser o melhor caminho.

Em vez disso, a análise técnica oferece acesso a indicadores e padrões gráficos para acompanhar o comportamento do mercado. Então, a partir das informações obtidas, o trader poderá fazer operações mais racionais.

O que são as bandas de Bollinger?

Agora que você entendeu o que é a análise técnica e a importância dela para fazer trade no mercado, é possível conhecer as bandas de Bollinger. Afinal, elas constituem uma ferramenta que contribui para sua avaliação de alternativas.

Elas receberam esse nome em homenagem ao analista técnico norte-americano John Bollinger. Ele foi o responsável por criar esse recurso na década de 1980, durante seus estudos sobre o mercado financeiro.

Desde então, as bandas de Bollinger são um mecanismo usado para identificar como a volatilidade impacta a cotação de ativos e derivativos financeiros. A partir delas, você pode observar o desvio padrão do preço de negociação da alternativa que estiver sendo avaliada.

Visualmente, as bandas de Bollinger são compostas por três linhas — chamadas de bands ou bandas. A linha do meio segue a média móvel de preço do ativo ou derivativo, enquanto as outras ficam paralelas a ela — uma linha na parte superior e outra na área inferior.

Como essas ferramentas funcionam?

Para aprofundar seu entendimento sobre as bandas de Bollinger, também é preciso saber como elas funcionam. Dessa maneira, as oportunidades que elas oferecem para suas operações de trade ficarão mais evidentes.

Nesse sentido, saber como é a lógica de cálculo das bandas de Bollinger é parte importante da sua compreensão sobre o assunto. Como você viu, o recurso é composto por três linhas — e uma delas é referente à média móvel.

O conceito se aplica ao indicador técnico que calcula a cotação média de um ativo ou derivativo ao longo de determinado período. Desse modo, as duas outras linhas usam o desvio padrão da média móvel (linha central) em sua base de cálculo.

A banda superior refere-se à média móvel simples mais duas vezes o desvio padrão. Já a linha inferior equivale à banda central menos duas vezes o mesmo desvio. Normalmente, os traders usam o intervalo de 20 dias para calcular os padrões.

Ademais, caso faça sentido para seu planejamento e suas operações, você pode usar períodos diferentes para sua base de cálculo. Entretanto, é recomendado fazer mudanças na equação para manter a eficácia do recurso.

Por exemplo, quando você criar as bandas de Bollinger para um intervalo de 10 dias, as linhas superiores e inferiores serão com base em 1,9 desvios padrões. Já em períodos mais amplos, de 50 dias, é comum usar 2,1 desvios.

Para que servem as bandas de Bollinger?

Como você viu, as bandas de Bollinger são ferramentas que contribuem para fazer a análise técnica na bolsa de valores. Primeiramente, elas mostram como a volatilidade do mercado age no preço de um ativo ou derivativo.

Desse modo, ao ler as informações gráficas, você pode observar se o mercado está em um período mais estável ou não. A partir desse entendimento, fica mais fácil definir o momento para assumir suas posições ou se desfazer delas.

Para compreender melhor, lembre-se de que o objetivo dos especuladores é lucrar com a volatilidade do mercado financeiro no curto prazo. Logo, alternativas que estejam em período de estabilidade podem não ser as melhores oportunidades para aquele momento.

As bandas de Bollinger também servem para identificar tendências de alta ou baixa. Quando os picos de preço tocam as linhas superiores ou inferiores, por exemplo, é possível visualizar momentos de sobrecompra ou sobrevenda.

Contudo, é importante destacar que as bandas de Bollinger devem ser usadas em conjunto com outros padrões gráficos e indicadores técnicos. Dessa forma, você terá mais informações para fundamentar suas decisões.

Como interpretá-las?

Até o momento, você já entendeu o que são e como funcionam as bandas de Bollinger. A seguir, você saberá como interpretar as informações durante a análise técnica de ativos e derivativos na bolsa de valores.

Confira!

O espaçamento entre as bandas varia de acordo com a volatilidade do ativo. Em períodos de aumento de volatilidade, as bandas se afastam e, em períodos de baixa volatilidade, elas se aproximam. Quanto mais próximas forem as bandas, maior será a probabilidade de fortes movimentos, com a quebra da baixa volatilidade.

Um movimento iniciado em uma das bandas tende a persistir até a outra banda, apresentando resistência ou suporte na linha central (média móvel).

Como operar com as bandas de bollinger:

  • Quando o preço encosta na banda inferior: alerta de alta.
  • Quando o preço rompe a banda inferior: manutenção da tendência de baixa.
  • Quando o preço rompe a banda inferior e, em seguida, rompe a média móvel para cima: alerta de alta.
  • Quando o preço encosta na banda superior: alerta de baixa.
  • Quando o preço rompe a banda superior: manutenção da tendência de alta.
  • Quando o preço rompe a banda superior e, em seguida, rompe a média móvel para baixo: alerta de baixa.

Estratégia Operacional: Fechou fora, fechou dentro:

Essa estratégia criada pelo trader norte-americano Joe Ross é utilizada para abrir posições contra a tendência.

Quando um dos candles fecharem fora de uma das bandas, devemos esperar pelo momento em que aparece um candle fechando dentro.

Sinal de Compra: No rompimento da máxima do candle que fechou dentro da banda inferior e o stop loss pode ficar abaixo da mínima do candle que fechou dentro das bandas.

Sinal de Venda: No rompimento da mínima do candle que fechou dentro da banda superior e o stop loss pode ficar acima da máxima do candle que fechou dentro das bandas.

Estabilidade de preço

Por último, as bandas de Bollinger podem ser usadas para identificar momentos de estabilidade da cotação do ativo ou derivativo. Durante períodos assim, as oscilações de preço tendem a estar menos intensas.

Geralmente, intervalos desse tipo podem ser percebidos a partir de estreitamentos nas bandas. Isso acontece porque o desvio padrão é menor e o ativo ou derivativo está menos volátil.

Quando há períodos assim, você pode usar outros indicadores técnicos para complementar sua análise. Dessa maneira, há chances de identificar se a próxima tendência será de alta ou baixa.

Porém, lembre-se de que nenhuma das interpretações oferece certezas ou garantias. Como as alternativas estão presentes na renda variável, não há como assegurar previsibilidade quanto às oscilações e o mercado pode se movimentar livremente.

Quando utilizar as bandas de Bollinger?

Com essas características e variedade de interpretações, as bandas de Bollinger podem ser ferramentas valiosas para a sua análise técnica. Afinal, elas mostram a influência que a volatilidade exerce na cotação dos ativos e derivativos.

Dessa maneira, você pode utilizar as bandas de Bollinger nos momentos em que precisar de informações sobre a oscilação de preço. Além disso, como a linha do meio representa a média móvel, há uma referência quanto ao comportamento do preço nos últimos pregões da bolsa.

No caso das operações day trade, perceber as oscilações e saber como o preço tende a se comportar contribui para a tomada de decisão. Assim, você saberá quais podem ser os melhores momentos para comprar ou vender um ativo ou derivativo.

Além do day trade, há a chance de usar as bandas de Bollinger quando você tiver um intervalo mais amplo entre as operações — como no swing trade. Apesar do intervalo maior, os mesmos padrões podem ser identificados nessa estratégia.

Mas, independentemente da abordagem que você adotar, essa ferramenta será mais efetiva se for utilizada em alinhamento com outros elementos da análise técnica.

Quais as vantagens e desvantagens das bandas de Bollinger?

Após saber quando utilizar as bandas de Bollinger na sua estratégia, outro passo do seu aprendizado consiste em entender as vantagens e desvantagens desse indicador. Assim, você perceberá se elas são benéficas ou não para o seu planejamento.

Em primeiro lugar, as bandas de Bollinger são vantajosas por permitirem a identificação dos ativos e derivativos que têm mais volatilidade. Como o objetivo é alcançar lucros no curto prazo, essa percepção pode ser positiva para a tomada de decisão.

Outra vantagem das bandas de Bollinger é a capacidade de identificar os momentos de sobrecompra e sobrevenda. Assim, você poderá assumir suas posições em momentos mais estratégicos e aumentar as chances de ganhos.

Entretanto, as bandas de Bollinger não consideram o volume de negociações. Dessa maneira, você pode fazer interpretações equivocadas se desconsiderar essa informação em seu operacional.

Quais outros indicadores e padrões servem para a análise técnica?

Além de compreender como funcionam as bandas de Bollinger, é relevante saber quais são os outros indicadores que podem fazer parte da sua análise técnica. Afinal, como você viu, convém usar mais informações no processo para ter avaliações completas.

Entre as ferramentas que você pode usar estão o suporte e a resistência. Eles mostram os preços mínimos e máximos que um ativo ou derivativo alcançou em determinado período, indicando os limites alcançados ou superados pelas forças de compra e venda.

Outro indicador técnico relevante para a análise é o índice de força relativa (IFR). O objetivo da métrica é mostrar quais são as regiões de sobrecompra ou sobrevenda para facilitar sua tomada de decisão.

Como você acompanhou, as bandas de Bollinger não mostram o volume de negociações de ativos ou derivativos. Portanto, você pode buscar essas informações para identificar qual força é mais intensa, entre a compradora e a vendedora.

Como fazer trade na bolsa de valores?

Para fazer trade no mercado financeiro, um dos passos mais importantes do seu planejamento é a identificação do seu perfil de risco. Como as operações são de renda variável e sem garantias, elas tendem a estar mais alinhadas com quem tem mais tolerância à volatilidade e aos riscos.

Além disso, para aumentar suas chances de sucesso, é essencial não deixar que os fatores emocionais influenciem suas decisões. Para tanto, pode ser vantajoso automatizar operações, como ao usar o stop gain e o stop loss para executar ordens automaticamente e gerenciar os riscos.

A escolha de uma boa plataforma para conduzir as operações também contribui para os seus resultados. Vale dar preferência para corretoras sólidas e que ofereçam a infraestrutura completa para suas operações, como é o nosso caso, na Genial Investimentos.

Abrindo conta conosco, você terá acesso à melhor infraestrutura para conduzir as movimentações com estabilidade e agilidade. Ademais, há um canal exclusivo de atendimento para traders e diversas ferramentas que contribuem positivamente com suas movimentações.

Como você entendeu, as bandas de Bollinger são ferramentas que auxiliam sua análise técnica de ativos e derivativos na bolsa de valores. Por isso, agora que você sabe quando utilizá-las, é possível adicioná-las ao seu planejamento de especulação — o que pode potencializar seus resultados.

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Caroline Rosa

Há 12 anos no mercado financeiro e com forte desejo de encorajar mais mulheres a construírem sua liberdade financeira, Caroline Rosa é sócia e gerente comercial na Genial Investimentos. Além disso, coordena o HUB de educação financeira, a Genial Educação, onde sua missão é democratizar o acesso ao conhecimento dentro do mercado financeiro de forma simples, acessível e objetiva.

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