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Como investir para curto, médio e longo prazo

Por 12 de agosto de 2016 Nenhum comentário

Para investir bem, você precisa de basicamente duas coisas: dinheiro sobrando (e, portanto, não ter dívidas) e objetivos financeiros.

Traçar objetivos é importante por duas razões. A primeira é que o objetivo é um estímulo à poupança, à paciência e à persistência do investidor. Ao atrelar a sua poupança a um objetivo é mais fácil manter a disciplina e resistir a mexer nela por qualquer motivo.

A outra razão é que a natureza e o prazo do objetivo influenciam na hora de escolher as aplicações financeiras mais adequadas. Investir para se aposentar em 30 anos é bem diferente de investir para comprar um carro dentro de dois anos.

Assim como os investidores – que podem ser conservadores, moderados e arrojados – os objetivos financeiros também têm diferentes perfis: podem ser de curto, médio ou longo prazo.

E tanto o perfil do investidor quanto o do objetivo devem nortear as estratégias de investimento.

A seguir, você vai conhecer as aplicações financeiras mais adequadas para cada prazo de objetivo:

Curto prazo (até um ou dois anos)

Objetivos de curto prazo em geral devem prezar pela liquidez (facilidade de resgate) e pelo conservadorismo.

A necessidade de liquidez depende da natureza do objetivo. Se estivermos falando da reserva de emergência, aquele colchão financeiro que todo mundo deveria ter para urgências como a perda de um emprego ou uma doença na família, a aplicação deve ter liquidez diária.

Em outras palavras, o dinheiro deve ficar aplicado em investimentos conservadores e que possam ser resgatados a qualquer momento.

Nesse sentido, as principais opções são:

Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de bancos grandes e médios com remuneração atrelada à taxa DI e liquidez diária;

– Títulos públicos Tesouro Selic (LFT), papéis atrelados à taxa básica de juros (Selic) que são os mais conservadores do Tesouro Direto;

Fundos de renda fixa conservadora, como os fundos DI, que fazem operações que buscam render próximo à taxa básica de juros e aplicam em papéis como os CDBs e o Tesouro Selic.

Se estivermos falando de um objetivo financeiro que vai se concretizar em uma data certa dentro de um ou dois anos, é possível abrir mão da liquidez diária para obter mais rentabilidade.

Nesses casos, basta casar o vencimento da aplicação financeira com a data em que você vai precisar do dinheiro.

Assim, além dos CDBs atrelados ao CDI, fundos de renda fixa conservadora e títulos Tesouro Selic (LFT), o investidor também pode aplicar em Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

Esses papéis são similares aos CDBs, sendo também cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas são isentos de imposto de renda e, em geral, devem ser carregados até o vencimento.

Aí vão alguns posts que podem ajudar você a entender melhor o funcionamento desses investimentos:

O que é um Certificado de Depósito Bancário (CDB)
O que são as Letras de Crédito conhecidas como LCI e LCA
Qual é o título mais conservador do Tesouro Direto?
O que são os títulos públicos e o Tesouro Direto

Médio prazo (de dois a cinco anos)

Digamos que você deseje, no médio prazo, dar entrada na casa própria, fazer uma pós-graduação, comprar um carro ou fazer uma grande viagem.

Com um pouco mais de tempo, o investidor tem mais opções. É aconselhável se manter conservador, uma vez que o prazo não é tão longo e os objetivos têm data certa para se concretizar. Ou seja, não há espaço para rendimentos negativos.

No entanto, já dá para acrescentar alguns fatores de risco à estratégia. É possível, por exemplo, abrir mão da liquidez diária para obter uma rentabilidade maior e buscar investimentos atrelados à inflação.

O ideal é tentar casar as datas de vencimento dos investimentos com a data do objetivo.

Isso porque as aplicações mais interessantes para o médio prazo podem só ter liquidez no vencimento ou sofrer forte oscilação diária de preços, podendo acarretar perdas se vendidas antes do vencimento.

Os investimentos com liquidez diária já mencionados (CDBs atrelados ao CDI, fundos de renda fixa conservadora e título Tesouro Selic) também podem ser utilizados para o médio prazo. Mas já é possível acrescentar outros à carteira, potencialmente mais interessantes:

CDBs prefixados (que pagam um percentual determinado no ato do investimento) ou indexados à inflação (em geral, IPCA). Costumam ser emitidos por bancos médios e normalmente devem ser levados até o vencimento para garantir a rentabilidade contratada.

LCIs e LCAs atreladas ao CDI, à inflação ou prefixadas, papéis similares aos CDBs, porém isentos de imposto de renda. Em geral, devem ser levadas até o vencimento.

– Títulos públicos Tesouro Prefixado (NTN-F e LTN), que pagam, no vencimento, um percentual determinado no ato da compra do papel. Têm liquidez diária, mas o ideal é levá-los até o vencimento, pois a oscilação diária de preços pode acarretar perdas na venda antecipada.

– Títulos públicos Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal e NTN-B), que pagam uma taxa de juros prefixada mais a inflação do período. Também têm liquidez diária, mas é melhor levá-los até o vencimento, pois a oscilação diária de preços pode acarretar perdas na venda antecipada.

Fundos de renda fixa moderados, como aqueles que investem em todos os tipos de título público ou em crédito privado, isto é, em títulos emitidos por bancos, como CDBs e Letras Financeiras (LFs).

Fundos multimercados conservadores ou moderados. Esses fundos podem investir em todo tipo de ativo – de renda fixa conservadora a ações – e podem ter diferentes níveis de risco. No médio prazo, é melhor priorizar os mais tranquilinhos.

Alguns posts para você entender melhor o funcionamento dos títulos públicos prefixados e atrelados à inflação, bem como as suas opções de investimento:

3 riscos do Tesouro Direto para você prestar atenção
Como investir no Tesouro Direto
Título público fora do Tesouro Direto pode ser mais rentável

Longo prazo (mais de cinco anos)

Investimentos de longo prazo, como a aposentadoria (se ela ainda estiver longe) e a faculdade dos filhos que acabaram de nascer comportam um pouco mais de risco e permitem abrir mão da liquidez imediata.

Você pode tentar turbinar a rentabilidade, pois em caso de eventuais rendimentos negativos, ainda tem tempo de recuperar. Também é importante priorizar a proteção contra a inflação, que pode corroer muito o valor das suas reservas se não for reposta.

Mas conforme o tempo passa, é importante ir tornando sua reserva cada vez mais conservadora. Quanto mais perto do objetivo, menor deve ser o percentual de renda variável na carteira, e maior o percentual em renda fixa.

As aplicações a seguir podem oferecer rentabilidades formidáveis, além de terem proteção contra a inflação:

– Títulos públicos Tesouro IPCA+ de longo prazo. No Tesouro Direto há títulos com vencimento em 2035 e 2050, ideais para objetivos como a aposentadoria. Eles oferecem uma remuneração acima da inflação, mas para obter a rentabilidade prometida, é preciso ficar com o papel até o vencimento. Vendas antecipadas podem acarretar perdas devido à forte oscilação de preços.

Fundos de debêntures incentivadas, que são papéis emitidos por empresas para financiar investimentos de longo prazo em infraestrutura. O investimento oferece isenção de imposto de renda para a pessoa física, além de proteção contra a inflação.

Fundos de ações, investimento em geral mais arriscado que os demais, porém com maior potencial de rentabilidade no longo prazo. A proporção de renda variável na carteira deve observar o perfil do investidor.

Fundos imobiliários, que investem em imóveis corporativos e têm cotas negociadas em bolsa como se fossem ações. O investidor pode ganhar com a valorização das cotas, mas também com a renda gerada pelos imóveis da carteira, paga em dinheiro e isenta de IR para a pessoa física. Como outros investimentos imobiliários, tem proteção contra a inflação.

Fundos multimercados, fundos que podem investir em diversos tipos de ativos, como renda fixa, câmbio, ações e outras operações no mercado financeiro. Podem ter diferentes níveis de risco.

Planos de previdência privada, sejam eles abertos (PGBL e VGBL) ou fechados (fundo de pensão do empregador). São voltados para a acumulação de recursos para a aposentadoria e têm incentivos tributários para aplicações de longo prazo.

Saiba mais sobre os investimentos de longo prazo:

– Qual o melhor investimento para a aposentadoria
– O que é PGBL
– O que é VGBL
Pensando em fazer PGBL? Saiba se é para você
Faça 4 perguntas antes de aceitar um plano de previdência
A ação dos sonhos dos investidores
Geração Futuro abre novo fundo de debêntures incentivadas

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