14 anos atrás, no dia 31 de outubro de 2008, um e-mail com o título “P2P e-cash paper” chamava a atenção da famosa lista de e-mails do grupo Cypherpunk. Assinado por Satoshi Nakamoto, trazia os seguintes dizeres: “Estou trabalhando em um novo sistema de dinheiro eletrônico totalmente ponto-a-ponto, sem terceiros de confiança”. 

Foi a partir desse e-mail que Nakamoto publicou um dos documentos mais importantes do século – permitindo o nascimento, 3 meses depois, da primeira moeda digital totalmente descentralizada: o Bitcoin (BTC). Conhecido por white paper, o documento serve como um guia para explicar um projeto, contendo as informações para os problemas que visa solucionar. 

Ainda que você seja novo no universo das criptomoedas, é provável que já tenha ouvido falar sobre esse termo. Para ficar por dentro das características do white paper e entender sua importância no mercado, é só seguir a leitura!

O que é um white paper 

De forma simplificada, o white paper é um documento oficial, produzido pelos criadores de determinada criptomoeda, que visa contemplar todas as informações relevantes sobre esse ativo – isso inclui, por exemplo, como ele foi criado, a forma com a qual o seu token é gerado e distribuído, bem como especificações sobre a criptomoeda de uma maneira geral.

Podemos dizer que o white paper é um documento híbrido: isso porque ele explica o projeto e, ao mesmo tempo, “comercializa” o produto. Geralmente, ele é publicado antes do lançamento de um novo criptoativo, como uma espécie de plano de negócios a ser submetido à aprovação do mercado. Caso atraia os olhares dos investidores e angarie recursos, o projeto da criptomoeda começa a ser desenvolvido.

Importância do white paper no mercado

O principal objetivo do white paper é, sem dúvidas, servir como guia para a tomada de decisão quando o assunto é investimento. Isso porque, quanto mais sólidos e confiáveis forem os fundamentos do projeto, mais credibilidade a criptomoeda terá e, consequentemente, maiores serão as chances de atrair investidores e crescer a médio e longo prazo.

Tendo acesso a essas informações, o investidor tem a possibilidade de entender o propósito da criptomoeda, analisar sua credibilidade e solidez – e negociar com mais facilidade no mercado.  

Por isso, o primeiro ponto a se observar antes de começar a investir em qualquer criptomoeda é o white paper do projeto. A leitura atenta desse documento trará explicações sobre o seu funcionamento, a motivação que levou à sua criação e o papel de seus desenvolvedores durante todo o processo de desenvolvimento do criptoativo – principalmente, quando temos em vista a alta volatilidade desse universo, o que exige uma atenção maior por parte dos investidores.

Pontos de atenção

Uma dificuldade encontrada por alguns investidores está relacionada aos termos técnicos dos white papers, que, muitas vezes, podem ser difíceis de entender – uma vez que são desenvolvidos por programadores. Por esse motivo, muitas pessoas correm o risco de serem enganadas com projetos que não possuem credibilidade e ou bases sólidas. 

O white paper do Bitcoin, por exemplo, possui apenas 9 páginas, mas é de difícil compreensão para quem é leigo no assunto ou nunca teve contato com esse universo. É por isso que é tão importante ter paciência para ler esse tipo de documento – e buscar sempre informações extras e confiáveis sobre a criptomoeda na qual pretende-se investir. 

Informações que constam no white paper

Não há um tamanho mínimo ou máximo para o white paper, que pode variar de criptomoeda para criptomoeda. O importante é saber que nele devem constar as principais informações sobre sua criação e funcionamento. 

O nível de detalhamento de cada item também pode variar entre os projetos. De qualquer forma, os elementos que geralmente constam nos white papers de criptomoedas são os que relacionamos abaixo:

  • Propósito do projeto e os problemas que visa  solucionar; 
  • Como funciona a(s) solução(ões) proposta(s);
  • Capitalização do projeto;
  • Explicações técnicas relacionadas à distribuição e investimento dos tokens; 
  • Informações sobre ICO (oferta inicial de criptomoedas) e/ou mineração;
  • Prazos para o desenvolvimento do projeto;
  • Quantidade de criptomoedas emitidas, informações sobre processamento de transferências e pagamentos;
  • Equipe envolvida e aspectos legais.

Normalmente, o white paper é encontrado no site oficial do projeto, e em plataformas especializadas em criptomoedas, como o coinmarketcap, por exemplo. 

Principais white papers de criptomoedas

O Bitcoin (BTC) é, sem dúvida, a moeda digital mais conhecida. Ela foi a primeira criptomoeda totalmente descentralizada a ser criada e, hoje, é uma das mais importantes do mundo.

Há também o Bitcoin Cash (BCH), uma versão mais recente do Bitcoin, criada em agosto de 2017 – que surgiu com o objetivo de aperfeiçoar a cripto já existente.  Além dessas, existem outras importantes criptos no mercado:

Ethereum

Segunda maior criptomoeda do mundo, atrás apenas do Bitcoin, o Ethereum (ETH) foi lançado em 2015 e, hoje, possui uma das tecnologias mais avançadas dentro do universo dos ativos digitais. Se trata de blockchain, focada na construção e viabilização de smart contracts (contratos inteligentes de última geração). 

Tether

O Tether (USDT) surgiu em 2014 – no entanto, ao contrário das demais criptos, se trata de uma stablecoin. Ou seja, possui lastro em uma moeda convencional, como o real, por exemplo. Dessa forma, é possível manter uma paridade constante com o dólar. 

Ripple

O Ripple (XRP) foi lançado em 2011 com vistas a suportar totens que representem moedas tradicionais ou bens, facilitando o processo de comercialização da cripto.

Litecoin

Semelhante ao Bitcoin, o Litecoin (LTC) também foi criado em 2011, porém, com um diferencial: seu sistema de mineração promete ser mais descomplicado, garantindo transações mais rápidas.

Independentemente da criptomoeda, um ponto importante a se observar é: quanto mais conhecimento o investidor tem do assunto, melhor pode avaliar todos esses critérios. Quanto mais projetos estudar, mais familiarizado estará com os white papers – facilitando a tomada de decisão e tornando-a mais assertiva quando for investir para valer. 

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