Autônomos e PJs, como os profissionais liberais e os Microempreendedores Individuais (MEI), podem por vezes sentir que sua vida financeira é instável e ficarem inseguros quanto ao futuro.

Seus rendimentos estão totalmente atrelados à sua produtividade, condicionados à demanda por seus serviços. Por isso, sua renda pode variar bastante de um mês para outro, podendo haver meses em que não entra nada.

Assim, a um período de vacas gordas pode se seguir um período de vacas magras. Essa montanha-russa financeira pode descarrilar se o profissional não tiver um bom planejamento financeiro e não poupar para os dias difíceis.

Autônomos e PJs têm direito aos benefícios do INSS desde que contribuam para a Previdência Social. Já é uma maneira de garantir alguma segurança, seja pela aposentadoria, seja pelos benefícios como salário-maternidade, auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

Mas, dependendo dos rendimentos do profissional, esses benefícios da Previdência Social podem não ser suficientes. Por isso, é fundamental fortalecer o lado da poupança.

A seguir, você verá algumas dicas para quem trabalha por conta própria ter segurança financeira e garantir seu futuro, mesmo com maior instabilidade de rendimentos.

1. Sua reserva de emergência deve ser robusta

Se você trabalha por conta própria, você não tem direito a FGTS nem seguro-desemprego. Na falta de trabalho e de geração de renda, você vai ter que se virar sozinho. Por isso, sua reserva de emergência deve ser mais robusta do que seria para um trabalhador com carteira assinada.

A reserva de emergência deve ser o primeiro objetivo de qualquer investidor. Ela serve justamente como um colchão financeiro para ajudar o investidor a atravessar algum período difícil, como uma fase sem trabalho, com rendimentos reduzidos ou com despesas extraordinárias.

A reserva de emergência deve ficar investida em aplicações de baixíssimo risco e fáceis de resgatar. Mas a quantia destinada a essa reserva varia de pessoa para pessoa.

Vimos num post anterior que especialistas recomendam uma reserva suficiente para cobrir as despesas do investidor por um período que pode variar de três a 12 meses.

Para determinar o montante exato, é necessário levar em conta uma série de aspectos, como a própria natureza da profissão e a existência ou não vínculo empregatício.

Quem trabalha por conta própria deve, de saída, se preocupar em formar uma reserva de emergência gorda, pois não conta com o FGTS nem o seguro-desemprego dos celetistas.

Estes podem considerar os valores do FGTS, por exemplo, como parte constitutiva da sua reserva de emergência. Ao menos se forem demitidos sem justa causa.

Além disso, quem trabalha por conta própria deve considerar as características da sua área de atuação. Por exemplo, o tipo de serviço que você presta tem muita demanda? Tem muita concorrência? Essa demanda é pontual ou um único serviço pode se estender por um bom período? A demanda por esse serviço tem boas perspectivas de se manter nos próximos meses ou anos?

Já dá para concluir que esses profissionais precisarão acumular um valor mais próximo de 12 meses de despesas do que de três meses, certo?

2. Investir é preciso

Quem trabalha com carteira assinada tem direitos como férias remuneradas e 13º salário, os quais os autônomos e PJs não têm. Mas você provavelmente vai querer descansar em algum momento, certo? Eventualmente viajar, quem sabe?

Todo mundo, mesmo quem tem carteira assinada, deveria se preocupar em poupar e investir para esses objetivos. Mas isso é ainda mais importante se você trabalha por conta própria.

Aproveite os períodos de vacas gordas para turbinar sua poupança. Quando você estiver trabalhando e recebendo mais, poupe mais também.

3. Não descuide da aposentadoria

Mesmo pagando INSS, poupar para a aposentadoria é fundamental, pois a Previdência Social pode não ser suficiente. Poupar para a aposentadoria por conta própria, aliás, é indicado para qualquer trabalhador, com ou sem vínculo empregatício.

Só que os autônomos e PJs não contam com o FGTS. O trabalhador com carteira assinada que não teve chance de sacá-lo durante sua vida ativa poderá sacá-lo ao se aposentar, coisa que aqueles que trabalham por conta própria não poderão fazer.

Além disso, trabalhadores com vínculo empregatício podem ter direito a um fundo de pensão oferecido pela empresa onde trabalham, para o qual, muitas vezes, a própria empresa contribui em favor do funcionário. Autônomos e PJs também não dispõem desse benefício.

Assim, é preciso se programar também para investir em uma previdência privada ou outros investimentos de longo prazo, a fim de garantir o futuro.

Lembrando que, para aproveitar o benefício tributário dos PGBLs – dedução das contribuições na declaração de IR em até 12% da renda bruta tributável anual –, é preciso contribuir para o INSS.

4. Considere um seguro de vida

O seguro de vida é muito interessante para quem trabalha por conta própria, sobretudo para quem tem dependentes e/ou não ainda não tem grandes reservas.

Hoje em dia, os seguros de vida dispõem de uma série de proteções além da cobertura por morte. Pode haver coberturas para doenças graves e invalidez temporária ou permanente.

Assim, em caso de problemas de saúde mais graves, o profissional poderá contar com recursos, ainda que não tenha reservas.

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