Você já ouviu falar de De-Fi? Sigla em inglês para descentralized finance, ou finanças descentralizadas, se trata de um movimento que vem revolucionando o mercado financeiro digital em nível mundial. A maior novidade quando o assunto é De-Fi, no entanto, são as exchanges descentralizadas (DEX).

As DEXs são plataformas de negociação direta de criptomoedas, também conhecidas popularmente como “dinheiro LEGO” – pois são como chaves por meio das quais produtos financeiros digitais são construídos. Através delas, ocorrem operações “peer-to-peer” (ponto a ponto), ou seja, sem a necessidade de uma instituição para intermediar a transferência e custódia de fundos.

Na prática, essas transações ocorrem via smart contracts (contratos inteligentes) nas blockchains, de forma transparente e com taxas mais baratas se comparadas às transações tradicionais. Para conhecer mais sobre as DEXs e suas aplicações no dia a dia, basta seguir a leitura!

O ecossistema De-Fi

As De-Fis, ou descentralized finance, surgiram com o nascimento das blockchains – uma espécie de livro digital, compartilhado e imutável, por meio do qual são registradas transações de ativos em uma cadeia de códigos.

O ponto-chave e de disrupção é que todo esse processo ocorre sem a necessidade de um intermediário – a exemplo de bancos, bolsas, serviços de pagamento e órgãos financeiros de uma maneira geral. Isso aumenta a velocidade e a sofisticação das transações, além de garantir ao usuário mais controle sobre seu dinheiro.

No dia a dia, as DEXs representam uma das principais aplicações financeiras das De-Fis. A primeira a ser criada, em 2010, foi a Bitcoinmarket.com.

O que é uma exchange descentralizada

A ideia das exchanges descentralizadas (DEXs) é facilitar a experiência dos usuários, oferecendo uma forma de negociar diretamente nas redes blockchains de forma rápida e descomplicada, removendo intermediários.

Todas as transações ocorrem por meio de algoritmos automatizados e criptografia, ao contrário dos processos tradicionais entre compradores e vendedores que possuem intermediários financeiros. Podemos entender esses algoritmos como exemplos de contratos inteligentes.

Uma vez que as DEXs não oferecem custódia das criptomoedas, os usuários precisam manter todos os seus ativos em suas próprias carteiras. Para entrar nesse ecossistema descentralizado, no entanto, ainda é preciso adquirir as moedas digitais por meio das moedas fiduciárias (como o real e o dólar, por exemplo) em corretoras centralizadas.

Como as DEXs funcionam

As DEXs são “autogovernadas”, então os próprios usuários e investidores são responsáveis por gerenciar seus ativos e negociar diretamente com outras pessoas, fornecendo, assim, liquidez para as transações.

O protocolo que garante os mecanismos autônomos de negociação das DEX é o AMM, ou “Automated Market Maker”, que significa Criador de Mercado Automatizado. Por meio dele, são calculados os preços dos ativos a partir da quantidade de criptomoedas disponíveis no mercado. Essa quantidade, por sua vez, é determinada de forma natural pelos próprios usuários – a partir das movimentações realizadas nas blockchains.

Principais DEXs do mercado cripto

No final de 2021, as principais DEXs de criptomoedas começaram a passar, em volume de negociação, algumas das maiores exchanges centralizadas (CEXs). Hoje, a maior exchange descentralizada é a Uniswap – criada na blockchain do Ethereum em 2018 por um ex-engenheiro mecânico.

Confira mais alguns exemplos de DEX:

  • Balancer Polygon;
  • dYdX;
  • MDEX;
  • OpenOcean.
  • PancakeSwap;
  • Sushiwasp;
  • Uniswap.

Vantagens 

Ao contrário de instituições centralizadas, como bancos, exchanges e bolsas de valores, as DEXs não armazenam/gerenciam as informações pessoais de nenhum usuário – assim como não estão suscetíveis a problemas como lentidão, travamentos ou ataques hackers. Como não é exigida a verificação de identidade, não há também roubo de dados pessoais e ou ativos.

Um outro ponto importante é o alto grau de determinismo alcançado pelo uso da tecnologia blockchain e contratos inteligentes – uma vez que eles garantem a execução exata do que foi acordado entre as partes, sem intervenções.

Além disso, o processo de integração das DEXs é praticamente instantâneo em comparação às transações centralizadas, permitindo a custódia total de criptomoedas pelos usuários.

Em relação às taxas, existem duas: as de rede e de negociação. As primeiras referem-se ao custo das transações, enquanto as segundas são cobradas pelo protocolo subjacente e seus provedores de liquidez. No geral, são mais baixas se comparadas às cobradas em operações tradicionais.

Desvantagens

Uma vez que a custódia dos ativos é completamente do usuário, caso seja esquecido o endereço da chave pública, o ativo é perdido. Ou seja, o usuário não conseguirá recuperar as criptomoedas enviadas, pois a rede blockchain não possui um processo de verificação para confirmar se a chave do recebedor está correta.

A taxa de negociação pode variar de acordo com o fluxo na rede: isso quer dizer que, quanto maior o número de transações, mais altos serão os valores cobrados por operação – que chamamos de gás.

Além disso, vale lembrar que algumas interfaces podem parecer um pouco confusas no início para quem não possui muita experiência, fato que, aliado à alta volatilidade das criptomoedas, merece uma atenção especial por parte dos usuários/investidores.

De maneira geral, as exchanges descentralizadas cresceram bastante nos últimos anos principalmente devido às suas particularidades, que envolvem a liquidez instantânea para tokens recém-lançados, uma experiência de integração perfeita e a democratização no acesso às negociações.

Para operar  com segurança, no entanto, é importante seguir boas-práticas de gerenciamento de chaves, estar sempre por dentro das novidades do mercado das DEXs e não esquecer que os criptoativos integram um ecossistema volátil e imprevisível – portanto, é necessário possuir um perfil mais tolerante ao risco.

 

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