Ao abrir conta em uma instituição financeira para investir, você certamente terá que responder a uma série de perguntas. Você será questionado sobre sua renda, seu patrimônio, idade, profissão e nível de escolaridade.

Também será submetido ao chamado teste de suitability (“adequação”, em inglês). O teste consiste em uma bateria de perguntas sobre o seu conhecimento acerca dos investimentos. Avalia ainda a ideia que você tem da sua tolerância a risco, bem como o perfil e o prazo dos seus objetivos.

Toda essa investigação pode parecer chata e invasiva para o investidor iniciante. Mas ela tem por objetivo atender às exigências das autoridades e indicar o seu perfil de investidor.

O perfil de investidor é o ponto de partida para a instituição financeira recomendar os investimentos mais adequados para os seus clientes.

Instituições financeiras que distribuem fundos de investimento precisam fazer teste de suitability com seus clientes e manter suas aplicações financeiras sempre adequadas aos seus perfis.

Os perfis de investidor

São três as classificações de perfil de investidor comumente usadas: conservador, moderado e arrojado ou agressivo. Mas nada impede as instituições financeiras de criarem os seus próprios perfis.

A avaliação para determinar o perfil de cada cliente leva em conta a sua situação financeira (renda e patrimônio), idade, formação acadêmica, a necessidade financeira futura, o nível de conhecimento do mercado, o objetivo do investimento e o prazo desejado.

Os clientes também são questionados sobre o nível de tolerância a risco que acreditam ter, os produtos financeiros que conhecem e nos quais já investiram e o percentual do patrimônio aplicado em investimentos financeiros.

As instituições financeiras só podem recomendar investimentos que tenham um perfil de risco igual ou mais conservador que o do cliente. Também devem alertar o investidor caso haja alguma inadequação na sua carteira.

Caso o cliente queira investir em um produto de nível de risco superior ao seu perfil, ele deve ser alertado pela instituição financeira. Se, mesmo assim, ele mantiver sua decisão, deverá dar uma declaração expressa de que está ciente da inadequação.

Conheça as características de cada perfil de investidor

Conservador: é o investidor que prioriza a preservação dos seus recursos acima de tudo. Não assume riscos que possam comprometer seu patrimônio, ainda que a rentabilidade seja abaixo da média. É o que menos tolera perdas e falta de liquidez.

A classificação geralmente se aplica a investidores iniciantes, avessos ao risco ou que têm objetivos de curto e médio prazo.

Alguns exemplos de investimentos conservadores: fundos de renda fixa conservadora, como os fundos DI, Tesouro Direto, Certificados de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

Moderado: é o investidor que assume riscos um pouco maiores em busca de rentabilidade superior à média do mercado. Dá importância à segurança. Por isso, busca investir de forma equilibrada em diversas classes de ativos, como renda fixa, ações e fundos multimercados.

Investidores moderados toleram certo risco, como menos liquidez e perdas controladas, mas não abrem mão da preservação do seu patrimônio. Assim, os ativos de risco não ocupam uma grande porção da carteira de investimentos.

São pessoas com um pouco mais de conhecimento sobre o mercado. Elas também têm patrimônio suficiente para diversificar e objetivos de médio e longo prazo, além das metas de curto prazo. Podem destinar parte do patrimônio a ativos com maior volatilidade e menor liquidez.

Alguns exemplos de investimentos que podem estar na carteira de investidores moderados: além dos investimentos conservadores, fundos multimercados, debêntures, ações, fundos de ações, aluguel de ações, fundos imobiliários e Letras Financeiras.

Arrojado ou agressivo: assume riscos mais altos, em busca da maior rentabilidade possível. Entende que a oscilação diária dos mercados é suavizada no médio e no longo prazos, quando o mercado apresenta maior estabilidade. Tem bom conhecimento do mercado.

O investidor arrojado tem um percentual maior da carteira em renda variável do que os moderados. Prioriza a rentabilidade do investimento.

São pessoas que, além de compreenderem o mercado financeiro, têm o desejo de multiplicar o patrimônio no longo prazo.

Alguns exemplos de investimentos que podem estar na carteira de investidores arrojados: além dos investimentos conservadores e moderados, podem estar presentes operações de bolsa com derivativos ou no mercado a termo, por exemplo.

Ser arrojado não significa arriscar tudo

Dizer que um investidor é arrojado não quer dizer que todo o patrimônio dele será investido em ativos de risco.

Investidores moderados e arrojados também devem ter uma parcela dos seus investimentos em aplicações conservadoras. Elas servem para atender a seus objetivos de curto prazo e manter uma reserva de liquidez.

O restante do patrimônio pode ser diversificado em outros investimentos em busca de rentabilidade.

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Publicado por Genial

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