A Selic é um índice que impacta o mercado financeiro e os investimentos. Por isso, é natural haver o interesse em saber onde investir quando ela atinge patamares extremos — seja em alta ou em queda.
Em julho de 2025, por exemplo, a taxa chegou a 15% ao ano — uma das maiores em quase 20 anos. Esse cenário gera dúvidas sobre quais investimentos podem se mostrar mais interessantes para a carteira, não é mesmo?
Quer saber onde investir com a Selic a 15%? Continue a leitura, pois nós, da Genial Investimentos, trouxemos alternativas que podem ser interessantes para aproveitar esse momento!
O que é a taxa Selic e como ela afeta os investimentos?
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e funciona como o principal parâmetro para as demais taxas de juros do mercado. Ela orienta decisões no sistema financeiro e, por isso, costuma ser acompanhada por quem investe.
O índice tem impacto na renda fixa, pois existem aplicações que utilizam seus movimentos para definir a rentabilidade.
Quando a Selic sobe, esses títulos tendem a oferecer retornos maiores, conforme suas características, o que pode aumentar sua atratividade. Quando a taxa cai, a rentabilidade tende a diminuir, o que pode levar o investidor a considerar outras alternativas.
Ativos de renda variável também podem ser impactados, de forma indireta. O motivo é que a taxa costuma afetar o custo de capital e as condições macroeconômicas que influenciam o desempenho das companhias.
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Onde investir com a Selic a 15% ao ano?
Quer saber como definir a sua estratégia considerando a taxa básica de juros? A seguir, confira algumas das possibilidades para investir com a Selic a 15% ao ano!
Tesouro Selic
O Tesouro Selic é um título público disponibilizado na plataforma do Tesouro Direto. Sua rentabilidade acompanha a variação da Selic, sendo uma alternativa em momentos de juros altos.
Além disso, ele apresenta liquidez diária, porque o próprio Tesouro garante a recompra dos títulos, permitindo o resgate a qualquer momento, mesmo antes do vencimento.
Ainda, por ser um título garantido pelo Tesouro Nacional, ele é considerado de baixo risco de crédito. Vale destacar que o Tesouro Selic, assim como outros títulos pós-fixados, tende a sofrer um efeito menor da marcação a mercado no resgate antecipado.
Esse termo se refere à atualização diária dos preços dos títulos de renda fixa. Como o rendimento pós-fixado acompanha diariamente o índice de referência, o seu preço de mercado se mantém próximo do valor a receber no vencimento.
Títulos de crédito privado
Os títulos de crédito privado são emitidos por instituições financeiras ou empresas para captar recursos no mercado. Eles podem assumir diferentes modalidades de remuneração — prefixada, pós-fixada ou indexada à inflação — a depender da estrutura da oferta.
Entre os exemplos estão:
- CDB (Certificado de Depósito Bancário);
- LCI (Letra de Crédito Imobiliário);
- LCA (Letra de Crédito do Agronegócio);
- CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários);
- CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio);
- Debêntures.
Entenda melhor como funcionam as regras de rentabilidade dessas alternativas!
Títulos pós-fixados atrelados ao CDI
Os títulos pós-fixados podem estar atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Eles ganham relevância quando a Selic atinge 15% ao ano, afinal, esse indicador acompanha os movimentos da taxa básica de juros da economia, sabia?
A razão é que o CDI se refere à taxa usada nas operações de curtíssimo prazo entre bancos. Como essas transações seguem a política monetária, ele se mantém próximo da Selic. Por isso, quando a taxa básica sobe, o CDI também se eleva.
Títulos prefixados
Os títulos prefixados têm a taxa de rentabilidade definida no momento da aplicação. Isso significa que o investidor já conhece o percentual que será recebido ao final do prazo, independentemente de oscilações da economia.
Mesmo não acompanhando os movimentos da Selic, esses investimentos precisam oferecer taxas competitivas para se manterem atrativos em relação às alternativas pós-fixadas. Isso é especialmente importante em um ambiente de juros elevados.
Assim, quando a Selic está em 15% ao ano, as aplicações prefixadas podem ser avaliadas, sobretudo se houver expectativa de queda do índice no futuro. Nesse cenário, a taxa contratada segue fixa até o vencimento, mesmo com a eventual redução da Selic.
Dessa maneira, é possível manter a taxa contratada por mais tempo, caso ela esteja acima das futuras expectativas de juros. No entanto, é fundamental considerar o prazo do título, pois, para receber exatamente a taxa acordada, é necessário mantê-lo até o vencimento, está bem?
Isso ocorre porque as alternativas prefixadas são mais impactadas pela marcação a mercado. Em resgates antecipados, esse valor pode estar acima ou abaixo do que foi pago. Portanto, caso o título seja vendido por um preço menor, existe risco de prejuízo.
Fundos DI
Os fundos de investimento são veículos que reúnem recursos de diversos investidores para formar um patrimônio único, sendo administrados e geridos por profissionais. Assim, cada investidor detém cotas e participa dos resultados conforme a sua valorização ou a queda.
Nesse contexto, o Fundo de Renda Fixa Referenciado DI — conhecido como Fundo DI — pode ser considerado com a Selic a 15%. Isso porque ele busca acompanhar o desempenho do índice DI, que é a referência usada para o CDI.
Assim, nos Fundos DI, a maior parte do patrimônio é alocada em títulos do Tesouro Selic e aplicações atreladas ao CDI.
Ativos de renda variável
Os ativos de renda variável costumam ter menor procura em períodos de juros elevados, já que a renda fixa tende a oferecer retornos mais atrativos com menor risco. Mesmo assim, esse tipo de investimento pode ser considerado na composição da carteira.
A renda variável inclui ações, ETFs (Exchange Traded Funds), FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) e outros ativos com preços que oscilam conforme as expectativas e as condições do mercado. Embora apresentem maior volatilidade, eles podem ser importantes para a diversificação.
Essa é uma estratégia que distribui o patrimônio entre diferentes tipos de condições para reduzir a exposição concentrada e tornar o portfólio mais equilibrado. Assim, a queda de um ativo pode ser amortecida pelo desempenho de outros, conforme a composição da carteira.
Além disso, a renda variável tem potencial para capturar movimentos de crescimento econômico, o que pode gerar ganhos que a renda fixa não entrega com a mesma intensidade.
Neste artigo, você entendeu onde pode investir em um cenário de Selic a 15% ao ano. Agora, vale a pena conferir as alternativas para fazer escolhas mais conscientes para sua carteira, alinhando-as ao seu perfil de investidor e objetivos financeiros.