Como se preparar para dar um salto de independência e, enfim, morar sozinho? Confira algumas dicas para conseguir esse sonho sem correr o risco de voltar para a casa dos pais ou morar de favor por falta de dinheiro e planejamento:

1) Ponha todos os seus futuros gastos na ponta do lápis

Para saber se você tem, de fato, condições financeiras para morar sozinho, você precisa, primeiro, saber exatamente quanto vai gastar.

Ao começar a procurar os imóveis, você passará a ter ideia dos preços de aluguel. Mas é importante considerar também taxa de condomínio e o IPTU, que em geral também sobram para os locatários.

Não subestime o custo da moradia. Elementos importantes, como boa localização e portaria 24 horas, encarecem o imóvel, mas talvez você não deva dispensá-los.

Procure também estimar os custos com luz e gás, e não se esqueça de incluir os gastos com internet e celular, que com certeza você não vai querer viver sem. Tudo isso deve caber no seu orçamento e ainda sobrar dinheiro, porque afinal, você precisa comprar comida e viver, não é?

2) Se sua renda for insuficiente, não desista! Chame um amigo…

Colocou tudo na ponta do lápis e começou a sentir que não ia dar? Sua renda não é três vezes maior que o valor do aluguel, como é exigido? Não desista. Considere morar com outras pessoas. Ao dividir as despesas por dois ou três, você se sentirá aliviado.

Nesse caso, você não precisa começar do zero. Pode buscar vaga em uma república já montada ou em um apartamento onde os moradores estejam buscando mais alguém para dividir as despesas.

3) …mas faça isso com cuidado

Morar com amigos ou conhecidos pode ser uma experiência fantástica ou um pesadelo. E mesmo as experiências fantásticas terão seus maus momentos.

Escolha pessoas com hábitos parecidos com os seus. Não precisa ser próximo. Seus amigos podem ser pessoas ótimas para conselhos ou botecos, mas na hora de dividir o espaço, pode simplesmente não “bater”.

Nessas horas, um conhecido pode ser uma opção, ainda que jamais se torne seu amigo. Ou até mesmo alguém que se prontifique pela internet. Basta você ter cuidado na hora de conhecê-lo e aceitá-lo.

4) Considere os gastos iniciais com a mudança

Se você vai se mudar para um apartamento já alugado por outra pessoa e mobiliado, seu custo de mudança será praticamente nulo. Mas pode ser que você se mude para um quarto vazio ou monte um apartamento do zero.

Nesse caso, considere eventuais custos com transporte de alguns dos móveis da casa dos seus pais e doações de família (como aquela TV encostada na casa dos seus avós), bem como a compra de móveis e eletrodomésticos novos.

O ideal é fazer as compras aos poucos, até para perceber quais são seus gostos e necessidades. Depois de um tempo vivendo apenas com almofadas e uma TV no chão da sala você pode descobrir, por exemplo, que não quer um sofá, mas uma rede e apenas um puff.

Mas existem sempre aqueles itens mais urgentes, como utensílios domésticos usados no dia a dia e aparelhos como geladeira, microondas e máquina de lavar.

Além disso, você pode ter custos para religar a luz e o gás do imóvel, instalar internet e TV a cabo ou mesmo com pequenos reparos.

Faça uma reserva financeira especificamente para esses custos iniciais, para não começar já endividado.

5) Faça uma reserva de emergência

Além da poupança para os gastos iniciais, forme ainda uma reserva de emergência suficiente para você se manter por um período de três a seis meses, com base na sua estimativa de gastos mensais.

6) Se você optar pelo aluguel, não se esqueça das garantias

Os proprietários precisam de garantias de que vão receber o valor do aluguel mesmo que o inquilino fique inadimplente. E cabe justamente ao locatário providenciá-las.

A garantia mais aceita é o fiador, uma pessoa que tenha imóvel quitado em seu nome e que esteja disposta a colocá-lo como garantia no contrato de aluguel. Somadas, as rendas dos fiadores precisam ser três vezes superiores ao valor do aluguel, assim como as dos inquilinos.

Em geral, os locadores exigem que o imóvel esteja localizado na mesma cidade daquele que será alugado. Mas há quem aceite imóveis de outras cidades.

Os fiadores não precisam ser seus pais. Qualquer pessoa que se enquadre nessas condições pode ser fiador. Mas se você e seus “roommates” não tiverem fiadores, há alternativas.

A segunda garantia mais comum depois do fiador é o seguro-fiança. É um seguro que costuma custar entre um e três aluguéis por ano e cobrir os 30 meses de aluguel do contrato em caso de inadimplência do inquilino.

Se o proprietário aceitar essa garantia e esta for sua opção, é preciso ter uma reserva preparada para isso também. E o valor pago não é recuperado ao final do contrato.

Outras garantias menos aceitas são o depósito-caução e o título de capitalização, em geral no valor de três meses de aluguel. Caso o locatário não fique inadimplente, poderá recuperar a quantia ao final do contrato.

7) Providencie a documentação necessária para o aluguel antes de começar a visitar imóveis

Na hora de fechar negócio, é preciso apresentar uma lista de documentos e comprovantes. O ideal é começar a providenciá-los antes mesmo de iniciar as visitas aos imóveis.

Além de documentos pessoais, é necessário apresentar comprovantes de renda e também a documentação do imóvel usado como fiança, se essa for a garantia escolhida.

8) Ao visitar o imóvel, certifique-se de que ele atende às suas necessidades

Considere seu estilo de vida na hora de visitar os imóveis que te interessaram e veja se eles atendem às suas necessidades e ao seu orçamento.

Se não quiser gastar muito na mudança, prefira imóveis que não exijam muitos reparos, que tenham armários embutidos e até, quem sabe, os mobiliados.

Informe-se sobre a vaga de garagem se tiver ou quiser ter um carro, conheça as áreas comuns e, claro, não se esqueça de verificar se há problemas graves, como infiltrações.

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Leonardo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com passagens por grandes veículos da imprensa brasileira, como TV Cultura, Veja e Estadão. Especializou-se em jornalismo econômico, com aprovação pela FGV, no curso de trainee promovido pelo Grupo Estado.

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