Os mercados globais e os ativos de risco vêm sofrendo uma correção desde que as notícias sobre o COVID-19 começaram a se intensificar em janeiro. Mais recentemente, com as informações sobre o vírus se espalhando para fora da Ásia, a região onde o surto começou, a correção se intensificou. Neste momento, o mercado está tentando precificar os efeitos do vírus sobre a economia global.

Independentemente da duração e das vítimas do surto, a simples necessidade de evitar contato humano em muitas situações fará com que o crescimento global seja revisto para baixo. As relações comerciais e financeiras do Brasil com o mundo aliadas ao possível alastramento do surto no Brasil afetarão o PIB brasileiro. O impacto final ainda não é claro e depende dos efeitos sobre a produção e a demanda globais; do tempo que deveremos esperar até um tratamento efetivo ou vacina serem desenvolvidos; e das ações que os governos e bancos centrais tomarão para reagir aos efeitos dessa crise.

Nas carteiras dos fundos da Brasil Plural, achamos prudente rever nossa exposição aos setores mais expostos ao ciclo global, principalmente as commodities. Esse movimento, iniciado no fim de janeiro, foi intensificado nos últimos dias em função do acirramento dos riscos. Além disso, aumentamos a liquidez dos fundos para garantir agilidade nos movimentos táticos e estruturais.

Ressaltamos que os movimentos de correção rápida e severa, como o observado atualmente, são acompanhados de ineficiências de precificação, gerando oportunidades de realocação de ativos. Nesse sentido, aproveitamos a volatilidade atual para aumentar a exposição em papéis que, no nosso ponto de vista, são os vencedores no longo prazo, dadas as características de excelência da gestão, as vantagens competitivas e as perspectivas setoriais, principalmente em setores mais voltados ao mercado doméstico.

Embora os prejuízos para a atividade econômica e para os resultados das empresas sejam inevitáveis, acreditamos que o foco global no problema levará a uma solução para a crise em curto espaço de tempo. Encoraja-nos observar que os casos confirmados na China, onde o surto se iniciou, já mostram desaceleração.

O objetivo do investimento em ações é retorno atraente no longo prazo. Nossa experiência de décadas nesse mercado nos ensina que as escolhas vencedoras são feitas principalmente em momentos de estresse e crise. Acompanharemos de perto não só os eventos relacionados ao vírus, mas também a dinâmica de preços relativos, visando construir uma carteira que proporcione retorno superior no longo prazo.

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Publicado por Paola Bonoldi

Trabalhou no J.P. Morgan Asset Management, na Gávea Investimentos, no BCN Alliance, no Alliance Capital no Brasil e ocupou a posição de analista-sênior de renda variável em várias instituições, como Deutsche Bank, ING Barings e Unibanco.

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